quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

FALA, LEITOR!

DEMOLIR A PONTE

Se a PONTE realmente fosse tão importante para a cidade, não teriam deixado construir duas torres de prédios do lado continental. Olhando de longe a ponte parece minúscula perto dos prédios e parece que vai acabar dentro das garagens do mesmo prédio.

Ao demolir, com o dinheiro que será gasto, e com o valor do aço da sua sucata, poderia se construir uma ponte muito mais bonita com uma arquitetura diferenciada, moderna e que seria o maior cartão postal do sul do Brasil. Poderia ter elevadores como a torre Eiffel e que com a arrecadação de dinheiro dos turistas e também com a venda de quinquilharia e souvenirs poderia mantê-la funcionando.

E quanto à sua antigüidade, daqui a 50 anos, que passam rapidinho, também será novamente patrimônio histórico.

Vilson Althoff”

23 comentários:

Anônimo disse...

Se é pra demolir, melhor aterrar logo o canal do Estreito! Problema resolvido...

Anônimo disse...

Concordo em gênero, número e grau. Até que enfim uma voz sensata (não estou sendo irônico).

LesPaul disse...

A visão é tacanha. Depois reclamam porque não temos memória, não preservamos nossos monumentos e nossa história. Liberar só para pedestres; achar outras soluções pro sistema viário; e na linha da preservação do entorno, proibir qualquer nova construção de prédios ou similares, sem ressalvas, permitido apenas parques e euipamentos de lazer integrados à paisagem. Agora, Cesar, demolir é uma piada de extremo mau gosto. Que se demula antes a Eletrosul, a UFSC, o Centro Administrativo, a Rodoviária, o 'Barródromo' da Casan na entrada da cidade, os pre´dios do Fórum, do TJ e do TCE; o Terminal e por fim, IMPLODAM O ATERRO E AS DUAS PONTES COLOMBO E PEDRO IVO.

LesPaul disse...

Me esqueci, atordoado pela idéia extremada: antes, o pre´dio da Assembléia e a transferência da Capital pra Joinville (que tanto a quer) ou pro Oeste, tão carente de atenção. Junto, a transferência da máquina administrativa.

Anônimo disse...

Sou tacanho também....excelente !!!!

Anônimo disse...

Caros Les Paul, parece-me que a sugestão foi demolir para construir outra, mais moderna e útil à coletividade. Até onde sei, é assim que acontece em vários lugares. Recentemente, no Japão, foram demolidas pontes centenárias, porque já não serviam mais a nada. Você poderá dizer: "claro, lá a realidade é outra, não podemos comparar". Perfeito. A realidade é outra, mas por que não podemos começar a mudar a nossa? Sabemos que esta discussão é inútil do ponto de vista prático. Ninguém, em sã consciência, irá demolir a ponte. Contudo, não creio que as futuras gerações terão interesse em mantê-la. Ela se transformará num estorvo. Quem sabe uma ponte moderna construída hoje, se transforme para os nossos bisnetos o que a Hercílio Luz é, para nós, hoje. E assim a vida segue. Parece-me que essa foi a sugestão do leitor.

Anônimo disse...

LesPaul pensa bem. Restaurar para ciclistas e pedestres faz sentido. Restaurar e fortalecer para aguentar um trem é visão de engenheiro. Demolir (ou desmontar) para construir outra nova, com arquitetura diferenciada, com elevador como a Torre Eiffel, a manter-se com o dinheiro de venda de souvenirs... rs... que ingenuidade. Daqui a 50 anos terá valor histórico... Então será desmontada novamente? A atual restauração visa deixar a ponte preparada para aguentar um trem. No rigor dos engenheiros, aliás, construir uma nova ponte de concreto é mais vantajoso do que restaurar a Hercílio. É a turma que achou graça quando se pretendeu recorrer a fundos de cultura para obter a grana para restauração. Estreiteza de pensamento. Soluções viárias para a ligação Ilha-Continente deverian excluir a Hercílio, que deveria permanecer como monumento,sendo usada, no máximo, por pedestres e ciclistas. Tbém acho ótimo demolir as pontes novas, exemplares da engenharia da ditadura, dois monstrengos que agridem a beleza da cidade. No meu ideal, de ponte, ficaria apenas a Hercílio. Com iluminação noturna menos jeca do que a atual, com suas lampadinhas de quermesse. Sou pelos túneis submarinos: um no lugar das pontes de concreto e outro no norte ou sul da Ilha.

Anônimo disse...

Este é um assunto que, a meu ver, poderia ser objeto de um belo PLEBISCITO em Florianópolis, uma hora dessas. Que se debata e se avalie as duas hipóteses. Minha opinião pessoal é pela reconstrução e uso racional do monumento, e para isso tenho os meus argumentos. Seria interessante saber o que pensa a MAIORIA dos cidadãos florianopolitanos a respeito, pois sem consulta tudo não passa de especulação.

