sábado, 20 de setembro de 2008

MUTIRÃO PELA JUSTIÇA

Que tal se todos aqueles indignados amigos e familiares dos que foram presos na operação Dríade, entre os quais o presidente da OAB, pelo menos um desembargador, procuradores, advogados e outras ilustres figuras do mundo jurídico e social catarinense, aproveitassem aquele ímpeto e a coesão obtida, para fazer o mesmo por centenas (talvez milhares) de desvalidos que já deveriam ter sido liberados mas continuam mofando nas cadeias e penitenciárias superlotadas, por falta de quem olhe por eles?

Seria uma forma de fazer com que a comunidade, que assistiu silenciosa e à distância o espetáculo dos socos no balcão da Polícia Federal, entendesse que a preocupação desses senhores e senhoras é ampla e impessoal e não restrita apenas a parentes e a suspeitos bem nascidos.

Então, que tal? Todos juntos somos fortes, como diz a canção. Vamos lá, colocar ordem nas prisões e exigir que a Lei, tal e qual o sol, nasça para todos (mesmo que não tenham nem camisa, quanto mais colarinho branco...).

(O comentário acima foi inspirado por um e-mail que recebi do sempre atento agitador cultural, político e culinário Amilton Alexandre, o Mosquito, que deu a idéia do mutirão)

3 comentários:

Schneider disse...

Pisam no tomate e não aceitam as conseqüências. Se existem os "homens da lei", esses são os policiais. Os presos (mandado de prisão) são apenas presos.
Na hora de "levar vantagem" não pensaram nas conseqüências? Então, agüentem!

Anônimo disse...

Caro Cesar,
Fernando Marcondes de Matos foi preso mais uma vez. Seus advogados conseguiram interná-lo na clínica alegando necessitar monitoramento cardíaco 24 horas. Agora, com mandado de soltura se o corpo clínico não estiver acompanhando-o em sua residencia não estará caracterizado crime de falsidade ideológica ?

Anônimo disse...

E o Ministério Público poderia se engajar neste movimento verificando em que condições está sendo prestado o transporte escolar nos Municípios...zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição.