quarta-feira, 5 de novembro de 2008

CORPORATIVISTA, EU?

Quem conta um conto, aumenta um ponto. O Sérgio Rubim, do Cangablog, já afirma que tanto o ingresso quanto a aposentadoria do jornalista citado pelo procurador Prola Jr foram fraudulentas. E, naturalmente, ele aproveita o embalo e me acusa de ser corporativista.

Mas as coisas são mesmo assim. Todo juiz que decide contra nossos interesses é venal, incompetente ou idiota. Todo jornalista que diz coisas com as quais concordamos é um cara legal, até o momento em que diz ou escreve algo que vai contra as nossas posições ou discorda delas. Aí, dependendo do caso, passa a ser vendido, boca alugada, corporativista ou qualquer outra coisa.

Canga afirma que “os leitores” estão me pressionando a esticar o indicador e apontar, com o dedo duro, um ex-procurador do Tribunal de Contas que – insisto – entrou naquela carta acusatória do procurador Prola Jr. como Pilatos no Pai Nosso. Houve, de fato, alguns comentaristas anônimos que me pediram o nome. Alguns, citavam o nome de um jornalista que, ao que parece, tem vários desafetos, como sendo o que foi citado pelo procurador. Mas não me senti, em nenhum momento, “pressionado” e muito menos em nada parecido com o “sufoco” a que ele se refere.

Canga, se queres tanto saber, por que não perguntas ao procurador que citou o caso? Ele trabalha no Tribunal de Contas, parece ser um cara acessível e certamente não se negará a atender um jornalista. Aproveita pra conferir direito essa tua afirmação, de que o ingresso e a aposentadoria foram fraudulentas. E, com méritos jornalísticos, publica o resultado da reportagem no teu blog. Que tal?

Quanto a mim, se o citado fosse agrônomo, advogado, engenheiro ou pé-de-chinelo, teria tomado a mesma decisão, porque não se trata de um fato relevante naquela circunstância. Mas acredito que, para muitos, a citação teria passado despercebida se a profissão fosse outra. Tem gente que só parece acordar quando se trata de jogar jornalistas à fogueira. Qualquer jornalista. Em qualquer fogueira.

EM TEMPO – O que alguns fazem questão de não perceber é um detalhe que, pra mim, está claro como o dia: se uma carta acusatória fala em “um jornalista” e não lhe cita o nome, o ingênuo que assumir que o nome é este ou aquele, passará a ser co-autor da acusação ou da suspeita. Comprará a briga que o autor da carta não quis comprar. Macaco velho, não gosto de meter a mão em cumbuca. Muito menos no lugar de quem não quis se arriscar.

ATUALIZAÇÃO NOTURNA

Ora, ora, decidam-se senhores. Tem comentarista que reclama que eu já falei coisas a respeito de jornalistas e agora não quero dizer o nome de um “só porque é famoso”. Se eu disse coisas desagradáveis de colegas, é porque não sou corporativista. Mas, até onde me lembro, em todos os casos, a lebre tinha sido levantada por mim. Não tenho medo de falar a respeito de colegas, nem de criticá-los. Mas procuro sempre fazê-lo por minha própria boca, e a partir da minha própria (e às vezes doentia) cabeça. Querer que eu dê nome à acusação de outro é um pouco demais. E se todos sabem e conhecem tantos detalhes do caso, por que os blogs mais “independentes” ou menos “corporativistas” não entram no caso pela porta da frente? Que história é essa de “botar uma pilha” no idiota do Cesar Valente pra só então tratar do assunto?

Antes que me esqueça, vão lamber sabão pra ver se peidam bolhinhas.

9 comentários:

LesPaul disse...

Quem acusa sem dar nome também é babaca. Aliás, tem uns trogloditas que se arvoram titulares da ética - apenas quando seus interesses sao contrariados.

Anônimo disse...

Cesar,

Eu me lembro na nomeação de um jornalista para a Procuradoria do Tribunal de Contas.

Foi na decada de setenta. Na verdade a nomeação partiu daquilo que no serviço público chama-se de transposição. O Jornalista que confirmou as 10.000 obras do JKB, então governador do Estado, foi transportado da Fundação Hospitalar de Santa Catarina para o Tribunal de Contas do Estado. O salário parece que melhorou, mais só um pouco.

Pedro de souza

Anônimo disse...

Acho que se nao fosse um Jornalista famoso, vc daria o nome sim. Já fez isso inumeras vezes com acusados de varias coisas, sem comprovaçao. Talvez isso sirva p/ reflexao, sua e de outros jornalistas.De um leitor seu diario e admirador.

Cesar disse...

Ô das 7:50, lembras de algum caso em que expus alguém que não era ocupante de cargo público, sem suspeitas fundamentadas? Falas que foram inúmeras vezes. Gostaria de saber, até para, de fato, refletir.

Anônimo disse...

Tio César,

Investigue os nomes dos aposentados 'inválidos' do nosso Legislativo.

Anônimo disse...

César, depende o que vc entende por suspeitas fundamentadas. Fundamentada por quem? Pelo MP ou pela PF? Lembre-se que esses dois orgaos sao acusadores nao julgadores.Acusar nao significa condenar. Quantas prisoes nessas operaçoes espetaculares serao anuladas ou as pessoas serao julgadas inocentes? Várias. E isso será divulgado com a mesma enfase? Claro que nao! E aí, o nome do preso inocente já estará na lama.É apenas a isso que peço reflexao. Vc tem a obrigaçao de retirar os comentarios ofensivos e de pre-julgamentos do ar.

Anônimo disse...

O legal do Prola Jr é que ele tá se mandando do TCE, porque será empossado como Procurador da República ainda neste mês.

Wilmor Henrique disse...

Não estou entendendo esta insistência para saberem o nome. Pelo que vi até aqui, o tal jornalista não fez nada de errado.
O pessoal quer saber o nome pra que? Os corajosos anonimos que nem pra colocar o nome em um comentário de um blog, vão protestar em algum lugar? Vão nada.
Querem é intriga.
O procurador que passou a informação, o fez, talvez pensando que como tem jornalista aposentado lá, você tomaria algum partido no caso.

Anônimo disse...

Quanta babaquice!