sexta-feira, 27 de junho de 2008

NO MEU, NÃO!

Tenho uma implicância antiga e particupar com a expressão “inclusão digital”. Acho que significa, a rigor, o ato de enfiar o dedo. Praticam a inclusão digital, por exemplo, o proctologista cuidadoso que apalpa a nossa próstata ou o ginecologista gentil que verifica, nas mulheres, como está a situação da via de regra.

Por isso, sempre me arrepio quando leio coisas como esta: “Luiz Henrique discute inclusão digital de professores com presidente da Microsoft”.

Coitados dos professores. Sabemos que a Microsoft, multinacional poderosa, tem mãos enormes e dedos rombudos. Não é à toa que tantos governos de bom senso recomentam software de código livre para a informatização oficial. Não só porque são mais baratos (alguns até gratuitos), mas principalmente porque, em caso de inclusão digital, têm dedos finos e curtos.

8 comentários:

Anônimo disse...

Essa tua nota está uma pândega! E realmente seria hilária se não fosse triste, pois até agora, onde o LHS meteu as mãos (cheias de dedos), as coisas só desandaram. É claro que isso depende do ponto de vista: Da população ou de poucos empresários e grupos midiáticos.

Anônimo disse...

É para evitar este tipo de risco em Portugal a expressão utilizada é 'info-exclusão'. Que não é nenhuma belezura, mas não atemoriza professores, colunistas e contribuintes.

Anônimo disse...

que discurso ultrapassado

Cesar disse...

Ô anônimo das 11:18, não entendi. Tá ultrapassado falar que é desagradável que enfiem o dedo, ou substituir a Microsoft por outros produtores de softwares?

Anônimo disse...

software livre

jedelucca disse...

Cesar,
há algum tempo escrevi sobre inclusão digital para velhinhos, uma ação muito nobre, mas que, com software proprietário (como os da Microsoft), vira dedada mesmo...

Há uma lei estadual, aprovada há algum tempo e sancionada por esse mesmo governador, que diz que o estado dá prioridade à software livre/aberto...

Na gestão anterior deste mesmo governo, a secretaria da educação comprou milhares de computadores com software livre (algo como 80 mil, se não me falha a memória, não sei se distribuiu para as escolas), mas com o que economizou em licenças de windows e word não queria investir em capacitação dos professores...

Não há justificativa social, política, pedagógica ou econômica sustentável para adotar software proprietário no governo, em qualquer que seja a secretaria...

Anônimo disse...

Né por nada não....mas alfabetização digital pra profs é?
Entendo, inclui mais o qUê além de enfiarmos a mão no bolso pra comprar cartuchos de tinta pra impressoras velhas porque o governo não dá?E qdo a estrovenga pifa bem na hora de imprimir uma coisa pros piás?E temos de apelar pro mimeógrafo a álcool que ou borra toda a matriz ou não sai a metade do texto?Resultado: até provas são passadas no quadro!
Bem... desde que as diretoras tenham um gabinete com pc, impressora e ar-condicionado só pra elas,tudo bem,são os cabos eleitorais dos partidos,todos.Por que o Secretário da Edcuação não manda tirar tudo dos gabinetes das diretoras e levar para a sala dos professores, para que todos possam usar?Pra que diretora precisa de pc no gabinete, se tem o da Secretaria?E a copiadora que nunca tem tonner e qdo tem só pode copiar uma cota miserável de folhas racionadas?Não dá nem pra uma turma de provas!
Francamente...se você visse e tivesse de escrever só uma frase no quadro com o GIZ que o estado manda teria um tilt em escala planetária.O giz tem areia!!é podre, podre. Acredita se eu disser que ontem comprei giz branco numa loja de 1,99?
Pois é...Nunca vi, em 30 anos de estado, jornal fazer matéria séria em escola:perguntar as coisas que devem ser perguntadas aos professores e alunos,bater fotim das coisa podres como giz, da merda de cupim pra todo lado, da gata que anda nos forros das salas onde pariu as crias, com dejetos que secam e viram pó com direito à toxoplasmose,apagador que é só toco de pau,quadro que não é quadro pois é faixa verde pintada em parede[ não lembra coisa de cavernas de Lascoaux?] e por aí vai.
Mostrar a verdade, a penúria das condições de trabalho nas escolas não deve dar boas matérias, não
vende jornal...Nunca vendeu.Vende é matéria falsificada por jornalões com seus encartes fajutos, seus amigos da escola pra faturar como "empresa amiga do social".Então, tá.Adianta mostrar alunos e professores fazendo faxina e pintando escola?Bibioteca fechada porque não há nem bolsista pra cuidar e atender alunos e professores...O governo nem fica vermelho de vergonha...

Você está coberto de razão, o que o professores levam do LHS e de todos os governos é só inclusão digital do dedão do pé,aliás, no nosso incluem tudo além do dedo;incluem todas as desgraças da sociedade,os déficts da previdência, as limitações dos botocudos, o trânsito caótico que ajudam a 'atrapalhar' quando nas ruas mendigando atenção.
Parada gay pode, marchas pra Jesus pode, maratona pode, iron man pode,
passeata de professor? de aposentado?cacete da PM no lombo.Vai ser pior quando o cacete for parte da inclusão, né não?
No meu não vai, graças a Deus estou largando a bomba pros que estão começando, que se danem.
Lia

jânio disse...

Quem inclui o dedo no exame de próstata é o urologista.