quinta-feira, 11 de outubro de 2007

TRAGÉDIA

A esta altura, não resta muita coisa a dizer sobre a tragédia da BR-282. Estamos cansados de ouvir histórias parecidas, talvez sem tantas vítimas de uma só vez, mas o enredo é conhecido.

Um caminhão em excesso de velocidade, ou de peso, ou de droga na cuca do motorista, bate na traseira de outro, jogando-o na contramão. Onde, por azares da fortuna, transita um ônibus.

Depois outro caminhão, cujo motorista encarna bem o espírito dos motoristas brasileiros, avança na contramão, para “podar” os otários que estavam parados, na fila. Como tantos e tantos motoristas de caminhão, acelera a 100 km/h, como se fosse possível parar um trem daqueles. Não dá. O resultado foi o que vimos.

O fato é que as estradas não estão abandonadas apenas quanto à conservação do seu pavimento. Estão abandonadas porque as infrações são cometidas impunemente. A PRF afirma que não tem gente pra fiscalizar. Os governos lavam as mãos. Afinal, se o motorista é maluco, o que eles podem fazer? Poderiam fazer cumprir a lei. Mas parece que isto não é prioridade.

4 comentários:

Anônimo disse...

Não só nas estradas, parece que fazer cumprir leis não é o forte do nosso país.

Felipe Silva disse...

César, segundo os jornais publicaram hoje, o motorista do segundo acidente pode ter perdido os freios do caminhão - a mulher dele disse que ele tinha ligado cerca de uma hora e meia antes do acidente avisando que estava com problemas nos freios e iria dormir em São Miguel do Oeste. No mesmo jornal em que aparecia essa versão, havia também uma entrevista de um delegado de Maravilha acusando o motorista de "homicídio" ("assumiu o risco de matar, sem pensar nas conseqüências de seu ato"). Com tudo que já li, vi e ouvi, ainda acho precipitado tirar conclusões e fazer afirmações desse tipo. Abraço.

Francisco Dantas disse...

Também concordo com o comentarista acima. Nessas horas em que os ânimos estão exaltados, é melhor ter cautela nas investigações. Qualquer juízo de valor antes de comprovações técnicas pode ser precipitado, para que não se execre de antemão o sujeito. Além do mais o tal motorista ainda não foi ouvido. Por outro lado, sei que é difícil manter a calma num momento desses, principalmente quando se perde um ente querido. Agora também, não se pode negar, que entre as causas dos acidentes, geralmente a imprudência dos motoristas e a má condição da estradas estão entre os principais motivos que levam ao desastre.

Anônimo disse...

Não é que não seja prioridade. É que dá trabalho. Você já viu petista trabalhar?