quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

OS HERÓIS E OS “HERÓIS”

Por sugestão do Valter Tamanini transcrevo duas notas do Carlos Tonet, publicadas na coluna que ele mantém na Folha de Blumenau.
Não temos heróis. Que bom

O título acima está errado. Não foi isso que eu quis dizer. Na verdade, eu e você sabemos que temos muitos heróis. Temos heróis anônimos, muitos deles com os pés sujos de lama, mergulhados em incessantes atividades de apoio aos flagelados. Isso é bom. Estou me referindo aos heróis oficiais, aqueles que nos acostumamos a ver em outras tragédias.

Um deles foi Esperidião Amin, que se lançou para o Brasil em 1983 pelas imagens em que aparecia salvando velhinhas com o semblante franzido, flagrado por algum fotógrafo estrategicamente posicionado. Foi sucesso de público e crítica. Acabou como candidato a presidente em 1994.

Nosso estimado ex-prefeito Dalto dos Reis emplacou foto de capa nos três principais jornais catarinenses em 1984, ao ser fotografado de botas, sob a chuva, pretensamente auxiliando moradores da rua Araranguá, em plena madrugada, durante a catastrófica enxurrada daquele ano. Lembro até hoje da eufórica comemoração de assessores pelo feito conquistado. Foi realmente um bom trabalho. Meus parabéns.

Renato Vianna, em suas campanhas eleitorais, muitas vezes veiculou depoimentos de pessoas salvas por ele.

Wilson Wan Dall transformou-se numa espécie de Namor, o príncipe submarino do bairro da Fortaleza por sua heróica atuação nas enchentes. Quase virou nosso prefeito. Escapamos por pouco.

Não precisamos do Che Guevara

Tenho um pé atrás com esse tipo de atitude dos governantes. Por isso não concordo com as críticas ao João Paulo e ao Luiz Henrique, quando dizem que eles deveriam se expor mais, colocando-se mais presentes na ação.

Che Guevara fez a mesma coisa em Cuba. Largou o governo e foi cortar cana. Rendeu um monte de fotos. A mulherada suspirou. Mas não houve resultado prático. Ernesto teve sorte de não ter decepado o próprio dedão. Ele teria sido mais útil na gestão do País, caso tivesse capacidade para isso.

JPK e LHS não precisam se jogar dentro do buraco da SC Gás ou enfiar a cara debaixo de um monte de lodo. Devem ficar onde estão, na gestão do processo, deslocando-se apenas o necessário. Deles, nesse momento, espera-se eficiência, competência e ética na condução de todo o processo de reconstrução e atendimento às vítimas.

De herói em cargo público já chega o Schwarzenegger.”

11 comentários:

Anônimo disse...

Tá certo. Esse negócio de posar com água no joelho é pura enganação. Melhor não forçar a barra e fazer o que deve ser feito. Mas ficar lamentando as perdas no turismo com mais de cem mortos, como fez o LHS, também não é preciso, ficamos combinados?

Anônimo disse...

e o felipe massa, que doou R$ 50 mil, não é heroi

Augustus disse...

Espero que todos os Brasileiros que sejam sufiscientemente cultos para conhecer a Historia Mundial nao prestarão atenção em personagens revolucionarios históricos de paises vizinhos... Basta a Venezuela, Cuba, Bolivia e Nicaragua disperdissando tanto esforço (cultural, politico e economico) louvando icones de papel...

Apesar de reconhecer que Che Guevara contribuira certas doses de conscientização politica para as grandes massas oprimidas da região, não creio que a America Latina - especialmente o Brasil - deva desperdiçar energia contemplando filofias fracassadas do horrivel seculo XX.

Anônimo disse...

esquecestes de dizer cesar q nesta existe um sim...meio despercebido,porque até da p/ notar q ele não é um cara exibido...q nau gosta de aparecer,q o q gosa é de trabalhar mesmo....essa pessoa xama se Kleinnubing...é um jovem em na dele...mostra q nau gosta de aparecer nos feitos políticos....estava lá de bota e capa c/ o pé na lama!!!


Arnaldo Floripa

lalinha disse...

Vocês nem imaginam a importância do Herói. A simbologia do herói percorre todos os mitos das religiões ancestrais. O herói é aquele que por meio da superação dos obstáculos, com sacrifício, traz algo de novo, uma superação da própria sociedade. Era bem a hora de surgir um que superasse a barreira da mídia e colocasse o desastre catarinense nos seus devidos termos e que isto servisse para pautar as necessárias ações de prevenção para que as ações predatórias dos próprios governantes -vide gasoduto, com seus cortes errôneos, licenciamentos, etc,..novo código ambiental, etc..não venham a provocar novas tragédias.

Anônimo disse...

