segunda-feira, 7 de julho de 2008

“QUANTO DINHEIRO A SENHORA TEM AÍ?”

Já é quase meia-noite e eu nem toquei no principal assunto do dia: e o Dr. Fernando Slovinski na TV, hem? Que feio... De família tradicional, gente conhecida, podia ter passado sem essa. E o pior é que, segundo me contam, ele não era o único. E até desconfio que aquela graninha não ficava toda com ele (tem que “remunerar” a “equipe”, certo?)

[Para ler a reportagem da RBS, clique aqui]

Sou um crítico de coração mole e, de vez em quando, dou sugestões para que o governo possa fazer, com os limões, limonadas. Que tal aproveitar a deixa e fazer uma revolução no Hospital dos Servidores (e a seguir em todos os hospitais públicos)? Meter a mão nos feudos, acabar com a pouca vergonha, reduzir as filas de espera que só servem para que os espertos ganhem um troco (troco pra eles, porque para a família do doente às vezes são economias de anos) e devolver o hospital à sua condição de hospital de referência. Mas referência real, não apenas no papel. Lugar de saúde, de recuperação e, principalmente, de orgulho para os contribuintes e para os servidores. Como, aliás, um dia foi.

Não é coisa muito cara, mas exige vontade política e coragem. Muita coragem. Requer alma de estadista, porque terá que enfrentar resistências quase centenárias. Mas tenho absoluta certeza que a população, que anda acabrunhada e envergonhada com os serviços de saúde que recebe em troca dos impostos, saberá reconhecer quando vir uma mudança concreta. Que tal, hem? Isso sim, seria uma forma nova de fazer política.

10 comentários:

Anônimo disse...

Não foi o primeiro rolo em que o médico se meteu. Neste endereço (do TJ-SC: http://tinyurl.com/5p49vo) tem um processo onde ele é parte.

Anônimo disse...

Ah, é a Apelação Cível n. 2006.011729-3, da Capital. Um prato cheio, pra quem gosta de ler juridiquês.

Cesar disse...

Carlos Andrade: com medo da próspera indústria do dano moral, tive que bloquear parte do teu comentário. Sorry.

Anônimo disse...

Tio César,

Pois veja só! Acho que este Doutor, se deu mal porque o pessoal que veio fazer os exames deveriam ter procurado o serviço "descentralizado" de saúde; disponível nas Secretarias Regionais.
Mais como eles teimam em vir para a Capital, o Dotô deu-lhe uma reprimenda: R$3.500,00.
Então pessoal, aprendam: usem o sistema de saúde descentralizado, que vocês podem ver como e onde funcionam na Revista Metrópole!
A Márgara pode até agendar a consulta/exame!

Carlo Andrade disse...

Tudo bem... Mas que consta lah q o distrato foi motivado por falta de ética por parte do médico envolvido, isso consta.

Abraços

Wilmor disse...

Cesar, exige também muito trabalho, e em geral é aí que a coisa complica quando se trata de governo.
Sem falar que as vezes, em vez de dinheiro, eles podem cobrar alguns favores, quem sabe até eleitorais.

Anônimo disse...

Tio César,

Este também não seria um caso de extorsão passível de prisão pela DEIC... Nào vi, na reportagem, nenhuma refência ao processo criminal.

Carlos disse...

Mas a Secretária de Saúde (não descentralizada) disse que o médico é passível de demissão !!
Só isso ? quer dizer que é demitido e fica com a grana da agricultora ???
Este não é um país "saudável" mesmo ! Só tem doido !

Anônimo disse...

Cesar,

Gostaria de ser o Daniel Dantas ou o Dr Fernando Slowinsk.

Guilherme disse...

Caro Cezar,
você que é sempre bem informado, e como anda o caso do Ramon Silva, que saiu algemado da SES, por esquema com forncedores de medicamentos? Será eu virou pizza?