sexta-feira, 14 de novembro de 2008

JORNALISMO HIPER LOCAL

Uma das tendências de uso da internet, apesar do seu alcance global, é ter sites que tratem, literalmente, do buraco da sua rua. Concentram-se nas preocupações não de um estado ou de uma cidade, mas de um bairro ou de um distrito.

Acho que o novo blog do veterano jornalista Celso Martins, o Sambaqui na Rede, se enquadra nesse grupo: usa técnicas jornalísticas para mostrar, com detalhe, o que se passa naquela parcela da Ilha. Por causa de seu foco bem localizado, pode divulgar temas que não caberiam em veículos de cobertura mais ampla.

Vários jornais, nos Estados Unidos e na Inglaterra, estão criando sites hiper-locais, para noticiar desde aniversários e outras comemorações que mobilizam às vezes apenas algumas casa numa rua, até problemas sérios que atingem o bairro mas, justamente por serem circunscritos àquela região, ficam fora do interesse das televisões locais e dos jornais.

E, em alguns casos, quando ocorre algo de repercussão no bairro, que acabe aparecendo em outros veículos estaduais ou nacionais, é nesses blogs locais que se encontra a melhor informação, a cobertura mais interessante, detalhada e completa. Até porque a tendência, com a popularização da internet de banda larga, é que os moradores tornem-se, além de leitores, colaboradores desses blogs, contribuindo com mais informação. Colocando, como diz o nome do blog, “Sambaqui na rede”.

EM TEMPO – No próprio blog do Celso vi que o bairro tem outro blog hiper-local, o Faaala Sambaqui, da Angelita Brandão, voltado para a divulgação da agenda cultural, comunitária e informações jornalísticas. Já pensou? Se cada bairro de Florianópolis tivesse dois, três ou mais blogs cobrindo suas mazelas e realizações, ficaria mais difícil para os administradores públicos relapsos e vereadores incompetentes passarem-se por bonzinhos na época das eleições.

5 comentários:

Anônimo disse...

importante essa valorização das coisas locais no blog. O Samba aqui na rede certamente será um sucesso, cobrindo as manifestações dessa que é a legítima música brasileira. Parabéns ao autor da página. e que surjam outras nessa linha, para valorizar o boi de mamão, a capoeira....

Anônimo disse...

O meu fio, nao é samba, começa com samba mas temina com qui, óóó'meu fio, é SAMBAQUI, COMUNIDADE DE SAMBAQUI, é uma denominaçao a um cemitério INDIGENA, caractestico da regiao aqui de Florianópolis e creio de todo o litoral Catarinense.

Falouuuuuu caro SAMBISTA OU PAGODEIRO, SEI LÁ.

Anônimo disse...

Engraçado, invadiram o Sambaqui, encheram de casas sem esgoto, grandes terrenos foram loteados e viraram terrenos baratos, sem escrituras, com casas de padrão bem baixo, uma bagunça.
Agora que o gverno e a prefeitura decidiram fazer esgoto, calçamento descente e regularizar a situação do saneamento do bairro, chovem reclamações.
Melhor mesmo era deixar o esgoto correr para o mar, né? Coisas que estes invasores irregulares que se dizem "da comunidade", querem.
Obras sempre trazem transtornos, é um ônus, temos que reconhecer. Mas tripudiar e cima da Casan que está trabalhando no local, daí já é demais.

Anônimo disse...

Trabalhando, como, tá tudo parado.
Quem paga tem o direito de reclamar sim, ainda mais que a maioria desta localidade votou no LOCO.
Ou se nao me engano IMPÓSTOS se tradus por dinheiro vivinho, pra uso em benefio da coletividade.

POR TANTO, DESSE O CACETE, ELES MERECEM.

Celso Martins disse...

Cesar
As obras aqui se estenderam por causa da peculiaridade da rua, toda de pedra na base. Meses. Todos tivemos paciência, ninguém reclamou, apesar das extensas filas. Eu fiz um ensaio fotográfico sobre essa obra histórica para o bairro. A revolta aqui na comunidade é pelo estado em que deixaram a via. Serviço de porco!
Grato