quinta-feira, 24 de abril de 2008

NÃO PASSA NADA

A frase do deputado Manoel Mota, dita em plenário, merece ser inscrita em placa de bronze e colocada em alguma das paredes escuras, do lado mais sombrio da Assembléia Legislativa:
“Se quisermos, não passa nada”.

Embora seja o sonho de todo partido ou grupo hegemônico no parlamento, o poder da maioria sempre é tratado com algum cuidado, nas democracias. Afinal, não é à toa que aquela casa também é conhecida como “parlamento”. Ali deveria ocorrer o debate, a discussão, não o esmagamento puro e simples do adversário.

Na prática, todos sabíamos que, se o governo quiser, passa qualquer coisa. Mas ninguém tinha chegado ao ponto de, além de bloquear iniciativas da oposição, tripudiar sobre o ato, expressando verbalmente seu poderio acachapante.

E olha que só estava em jogo um pedido de informação. Uma das poucas armas que restou à oposição, numa legislatura em que o Legislativo tem funcionado como poder auxiliar do Executivo.

Apesar da euforia do deputado Mota com o poder da bancada governista, as coisas não parecem tão tranqüilas. Tanto que o pedido que motivou a manifestação (solicitava à Secretaria de Desenvolvimento Regional de Tubarão informações sobre construção da Escola Célia Coelho Cruz, de Tubarão) foi negado em uma votação muito apertada: 13 a 12. Com duas abstenções de parlamentares da base do governo.

AGORA PODE PASSAR
Depois dessa demonstração explícita de soberba, o governo resolveu parar de bloquear os pedidos de informação. E entre os perigosíssimos pedidos de informação que a oposição raivinha inventa pra atazanar um governo que só trabalha pelo bem do povo, foram aprovados os seguintes:

– Qual o resultado da sindicância que apura as fraudes na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri), com seus servidores fantasmas?

– Como estão as obras de duplicação da SC-401 (de Florianópolis)?

– Como é essa operação triangulada SC Parcerias e Casan com a Celesc?

– Qual o meio de transporte do governador em deslocamento a Criciúma, onde participou de evento partidário?

5 comentários:

Anônimo disse...

“Se quisermos, não passa nada”.

Que desrespeito ao Parlamento Catarinense que embora os capachos tem muita gente boa. É um desrespeito com o próprio presidente. Aqui "nois" "fizemo", do jeito que queremo. Era uma vez um parlamente que se respeitava. O povo catarinense sabe que quem manda no parlamento é o executivo. Tai a prova incontestável. DECEPCIONANTE.

Anônimo disse...

Gostaria de perguntar onde estão aqueles R$ 1.800,00 encontrados na mansão do Aldo Hey Neto em Jurerê Internacional ? Dá prá fazer um baile e tanto. Quem será o fiel depositário da grana que pelo jeito não tem dono.

Schneider disse...

O Legislativo é fiscalizador e se não fiscaliza comete prevaricação. Os R$ 500 mil para Vera Fischer, as transposições, os gastos em publicidade, a decoração natalina e tantas outras dúvidas devem ser esclarecidas ou justificadas. Se o Legislativo não consegue fiscalizar, o Judiciário pode ser acionado através do Ministério Público. Ou vivemos o absolutismo?
Quanto a grana que estava com o Aldo Hey Neto, gostaríamos de saber de onde veio e para onde iria?

Anônimo disse...

Posso sugerir algumas perguntas? Pq na página da Santur (www.sol.sc.gov.br/santur) existe um link para a operadora de turismo Ceretur? Será que as outras operadoras do Estado também não gostariam de estar na página de abertura do órgão estadual de turismo? Quanto a Ceretur paga para ter direito a esta propaganda? Se paga, quem recebe? Diga-me, ò Valente...

Anônimo disse...

Cesar,

Sobre o Legislativo Estadual vou sugerir uma Pauta.

Quanto é que a Secretáaria da Fazenda transfere todo mês para o Palacio Barriga Verde?

Quanto custa a folha de pagamento da Assembleia? Verificar a relação Folha de Pagamento (maior despesa da Assembleia) e Transferencia do Governo do Estado, nos últimos dez anos.

Isso irá dar uma ideia que a despesa com a Folha em muito se distanciou do recebimento.

A TURMA FALAM que a diferença é uma "BABA" enorme.

Abs

Pedro de Souza