Anônimo disse...

Esse LesPaul não tem a menor idéia do que está falando. Concordo com o Vilson, afinal o Governo irá gastar mais de R$ 150 milhões para recuperar o vão central (fora os R$ 80 milhões já gastos) de uma obra que daqui a 50 anos estará a beira da ruína novamente. Que se imploda (ou desmonte) e se constua uma nova, com maior capacidade, moderna e mais bela.

Anônimo disse...

Concordo com os demolidores. Chega de velharia. Vamos acabar com a Hercílio Luz.
O mundo já tá cheio de traste inútil que não serve pra nada e devia ser derrubado. Na Itália, por exemplo, tem um estádio de futebol que não foi nem acabado, não serve para nada e os caras mantém de pé. Também por lá fica aquela torre torta, que já devia ter ido abaixo. Isso sem falar nos egípcios e chineses, povos ignorantes e sem história, que mantém, respectivamente, uma estátua de cachorro sem nariz e um monte de bonequiho de barro inútil. Vamos acabar com isso tudo. Chega de velhacaria. Vou além. A própria Torre Eifel, sem falar no Cristo Redentor, também poderiam ser demolidos. A primeira renderia um monte de aço, que anda com o preço pela hora da morte. Já o cimento do Cristo podia ser usado em novos aterros, talvez em parte da LAgoa Rodrigo de Freitas.

Avante

PS... R$ 180 milhões é equivalente ao gasto em propaganda do governo do estado em três anos.

Seu Fedoca disse...

Eu sugiro desmontar a Hercílio Luz e colocá-la no canal da Barra da Lagoa, que está precisando de uma ponte faz tempos.

Zoir disse...

A quem interessa a Ponte Hercilio Luz? Hoje ela é um estorvo, pois situa-se no menor ponto que dista a ilha do continente, sem qualquer serventia. Ah, lembrei, é um cartão postal. E daí? Um cartão postal que atrapalha a vida do florianopolitano. Como cartao postal ainda pergunto: alguem vem a Florianopolis para ver a ponte? e quem já aqui veio, volta para ver a mesma ponte? Penso que o passado serve de lembrança e deve ser mantido quando não atrapalha o progresso e o bem estar do povo. Assim, concluo, que a Ponte Hercilio Luz já fez a sua parte. Realmente uma ponte moderna no mesmo local, com arquitetura moderna e prática, seria muito mais útil, além de mais econômica, seja para o florianopolitano, seja para o turista ou visitante.

Anônimo disse...

Meu Deus! Demolir a Ponte Hercilio Luz? Viu no que dá César, a invasão das nossas terras? Depois não querem ser chamados de forasteiros. E nós somos xenófobos sim, por causa dessas insanidades.

Cesar disse...

Avante: esquecestes de nomear pontes (é disto que estamos falando, não?) antigas e periclitantes, em regiões urbanas, que foram mantidas. A discussão está interessante e não vale a pena misturar alhos com bugalhos só pra fazer piada (embora eu mesmo às vezes faça isso). Por exemplo: todas as pontes construídas da mesma forma e na mesma época da Hercílio Luz já foram substituídas. Onde e por que são mantidas pontes antigas?

Cesar disse...

Ô das 5:54: conheço vários manés que também acham que a cidade ganharia se desse uma renovada legal no seu cartão postal, fazendo uma ponte nova, funcional e, claro, também bonitona. Alguns falam em voz baixa, porque parece que o assunto é alguma espécie de tabu.

Anônimo disse...

Complementando meu comentário das 3:18, creio que a discussão em torno da demolição da ponte não deve ser vista do ponto de vista do valor histórico que ela tem para todos os catarinenses. Isto é inegável e, se fosse para discutir essa premissa, dificilmente se abriria um espaço para se discutir o tema. Pelo menos eu não me proporia. O que deve ser analisado, salvo melhor juízo, é até que ponto vale a pena investir dinheiro público numa ponte que não tem qualquer utilidade à coletividade. Esta é a grande questão. Apreciar uma ponte antiga, construída há quase um século, é ótimo, mas será que podemos nos dar a esse luxo? A ponte, ao ser construída, tinha uma finalidade, a mesma de qualquer outra ponte. Hoje ela não tem mais e, mesmo assim, gastamos nosso dinheiro nela, dinheiro este que falta para tantas coisas, que não vem ao caso enumerar. Se pararmos para pensar um pouco, não parece surreal vivermos numa ilha e uma das pontes que a liga ao continente só servir "pra bonito"? Creio que se é para gastar milhões numa ponte, que se construa outra. Penso que é isto que todos os que pagam impostos e fazem todos os dias a ligação ilha-continente efetivamente precisam.

Anônimo disse...

