quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O FIM DO MUNDO 2

Décadas atrás, quando ouvi pela primeira vez a anedota que dizia que o melhor hospital de Brasília era o aeroporto, ri, despreocupado, do infortúnio dos candangos. Imagine só, morar numa cidade em cujos hospitais não se pode confiar...

Na Florianópolis de então, os hospitais dos Servidores, de Caridade, a Clínica São Sebastião e as duas maternidades, davam conta perfeitamente das nossas moléstias.

Mas o tempo foi passando e a situação piorando. Em Florianópolis os governantes têm um estranho hábito: manter intocadas as vias públicas quanto à sua largura e capacidade. Tirante os aterros, a cidade continua praticamente com a mesma estrutura viária do século passado. Mas, ao redor dessas vielas, as casinhas foram substituídas por prédios de dez ou mais andares. E aí, o infarto é inevitável.

Milhares de pessoas e carros precisam passar, na mesma hora, pela mesma ruela onde seu Zequinha passava com a carrocinha, para entregar o leite. E olha que, já naquela época, se viesse na mesma hora o caminhãozinho de cabine de madeira do seu Koerich, um dos dois teria que parar e encostar.

E transferiram esta mesma demência para os hospitais: a população cresceu várias vezes, estamos quase alcançando Joinville, e os hospitais continuam os mesmos. Tal como as ruas. Ou seja, é mesmo o fim do mundo.

E em se tratando de hospitais e ruas, não são só os governantes que parece que têm miolo mole: o que é aquele confuso e atrapalhado acesso ao chiquérrimo centro médico particular que construíram perto do Hospital de Caridade?

2 comentários:

jânio disse...

Quanto ao acesso perto do HC, não caberia uma olhada da operação Moeda Verde? Pode olhar de perto, ali tem rolo...

Dennis disse...

Quem já teve que subir o coqueiro pra acessar ao tal "chiquérrimo centro médico Hospitalar" realmente desconfia de que alguma coisa não está certa ali. Como deram autorização para um acesso daqueles??!!! Na minha opinião deveria colocar, PELO MENOS um funcionário para ajudar os motoristas que tenham braços de menos de um metro e pernas bem firmes apanhar o ticket, né?