sexta-feira, 25 de abril de 2008

ESSE NASSIF...

A sugestão de convidar Nassif para participar do programa Brasil em Debate, da Assembléia Legislativa, foi da bancada do PT. E ali, na primeira fila, além do presidente da Assembléia, deputado Júlio Garcia (D25 ou Dem-o, dependendo das preferências do e-leitor) estão quatro atentos deputados do PT: Dirceu Dresch, Décio Góes, Jailson Lima da Silva e Pedro Uczai. Levando-se em conta que a bancada do partido é de seis deputados, foi uma presença muito expressiva (pra ver melhor, clique sobre a foto que se abre uma ampliação).

O outro engravatado é o Ademir Arnon, elegante presidente da Associação Catarinense de Imprensa, entidade que, junto com o Sindicato dos Jornalistas, apoia a iniciativa da Alesc.


Como a palestra do Nassif será reapresentada várias vezes pela TVAL, não vou cansá-los com muitos detalhes. Foi uma aula interessante sobre história econômica do Brasil, com uma visão crítica pouco comum. Por exemplo: quantos de vocês sabiam que o sempre elogiado Rui Barbosa, quando Ministro da Fazenda de Deodoro da Fonseca, fez traquinagens que enriqueceram seus amigos e prejudicaram enormemente o País?

Como reflexo da absurda bipolarização em que os jornalistas estão sendo enquadrados ou se enquadrando, o Nassif está classficado como pertencente ao grupo “a favor” (do governo). Provavelmente por isso, a bancada do PT na Assembléia estava lá, quase inteira (faltaram apenas a Ana Paula Lima e o Padre Pedro Baldissera).

Mas quem achou que iria ouvir um laudatório ao governo Lula deve ter saído meio decepcionado. Ou surpreso. Afinal, assim como falou bem de algumas coisas, criticou outras. Coisa absolutamente normal em tempos normais, mas estranha nestes tempos estranhos em que quem não é a favor de tudo é contra tudo. E ponto.

No espaço das perguntas, como ninguém tinha levantado a bola da briga dele com a Veja, tratei de provocar o assunto. Boa parte dos presentes acompanha o que ele escreve sobre a revista (em www.projetobr.com.br) e estava ansiosa pra ouvi-lo falar sobre isso de viva voz.

Mais tarde, durante o já tradicional jantar com o palestrante (para o qual a Alesc sempre convida alguns jornalistas), Nassif contou mais alguns detalhes do jogo pesado da Veja, que move-lhe quatro processos. E ainda tentou melar o acordo que a Dinheiro Vivo (empresa do Nassif) fez com o Canal Rural (do grupo RBS).

Ele acredita que o leitor médio de Veja começa a perceber o mau jornalismo da revista. E que é uma questão de tempo para que a Abril também veja os furos no barco e trate de trocar a tripulação.

Em comum com outros jornalistas e blogueiros pró-Lula, Nassif tem a convicção de que existe, no país, um “custo mídia”: jornalões que “querem mostrar poder” e ficam tentando derrubar governos. Mas não pode ser comparado a outros expoentes dessa banda governista, porque lhe falta a cegueira dos radicais. Ele expõe em público tanto o que considera correto, quanto o que considera mal feito. Ainda que aparentemente veja, no atual governo, mais coisas positivas do que negativas.

PARA VER OU REVER
A frase do Luís Nassif que usei para enfeitar a foto acima foi dita bem no começo da palestra, de certa forma para dar, à audiência, uma pista sobre a posição dele. Isso de falar mal do Brasil sistemática e constantemente é uma coisa que também me incomoda. Aquele coisa que em geral se adiciona a um relato bizarro – “só no Brasil mesmo” – encerra uma dose cavalar de ignorância. Ou de provincianismo.

Bom, pra quem ficou curioso, a palestra estará no canal 16 da Net ou no 20 da TVA neste sábado, às 19h, no domingo às 20h e quinta-feira, dia 1º de maio, às 15:30h.

5 comentários:

Anônimo disse...

Jornalista não tem que escolher lado. Como o próprio Nassif diz, "se você só elogia ou só critica, não está influenciando".
Carlos Henrique.

Sergio Rubim disse...

Oi Cesar,
O Rui Barbosa só é herói em livros didático. O homem é cheio de nó pelas costas. É mais um destes personagens "honrados" e "honoráveis" fabricados da nossa história.
Rui Barbosa foi assessor do Percival Farquhar. O mega-empresário que contruiu a ferrovia SP-RS e era dono da madereira Lumber, em Três Barras e que roubou terras dos sertanejos do Contestado.
O Rui era que defendia os interesses do Farquhar junto a governo brasileiro. Tudo bandido.

Janine disse...

Cesar, a TVA mudou o canal da TVAL sem prévia advertência, há alguns meses a TVAL está no canal 20 da TVA.

Janine.

ph disse...

Pois falemos, então, de provincianismo. Sabe o que é provincianismo? Trazer um jornalista famoso para falar de um tema que seria muito mais bem analisado por um bom economista ou historiador (se bem que há cada historiador por aí que só faz regurgitar ideologia). Ser chapa-branca não é nem o maior defeito de Nassif, mas a ignorância. É claro que vocês não costumam ler o blog do Claudí Shikida (tem um link lá no meu blog). Se lessem, saberiam que o Nassif é o inventor da "história axiomática". Não se pode acusá-lo, claro, de falta de originalidade. O que, nesse caso, só denota suas enormes limitações intelectuais. Mesmo assim, consegue meter a mão no dinheiro do BNDES dando como garantia o fio do bigode - que ele não tem. Dêem uma espiada no blog da Janaína, o Arrastão. E ainda gastam nosso escasso dinheiro público para trazer um indigente como esse. E tem gente que ainda perde tempo. By the way, quanto custa por ano essa invenção de moda da Alesc?

Anônimo disse...

MAS NÃO POSSO FALAR, NÃO TENHO AS PROVAS.ELES NÃO DEIXARAM NAS ÚLTIMAS VIAGENS A ARGENTINA PARA AS FESTAS.