terça-feira, 18 de março de 2008

POLÍCIA INTERESTADUAL

Um leitor encontrou um jipão meio diferente estacionado num posto policial, no Pantanal (foto acima). Foi olhar e viu que, apesar da identificação e da bandeira catarinense, estava com placas de Caxias do Sul, RS. Aí pediu pro Tio Cesar descobrir que história é essa.

Pois bem, o que é que eu não faço por vocês? O jipe é fabricado em Caxias do Sul pela Agrale e pertence à empresa. Por isso, a placa é de lá. Esse modelo é uma espécie de protótipo, que está em teste. A fábrica colocou-o à disposição da PM-SC desde fevereiro. E a turma do 4º Batalhão o está usando nas suas operações de policiamento tático.

Ficará mais um tempo nesse “test-drive” e depois será devolvido ao fabricante. E como foi a própria fábrica que pintou o veículo, ele também não está identificado exatamente como as demais viaturas oficiais.

Bom, está explicada a placa de outro estado. E naturalmente daqui a pouco algum leitor vai perguntar: “A PM está sendo remunerada por esses serviços? Afinal, testar um veículo e informar aos projetistas como ele se comporta no uso normal é uma prestação de serviços.” Ou outras questões sobre mais essa parceria público-privada. Mas como estamos na semana da Páscoa, vou deixar pra mexer nisso quando e se alguém perguntar.

Update da madrugada: aqui é assim. Quando eu vou indo com a mandioca, vocês já estão voltando com a rosca de polvilho pronta. Tinha acabado de mandar a coluna pro jornal, faceiro por ter cumprido minha tarefa (conversei com o setor de comunicação social da Polícia Militar), quando li o que os comentaristas enviaram. E a história estava toda resolvida lá. Até com uma sugestão prática de como evitar os transtornos. Trago pra cá, pra dar o crédito a quem merece.

Às 17:50 o Rodrigo Lóssio disse...
Cesar, eu vi este jipão outro dia no Hélio Costa. Comentaram que a polícia tá fazendo um teste com este veículo da Agrale, para ser usado em áreas mais difíceis de se chegar e que exijam o 4x4. A Agrale “emprestou” o jipão para a PM analisar e ver se gostam. Depois, bem, depois tem que fazer a licitação, né? Daí são outros 500.
O Anônimo das 21:16 disse...
Vou aproveitar a jogar no bicho. Será que as bancas aceitam aposta cheia no milhar? Vejamos 9172 no grupo 18 é porco. Vou então “carcar dez reales” seco na cabeça. Hummmmmm.
E a Lia, às 21:36 matou a pau:
Mas se é pra teste que escrevam na lataria, uai, não pintaram a bandeira e tudo? Por que não pintaram lá: “em teste, cortesia da Agrale”. Ou um adesivo, sei lá... podia ter até chapa verde.

9 comentários:

Carlos disse...

Também não vamos ser tão cricri !
A Agrale não está pagando para a Policia testar, mas também a polícia não está pagando para usar o veículo !
Depois da Agrale conhecer as deficiências e a Polícia as qualidades, é feita a avaliação e se for interessante, é feita a licitação. Tudo normal.

analistas disse...

Cesar, eu sei que vce é bom nisso, por isso poderias nos informar no TJSC o por quê do julgamento da (in)constitucionalidade da Lei 352/2007 (Plano de Cargos da Secretaria da Fazenda), está sendo adiado a cada 20 dias??????Este julgamento está igual à bolacha na boca de velho, vai prum lado a outro e não sai do lugar. Para se ter uma idéia depois de 5 meses ela foi parar nas mãos de um certo desembargador que se viu impedido de analisar, foi redistribuído e pautado para julgamento dia 03/03/2008, neste dias foi novamente adiado seu julgamnto para dia 17/03/2008 e qual não foi nossa surpresa quando constatamos que não foi este o dia que se pôs fim na casa da mãe Joana???? Temos novamente que esperar até o dia 30/03/2008 para decidirem?!?!?!!!???....Até quando vão empurrar com a barriga??? É muito jogo de interesses, é muito parente/amigos de gente grande se beneficiando destas transposições. Será que vamos ter surpresa na decisão????Ou será que vão se passar os anos e isso vai ficar no esquecimento????? Ficamos aguardando. Um abraço e obrigado pela transparência nas informações.

Anônimo disse...

Prezado Carlos, quando resolverem fazer a licitação, quem vai concorrer? A Agrale contra ela mesma?
Marcelo Santos

Anônimo disse...

Tem um cara recém formado em Direito por aí, tal de Marçal Justen Filho que diz asim: "Quando há favores entre a administração pública e os entes particulares em geral há promiscuidade".

Anônimo disse...

Os senhores Analistas ainda não sabem que o judiciário costuma "se arrastar feito um moribundo"?

Anônimo disse...

Senhor Cesar,

Acompanho o processo que está tramitando na Procuradoria do trabalho, pois os do TJ já desisti, tinha muita fé no resultado do processo 781/2008, movido pelo procurador D'Ambrosio, mas qual minha surpresa ao constatar com a seguinte informação (18/03/2008-Prot.PETIÇÃO/PETIÇÃO VIA FAC SIMELE/E-MAIL - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - FAC SIMIL/E-MAIL/TELEX determinando a suspensão da ação). Será que relamente vivemos em um estado sem lei?
Por favor, investigue para nós o que isto realmente quer dizer. Se é o que penso desisto, não acredito mais na justiça. Agradeço antecipadamente se puder contribuir para diminuir nossa angústia.

Anônimo disse...

Putz, pararam o trem !

Anônimo disse...

Essa nossa justiça é mesmo uma piada. leva anos e anos pra julgar um processo. Quando alguém resolve fazer alguma coisa pela moralidade ela é rápida como um Shinkansen Nozomi 503...PRA IMPEDIR !

Eduardo disse...

Caro anônimo das 2:41 PM: a decisão do STF foi acertada. A competência para julgar esse tipo de ação é da justiça comum e não ta justiça do trabalho. Portanto, a ação devia ser proposta por um membro do MP Estadual.