sexta-feira, 6 de junho de 2008

O NOVO MORIBUNDO

Hoje faz uma semana que comecei a mexer no vespeiro que é o livro/dossiê “A descentralização no banco dos réus”.

Na sexta-feira passada, coincidindo com a divulgação, aqui, dos primeiros trechos do livro, sob o título “Retrato de uma chantagem”, o Armando Hess procurava a polícia para registrar que estava sendo chantageado ou sofrendo uma extorsão. A operação que resultou na prisão do Nei Silva, na segunda-feira, começou, então, a ser montada.

No sábado publiquei no DIARINHO um resumo do conteúdo do livro, completando a exposição do material inciada na sexta no blog. E aí a coisa estourou. Foi o assunto do final de semana. Aquilo que durante alguns dias tinha sido comentado a boca pequena por alguns, ganhava as ruas de forma incontrolável.

Na segunda de manhã recebi uma ligação do delegado Renato Hendges, com quem nunca havia conversado. Ele queria me contar que prendera o Nei Silva em flagrante, por extorsão. Naturalmente, porque fui o primeiro a mostrar, em público, trechos daquele material que tinha toda a aparência de ter sido montado para uma chantagem.

Pronto, aí o troço pegou fogo mesmo. Com a prisão, os demais veículos de comunicação, que receberam cópias do livro ao mesmo tempo que eu e não tinham tido interesse, coragem ou oportunidade de entrar no assunto, tiveram que entrar no caso. Não dava mais pra deixar a bomba na gaveta.

Foi assim, portanto, que os catarinenses ficaram sabendo da existência de mais um moribundo, que vai se arrastar por muito tempo, insepulto e malcheiroso, assombrando as noites do governo.

8 comentários:

Anônimo disse...

Tenho certeza que o Nei Silva ficará ao lado do Aldo Hey Neto, seja lá onde for. Acho que eles têm muitas coisas em comum, e também algumas diferenças. Cito uma de cada: Em comum, a bomba estourou na mão deles. Uma diferença, é que o Aldinho estava com o dinheiro, e o Nei não. Aliás, para resolver esse imbróglio, o interlocutor do governo poderia ter passado parte da grana do Aldinho para o Nei e tudo estaria certo. O rolo do Aldinho não foi na mesma época? Ou foi antes? Me perdi... Já faz tanto tempo e ninguém mais fala nisso que nem lembro. São muitos escândalos. Assim nem com memória de elefante!

Carlos Damião disse...

Parabéns pra você, veterano repórter e nosso guru. Abraço do Damião

Anônimo disse...

Cesar,

Parabens!

Essa é a cara do Poder Público em geral e em particular aqui do Estado de Santa Catarina.

Poder público que não dá manutenção nas máquinas hospitalares de hemodiálise e agora quer pagar cirurgia de troca de sexo.

Poder Público que fecha o Detran nos finais de semana emendado.

Poder público que faz uma ciclovia na SC 405 e deixa os postes de luz no meio delas.

Poder público que não faz as obras de infra-estrutura que a cidade necessita:
Acessos do Sul da Ilha é um deles, já que as autorizações de loteamentos e condominios são liberados todos os dias.

E por aí vai.

Ao poder público só interessa a midia, ainda mais em veiculos desta natureza.

O Ministério Público e o Tribunal de Contas deveriam mandar todos os envolvidos deveolver o dinheiro do povo gasto nesta bandalheira. Para garantir isso, deveria deixar os bens dessa curriola nefasta indisponível.

Pedro de Souza

Schneider disse...

Literalmente, a César o que é de César.
Mas, pensando bem, pelo que fizeram por toda Santa Catarina, ainda são poucos moribundos. Está tudo descentralizado por aí. Foi só a Metrópole? E outras publicações? E não vamos ficar apenas no publicável, também houve o impublicável.
Ironia do destino, mas a sociedade necessita de mais moribundios. Que venham os moribundos.

jânio disse...

O xináida falou bem. Essa tal de Adjori não tinha sido citada na "obra"? Realmente, o LHS tem razão. Um governo que não consegue nem levantar 500 paus para a "imprensa", imagine para o resto!

Anônimo disse...

Será que ninguém descobriu ainda para que serviria aquele dinheiro apreendido com o Aldinho???

Anônimo disse...

Caso Aldo...Como anda isso, hem? Que tal um up date, tio Cesar?

Anônimo disse...

Tio César,

Gostaria da tua inteligente interpretação sobre o que há de diferente entre o Zero Hora e o DC!
- Lá está "bombando" o episódio do DETRAN, e aqui um quase silêncio sepucral sobre a Metrópole e Cia.
- Seriam empresas diferentes?
- Seriam, lá, os repórteres mais independentes e corajosos?
- Seriam empresas com faturamento de governo muito distintas?
Muito estranho, não?
Você poderia discorrer um pouco sobre isto, não achas?