
Da base, só fugiu o Clésio Salvaro (PSDB, candidato a candidato a prefeito de Criciúma), movido por um incontornável e urgente desejo de se reunir com a direção da Embratel, em Brasília, para pedir que liguem de uma vez a internet da Polícia Federal em Criciúma. Pra constar, pediu dispensa por “compromisso inadiável”. Mas, como ninguém nasceu ontem, parece que não colou.
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Os sindicatos berraram bastante, tentaram levar no grito, mas, novamente, não é à toa que o Executivo e o Legislativo são chamados de Poderes. Eles têm a força... policial.
Uma coisa que me incomoda desde o começo nessa discussão, é que aqueles que são publicamente contrários optaram simplesmente pela estratégia de retirada do projeto. Como se fosse possível fechar os olhos e fazer de conta que não existe o problema previdenciário.
Até o PT, cujo governo federal é o responsável pelas mexidas na Previdência, somou no time dos que são contra e pronto. Sem qualquer proposta alternativa, ficaram, sobre a mesa, apenas a proposta do governo e a retirada da proposta. E eles sabem que, se não mexer logo, a coisa estoura mais adiante.
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“Ah, mas o projeto é neo-liberal”, poderia dizer alguém. Claro, não existe dúvida que o projeto de governo que o PT está levando a efeito, no país, agasalha, abriga, acaricia e internaliza alguns itens genericamente chamados de “neo-liberais”. Por exemplo, aqueles que reformulam a maneira como o Estado, desde Getúlio Vargas, tratava os trabalhadores e assalariados.
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O que aconteceria se SC não aprovasse a mexida na sua previdência? O governo federal (esse mesmo, do qual PT, PMDB, PP e mais uma penca fazem parte) não forneceria o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), o que causaria uma série de problemas ao estado.
Portanto, acho que seria justo, se fosse o caso, descer o cacete em Lula e no LHS. Preservar Lula como se ele, como sempre, não tivesse nada com isso, é sacanagem. Que o PT, o PP e os sindicatos sejam contra, é compreensível. O que não se entende é que batam só no LHS. Afinal, Lula não é mais o pai da criança previdenciária?
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