segunda-feira, 21 de julho de 2008

A MULHER-BOMBA DEU CHABU?

chabu: sm (voc onom) Estouro chocho e imprevisto de busca-pé ou foguete malfeitos.

A decisão da Márgara Hadlich, de tirar o time e parar de falar com jornalistas e em público, de uma hora para outra, como já disse em nota anterior, levantará muita poeira. A carta que ela enviou para a presidente da Assembléia (fac-símile abaixo), redigida, na certa, com assessoria de algum advogado, adiciona, pelas suas entrelinhas, mais combustível ao zum-zum-zum que se seguirá ao anúncio de sua decisão.

A leitura mais simples (embora, por enquanto, sem qualquer dado concreto que a confirme), é que ela teria sido pressionada (ou estimulada) a parar de falar. Por quem? Ora, quem se beneficia do silêncio desta testemunha-chave?

Essa interpretação, na verdade, se apoia especialmente num parágrafo da carta:
“Outrossim, adianto também que jamais fiz qualquer tipo de negócios com o Governo do Estado de Santa Catarina incluindo sua secretarias, somente com anunciantes da revista, bem como posso afirmar que desconheço qualquer documento que estabeleça tal vínculo.”
Este parágrafo e a referência a um certo “caráter e interesse eleitoreiro”, instalam pulgas atrás das nossas orelhas. A pulga sussurra que talvez existam mais coisas no ar do que os aviões de carreira e os balões do padre. Ao legítimo e compreensível desejo de ser deixada em paz, talvez tenha mesmo se somado alguma outra coisa que, tenha o nome que tenha (pressão ou estímulo, como disse acima), a ajudou a adotar essa postura defensiva, este silêncio obsequioso.

Há alguns dias, ela me contou que não iria à Assembléia nem ao Ministério Público, mas pediu-me segredo. Não queria que a notícia se espalhasse antes de ter comunicado àqueles que a convidaram. Respeitei o pedido. Nas conversas que tivemos, a partir daí, não notei nenhuma mudança significativa, em relação às vezes que falamos antes dessa decisão. Pareceu-me mesmo que foi apenas o agravamento da situação familiar e profissional, com seu nome e suas declarações em vários jornais do estado, que a levaram a optar pelo silêncio.

Mas a minha experiência recomenda que a gente fique sempre com pelo menos quatro pés atrás. Se possível mais. Com o tempo, contudo, as coisas tendem a ficar mais claras, à medida em que a poeira baixe.

Em todo caso, acho cedo para parabenizar os operadores do governo pelo “sucesso” da empreitada. Não só porque não se sabe se o governo teve algo a ver com isso, como também se foi mesmo bem sucedida e trará algum benefício, como a redução do interesse pelo caso. Mas que já tem gente comemorando, lá isso tem.

ATUALIZAÇÃO DA NOITE

Um pequeno adendo, só para mostrar que, apesar de impedido de contar sobre a decisão, tentei alertar os leitores para essa possibilidade, deixando algumas pistas. Que não comprometessem o sigilo que a fonte me pediu, mas que alertassem para a possibilidade.

No sábado, dia 19, em nota postada às 11:11, disse que “Essas são algumas das perguntas que talvez os eventos da próxima semana ajudem a responder. Tanto aqueles que estão previstos para ocorrer como, principalmente, aqueles que, embora previstos e anunciados, não acontecerem. Desnecessário lembrar que há mais coisas no ar do que os aviões de carreira e os balões do padre.”

E na longa nota “O Essencial e o Acessório” publicada nos primeiros minutos de hoje (segunda-feira), avaliava que “Da mesma forma, se a Márgara não quiser mais falar, se não aparecer amanhã na Assembléia ou mesmo se não aceitar o convite do Ministério Público, nada muda.”

8 comentários:

Anônimo disse...

Tô achando tudo isso com cara de uma grande balela. Pra início de conversa ninguém em sã consciência faz negócio com qualquer tipo de governo de boca. O negócio tem que ser preto no branco digo isso porque trabalho com o governo e só faço alguma coisa com autorização na mão.

Anônimo disse...

Curto e grosso. São chantagistas mesmo, caso contrário, ela iria e pronto. Ela pediu sigilo à vc, para não atrapalhar a "negociação" que (ela) estava fazendo com o governo. E ainda por cima te usou César. Faz parte da tua profissão, mas quem "levou" , foi só ela!

Anônimo disse...

É, meu caro anônimo das 8h32min. O governo ia assinar um contrato, especificando que achacaria empresários para financiar uma revista produzida por um picareta para louvar os atos do executivo estadual. Diria também no contrato que a revista teria que ter mais de 20 fotos de um, mais de 10 fotos de outro, babações de ovo, puxação de saco, bajulação deslavada. Isso tudo num contrato, redigido pela procuradoria jurídica do governo, com aval do governador. Ora, você há de convir que é querer um pouco demais, não?

Marcelo Santos

Anônimo disse...

Já que a Márgara não vem, por que não aprovietar para saber sobre a relação do governo com outras publicações? Por que não ouvir a da revista Perfil? Tem coisas interessantíssimas... A Metrópole é fichinha!

Anônimo disse...

O silêncio da Márgara fala muito mais que ela. Outra coisa, naquela carta dela tem pelo menos dois parágrafos com a califrafia de alguém muito faceiro, ou ... como direi...alguém que é "só alegria"...

Anônimo disse...

Por falar em Revista perfil, sabem quanto a Prefeitura de Fpolis pagou por um anúncio? 25 mil, via Secret. de Turismo. Lá está.É só folhear a revista e está na contra capa. Sabem tambem quem aparece como "colaboradora" da revista? a irmã do Secretário que pagou a conta de 25 mil! O nome dela tambem está lá. Perderam a vergonha. Mostra a publicação com o nome da moça César. É batom na cueca.

Anônimo disse...

Ô Cesar,
Segundo depoimento anterior, a revolta da Márgara era motivada por ela não ter recebido a comissão pela elaboração da revista.
Será que não houve um pagamento para eliminar a motivação da moça ?
De repente algum daqueles beneméritos empresários ajudaram a melhorar o saldo bancário dela !

Celso disse...

Quanta maldade ,a moça está sendo encurralada desde que tentou esclarecer os fatos,mãe de 3 filhos(segundo ela)quem não faria o mesmo?Brigar por uma verdade para que?Ja foi prejudicada de mais no meu ver.Tens meu apoio dona Márgara,irrestrito!