sábado, 27 de dezembro de 2008

E agora?

Assim como começou, o movimento dos Praças terminou: sem que a gente entendesse direito. Não sei vocês, mas eu não entendi direito por que acirrar a mobilização pela implementação da utópica lei 254, se não ocorreu nenhum fato novo. Desde a sua sanção sabia-se que era uma lei faz-de-conta, inaplicável. Isto foi dito mais de uma vez da tribuna da Assembléia. Daí, de repente, aumentar a pressão faria com que o governo amolecesse e abrisse o cofre? Meio improvável, né?

Hoje, depois do aumento da multa imposta pela Justiça e do governo ter colocado as cartas na mesa, endurecendo o discurso e ameaçando chamar a “Força Nacional” (um destacamento cujos efeitos seriam, principalmente, midiáticos, porque, na prática, teriam atuação muito restrita), resolveram tirar o time de campo. Uma retirada estratégica, como afirmaram.

Ah, mesmo com o término do movimento, o site da Aprasc (www.aprasc.org.br) foi pro saco. Foi censurado pela Justiça e deve ficar fora do ar por 90 dias.

O deputado Sargento Soares, como “presidente interino” da Aprasc assina a nota de 14 pontos onde se informa a “suspensão temporária” do movimento, com “Saudações a quem tem coragem”.

Trecho:
“12. O mesmo governo que não tem dinheiro para honrar seus compromissos com os servidores gasta muito mais do que isso com perdão de impostos para os grandes empresários. Ao invés de se prevenir contra a crise, pagando melhores salários aos servidores, prefere usar o dinheiro para fazer concessões fiscais à General Motors, uma empresa dos Estado Unidos que está falindo por causa da crise;”
Leia a íntegra da nota aqui.


Bom, parece que esta parte mais movimentada da novela acabou. Mas a coisa continua. Porque está tudo onde sempre esteve, com a agravante de que há algumas feridas novas expostas ao sol.

16 comentários:

Anônimo disse...

César, tambem não entendo o por que do fim do motim, como já não entendia o por que do inicio. Para mim, só um motivo levou esse levante de meia duzia de gatos soldados pingados: palanque para o sargento deputado. Sim, porque no plenário da Assembléia é um político opaco, desapercebido, fraco, cujos discursos, sempre lido, não tem a impressão digital dele. Como não é visto como deputado, então resolveu mobilizar alguns amigos seus, e teve sucesso: todo dia aparecia na mídia. Finalmente os praças viram que o sargento continua vivo, porque como deputado tinha sumido.

Schneider disse...

Concordo com a análise. Mesmo sem mudar o soldo, acredito em um pequeno saldo positivo.
Mas, caríssimo César, a censura ao blog da Aprasc me deixou com a pulga atrás da orelha. Veja bem:
- Censuraram o "A Política como ela é", do Vitor, no período eleitoral. Estranho foi retirarem posts anteriores à campanha;
- O site do PP, Partido Progressista, sofreu alguma "enfermidade" e também está fora do ar;
- Agora mais um blog censurado.
Está parecendo que a origem é a mesma. Ou chamamos o Barão, pois há algo no ar além dos aviões...

Anônimo disse...

César,
Não sou polícia, não concordo com greve em serviços essenciais, porém também não concordo que existam leis para não serem cumpridas !
O Governador fez uma lei eleitoreira, ela foi aprovada na Assembléia e sancionada ! Depois vem dizer que não pode cumprir ?
E seu eu não puder cumprir uma lei, fica por isso mesmo ?
Se eu sou punido por não cumprir a lei, por que o governador não é punido ?

Ana Elisa Soares disse...

Acabou porque os grevistas viram que, quanto mais tempo passasse, mais a situação deles se complicaria. Como se sabe, essa 254 não tinha e não tem como ser cumprida, isso foi dito em alto e em bom som no dia em que ela foi aprovada na ALESC. A saída, a meu ver, poderia ser uma NOVA LEI, que viesse trazer ao ordenamento jurídico um meio termo, uma coisa "cumprível" e revogando a 254 (em alguns pontos, até mesmo com efeitos retroativos). Ganhariam os Praças pois não sairiam de mãos abanando, e ganharia o Governo, que se livraria da incomodação.

Anônimo disse...

Li a íntegra da nota e me pareceu que o Sargento Soares pensa que é reencarnação de algum guerreiro da antiguidade...ou talvez, algum gerrilheiro de época não muito remota. Vixi !

Anônimo disse...