Heroi somos nós, contribuintes, que pagamos nossos impostos, e vemos nossos "governantes" destinando-os, dentre outros projetos R$2,5 milhões para os "patricinhos" do katrôdomo - para pagar hospedagens + aviões + noitadas + tietagens + outras mordomias, para então, eles fazerem a "grande contribuição" de R$50,0 mil para os catarinenses flagelados. É muita humilhação.

Anônimo disse...

Pedido de vistas pára CPI da Zona Azul

O vereador Alceu Nieckarz (PRB) pediu vistas ao relatório do colega João Aurélio Valente (PP), na Câmara de Vereadores de Florianópolis, sobre a CPI da Zona Azul.

Valente, que faz oposição ao prefeito Dário Berger (PMDB), não poupou o governo municipal nas denúncias de desvio de recursos. Afirma que não recebeu a documentação que solicitou e não encontrou indícios de cobrança em duplicidade nas áreas de estacionamento públicos tarifados da Capital.

Anônimo disse...

Carta ao governador

Esta crônica de Felipe Lenhart, publicada ontem no Diário Catarinense, reflete a decepção de muita gente com a falta de estatura do governador do estado diante da tragédia humanitária ainda em curso. Passo adiante.

Senhor governador,

Vou me apresentar: sou um turista endinheirado que mora longe da Santa e Bela Catarina. Mas visito o Estado todos os anos. Passo uma semana em Balneário Camboriú, percorro o roteiro de compras de Blumenau e Brusque, vou sempre a uma praia belíssima em Itajaí, durmo na casa de um parente distante em Bombinhas e invisto (este é o termo certo) o resto de minhas férias gastando nas boates da moda, nos restaurantes caros, nas lojas de grife e nos hotéis luxuosos de Florianópolis. Já estava tudo certo para a minha viagem de fim de ano: passagens compradas, reservas confirmadas, o convite para a festa de Réveillon aceito. Mas aí veio o cataclismo e tudo que aconteceu semana passada. E é com tristeza que lhe confesso, senhor governador: eu não irei mais a Santa Catarina esse ano, nem nos primeiros meses de 2009. Acredite: me custa muito tomar esta decisão.

Ora, o senhor deve ter lido a edição de ontem do Diário Catarinense. Eu li, e li tudo, na internet. Descobri que, neste momento, soldados, bombeiros e voluntários estão nas ruas de Santa Catarina, empunhando pás e picaretas, manejando escadas e maquinário, guiando tratores e caminhões, lutando contra a terra, o lodo e os destroços para desenterrar cadáveres, localizar desaparecidos, salvar o que restou daquele fim de semana tempestuoso. Milhares assistiram ao lar ser destruído e estão desabrigados; outros milhares abandonaram suas residências e estão desalojados. A maioria não tem o que comer e vestir. Alguns perderam familiares e amigos. Quantos mais estão sepultados sob as ruínas? Vou lhe confessar: chorei com os relatos espantosos, emocionados, desesperados. A sua gente está triste, senhor governador, abalada, pobre e enlutada.

É também por isso que lhe escrevo. Para pedir que me esqueça por um ano, senhor governador. Minha visita só atrapalharia. Verão e Réveillon tem todo ano, mas o que aconteceu em Santa Catarina não deveria sequer ter acontecido, e certamente não poderá se repetir. Portanto, senhor governador, não arrume Santa Catarina para me receber para as festas. Em vez de arrumar, conserte, resolva, dê jeito definitivo no seu Estado, para o seu povo abatido que tanto merece. Você tem muito a fazer pelos seus. Desejo-lhe fibra e sorte.

Com o forte abraço e as condolências do seu cliente mais importante.

Anônimo disse...

Dependendo do governador Luiz Henrique o Código Estadual Ambiental será votado ainda este ano apesar dos apelos da deputada Ana Paula Lima para que amplie a discussão e só busque a aprovação no ano que vem.Mas os deputados reunidos na Assembléia decidiram transferir a discussão para depois do recesso. Mesmo porque são 300 emendas e não haveria tempo hábil para analisá-las já que corre paralelo o orçamento do ano que vem.

Anônimo disse...

Durante a coletiva do governador, que foi realizada no auditório do recém inaugurado Teatro Pedro Ivo, não deu para usar o microfone. O sistema de som estava com um ruído estridente, segundo alegavam devido a iluminação, o que provocou um comentário do governador: "Então não vai ter espetáculo por aqui por causa da interferência na luz no som..." Contrariado continuou sem microfone.

Anônimo disse...

E ai Cesar, sai um comentario do rolo da ODETE?
A coisa tá fervendo, a tal assessora jogou merda no ventilador, cosa de loco.

http://odetedejesus.blogspot.com/