Senhor 5:54pm, que besteira! Não nasci aqui e gosto da ponte. Como você sabe que as pessoas que falam em derrubar a ponte são "de fora"? Essa "xenofobia" está ficando surrealista, um surto de paranóia coletiva. Vá se tratar, rapaz!

Anônimo disse...

E você, César, é contra, a favor ou antes muito pelo contrário a demolições das pontes HL,CS e PI?

¬¬
lia

Anônimo disse...

Pois é, entao desmonta a torre Eiffel, o arco do triunfo, o Big ben, o Cristo redentor, a estaçao da luz, a Golden Gate, e varios outros monumentos históricos mundo afora.....Questao de ponto de vista, mas acima de tudo, de cultura.

Wilmor Henrique disse...

O erro foi ter praticamente abandonado a ponte quando da construção das novas, tivessem feito a manutenção necessária, ela seria hoje em dia muito útil. Infelizmente, hoje o custo de para a recuperação não compensa. Preservar monumentos, é de extrema importância, nisso, creio eu, todos aqui concordam, mas em alguns casos nem sempre é possível.
Concordo com o LesPaul, quando fala em demolir o "merdario" da Casan, acrescento aí, aquele galpão de exposições ridiculo(ô coisa feia).
Existem outros tantos prédios antigos no centro, que poderiam ser restaurados, com um custo muito menor, mas aos poucos vão sendo colocados abaixo, ali em frente ao Fratelanza, uma parte já foi, estão apenas esperando o restante(que vai até a Vidal Ramos) cair na cabeça de alguém, pra colocarem um predinho novo e "muderno". O dinheiro de restauração da ponte, poderia muito bem ser usado para preservar este patrimonio também. Ou o que seria melhor ainda, ter dinheiro pra restaurar a ponte e ainda manter os demais.(sonha)
Neste ritmo, vai sobrar apenas a ponte, e olhe lá!

Wilmor

Anônimo disse...

César; mais uma vez colocastes o "dedo na ferida". De fato, a Ponte Hercílio Luz virou tabu. Não sei por quê, mas tornou-se "imexível". O grande mérito dessa ponte, foi unir a Ilha ao Continente, na menor distância. Enquanto foi útil, serviu. No mínimo, a idéia poderia ser melhor estudada. Só deveria ser descartada, na hipótese de se concluir que uma nova ponte, no mesmo local, de nada resolveria ou melhoraria o sistema viário. Caso contrário, por que não? As pessoas não mudam de carro? Não mudam de casa ou apartamento? Nessas mudanças, buscam mais conforto e funcionalidade. Com a cidade, deve prevalecer o mesmo. Em todas as grandes cidades do mundo, quando foram realizadas reformas urbanas, as pessoas apegadas ao passado se insurgiram. O tempo passou e, na maioria dos casos, ficou provado o acerto da visão dos que tiveram a coragem de se desvencilhar do passado. Quanto ao fato de ser "cartão postal", quem diz que um belo projeto de uma nova ponte também não possa sê-lo?

Anônimo disse...

De quê adiantaria ter sido feita mais uma plástica na Dercy Gonsalves?
Strix.

Anônimo disse...

Tem pessoas que efetivamente não conseguem manter um mínimo de racionalidade dentro de uma discussão que, por sua natureza, já nasceu polêmica, como é o caso do senhor(a) das 8:57PM. Ao invés de comparar nossa Ponte com outros monumentos, esse senhor(a) deveria pesquisar um pouco mais, pois assim descobriria que, pelo mundo afora, pontes muito mais antigas e grandiosas que a nossa foram demolidas para a construção de novas, e isto em países de primeiro mundo. Sou florianópolitano e efetivamente entendo que a construção de uma nova Ponte naquele local seria, ao mesmo tempo, útil à coletividade e bom para o turismo. De que adianta um atrativo turístico que não pode ser usufruido? É como ir a Nova York e não poder subir os andares do Empire State ou ir a Paris e não subir a Torre Eiffel. Conheço pessoas que, ao chegarem aqui, se frustram ao não poderem realizar a travessia da ponte. Como já havia dito nos meus comentários das 3:18PM e 6:22PM, não podemos pensar o problema sob a perspectiva do valor histórico, pois do contrário nunca conseguiremos enfrentar a questão. Concordo, como foi dito aqui, que existem várias obras que deveriam ser destruídas, porque são antes de tudo uma agressão visual, como, por exemplo, o sistema de tratamento da CASAN. Mas este argumento não pode ser utilizado para invalidar a discussão sobre a Ponte. Seria um erro. A demolição da Ponte para a construção de uma nova, se um dia ocorrer, não deve ser vista como uma agressão à cultura ou ao povo catarinense, mas algo positivo, que, dependendo da grandiosidade da nova construção, poderá aumentar ainda mais nossa auto-estima.