Bem, há duas horas atrás liguei para o 190 de um telefone fixo e só dava ocupado; tentei então o celular e fui logo atendido. E gentilmente atendido. Mas atendido somente pelo telefone, pois a ronda que solicitei não apareceu. Havia um rapaz com uma motocicleta (sem placa!) fazendo acrobacias aqui na rua onde moro, enquanto a namorada dele batia fotos das peripécias, bem em frente à minha casa. Rua residencial, em um sábado, com crianças brincando.
Espero que o LHS e os praças resolvam suas diferenças logo, pois senão fico sem saber se a ronda não apareceu como de costume ou não apareceu devido à greve...

Anônimo disse...

Os da gramática perfeita são aqueles que assaltam os cofres públicos todos os dias. Negam a saúde...educação....segurança e paz social ao povo...preferimos a gramática errada do MST, senhor perfeito

Anônimo disse...

Não pode haver greve em serviços essenciais, meus senhores!!! NÃO PODE!!! O interesse público sempre deve prevalecer sobre interesses particularizados, e ainda mais sobre os politiqueiros como os desse Sargento Guerrilheiro que só desse jeito arruma palanque. Quem não estiver satisfeito com a sua profissão que peça demissão e vá fazer outra coisa. Quer ser rico? Vá ser empresário! Acho que o governo de jeito nenhum deve deixar de punir os grevistas.

Anônimo disse...

Ô das 11:18h...ignorantes são iguais em tudo que é lugar do mundo. Olha só o que aconteceu aqui, colocaram a vida e a segurança da população em risco em nome do próprio umbigo e depois amarelaram, saíram com o rabo entre as pernas e uma bela dívida nas costas. Só pararam porque o caldo ia esquentar ainda mais. Ainda vens falar de gramática?

Anônimo disse...

Não exagere o anônimo das 11:18. Não tem nada a ver escrever certo, na gramática, com assalto ao erário. Tem muitos políticos que não sabem escrever e sabem muito bem como abrir um cofre público. O MST não sabe gramática, não sabem e nem querem trabalhar. No dia que derem terras a todos, eles vão criar o Movimento Sem Comida, Movimento sem Roupa, Movimento Sem Automóvel. São parasitas do povo, querem viver às espensas do povo, seja através do bolsa escola, bolsa familia, vale gas, vale energia, etc... enfim, um raça que veio para viver às custas do trabalhador, do pagador de impostos.

Anônimo disse...

Cesar, o sargento Soares não pode ser cassado pelos tipos de atos que andou COMANDANDO? Pois parece que ele se elegeu deputado só pra defender um grupo de lesados e não a nós, o povo.

Anônimo disse...

Eu tenho a impressão de que quem começou essa lamentável situação foi o próprio LHS, que agora vai querer tirar o máximo de proveito e aparecer como um salvador da pátria. Perguntem quem a população apóia nesse momento.

Anônimo disse...

concordo com o anonimo acima. Só teve um culpado esse evento desastrado: o Governador. E, com esse gesto, ele deixou que um sargento abrisse as portas dos batalhões e mostrasse quão frágil é nossa segurança, e quão sem comando anda a corpóração. Os praças mostraram ao povo que não são disciplinados, são mal educados e dependentes de suas esposas. A farda e a arma no coldre são acessórias que se colocados em um poste, fazem o mesmo sentido e trazem o mesmo resultado.

Anônimo disse...

O que ninguém disse, mas sempre esteve subentendido é que o salário dos praças da PM de SC estão longe de serem os mais baixos do Brasil. São, até mesmo largamente superiores aos praticados no estado vizinho RS, que é mais rico que SC.

Anônimo disse...

Não acredito que o movimento das mulheres dos praças seja reivindicatórios. As mesmas, ao se casarem, sabiam qual era o soldo de seus noivos ou maridos. E fizeram sua escolha. Ninguem de sã consciência acredita que a Lei 254 será cumprida. O Governador tem a responsabilidade de reajuste de todos os servidores. Como ele vai dobrar novamente, porque uma vez já dobrou, o salário ou soldo dos praças se o dos professores está brigando na justiça para não atingir o piso de R$ 950,00 que tambem é por aí o piso dos trabalhadores da saúde? Na verdade, o movimento teve duas motivações: a) dar um destaque para o sargento e apagado deputado Soares b) os praças com esposas passar uns dias na capital e balneário camboriu sem pagar aluguel.

Anônimo disse...

Leiam os comentários e tentem adivinhar quais deles foram escritos pro Praças da PM. Uma análise apenas do ponto de vista da concordância gramatical já basta...e pensar que ainda vem por aí a reforma ortográfica pra complicar a vida deles...rsss