sábado, 17 de maio de 2008

TRANSPORTE HIDROVIÁRIO

A Assembléia Legislativa é sempre uma boa caixa de ressonância das preocupações do eleitor. Seja porque buscam os votos, seja por real interesse, o importante é que os assuntos acabam sendo levantados e tocados. Um dia depois do deputado Sérgio Grando ter feito a audiência pública da ponte, a deputada Ada de Luca falou, na tribuna, sobre o uso das águas que nos cercam como via de transporte.

E tem uma coisa que parece que está começando a ficar clara, mas nunca é demais repisar: Florianópolis e sua região metropolitana precisa, com urgência, de um plano integrado de mobilidade urbana. Não dá pra tratar um único aglomerado urbano como feudos estanques, onde cada prefeitura faz o que acha melhor.

Ao examinar o todo, as diversas opções (ou modais) como trem, bonde, bicicleta, carro, ônibus, barco, lancha, canoa e balões de festa, devem ser inteligentemente colocadas de forma complementar.

Mas quando a gente vê que as discussões sobre ponte, bonde e barco na capital ignoram que está em elaboração um novo Plano Diretor e ninguém faz a necessária soma de um mais um, dá um certo desânimo. Parece que ninguém está levando o planejamento a sério.

4 comentários:

Anônimo disse...

Prezado César,

Planejar? Integrar? Continuidade? Essas palavras ultrapassam a capacidade de nossos políticos tropicais. Cada prefeito, governador, etc, que entra deixa inconclusa as obras do governo anterior (“Botar azeitona na empada do adversário? Jamais!”), e quer deixar sua marca. Ou melhor, “levar” sua marca.
Há na cidade terminais de ônibus, que custaram 2,5 milhões de reais, que nunca foram ativados nem utilizados para nada. São, digamos, quadros para a paisagem. Plano Diretor, participação popular? Depois de todo o esforço três vereadores, em troca de 4 moedas verdes, desvirtualizam tudo. Se alguém construir em área proibida (com “aquele” aval por baixo) ninguém vai fiscalizar. Exemplos? Queres mil?
Certo desânimo? Estás otimista ultimamente, hein, tio...

Carlos disse...

O DETER gerenciava um estudo de um sistema de transporte integrado para a região Metropolitana no qual haviam dois terminais em Florianópolis, na divisa com São José.
O presidente do DETER daquela época veio a ser o secretário de transportes de Florianópolis, ignorou o sistema integrado metropolitano que foi desenvolvido em sua gestão no DETER, desativou os dois terminais e, em consequência, todos os ônibuas dos municípios da região convergem para o centro de Florianópolis, agravando o trânsito nas pontes e no centro da cidade.

Carlos disse...

O leitor já notou que foram construídos bicicletários nos terminais de integração de Santo Antônio de Lisboa, de Canasvieiras e da Lagoa ?
Era para os moradores dos bairros terem onde deixar suas biciletas e tomarem os ônibus.
Isso é uma forma de integração, mas como o Daríu não gosta das obras da "Tia", eles estão abandonados !

Anônimo disse...

Beleza, integração pra quem mora aqui e paga caro o busão pra sustentar quem mora nas praias, vale dizer, os ricos que moram nas praias...Já pagamos 2 reais pra atravessar a ponte e sustentar quem mora em Jurerê, né? Por que não sustentar tb quem mora em São José, Biguaçu,Palhoça[o pedágio deles],Santo Amaro etc.

Por isso tem gente indo trabalhar de carro de um bairro a outro no continente,sai muiiitomais barato que busão, não fica nos pontos esperando a porqueira atrasar ou adiantar demais,não fica com tendinite de tanto se pendurar nos braços e em pé nos maravilhosos ônibus para gigantes,não tem de fazer contorcionismo nos corredores entulhados de mochilas dos botocudos que não sabem que deveriam tirar,não fica levando água suja da rua na cara enqto espera nos pontos de ônibus,não tem de fazer até 3 trocas[baldeação]de busão pra ir do EStreito/Coqueiros até Monte VErde,não fica escalando escadas feitas pra quem tem dois metros de pernas,carregando até a marmitatex, sacolas de material de erviço, criança...
Como se vê,integração de primeiro mundo é aqui mesmo.

Certo está quem vai de carro, nem que seja fusquinha,desde que ande.

Só defende quem não usa.

LIa