sexta-feira, 30 de maio de 2008

RETRATO DE UMA CHANTAGEM 2

Foto de uma da páginas do livro, onde é transcrita uma carta que Nei teria enviado ao secretário da presidência do Badesc, Fábio, em 16 de outubro de 2007, tentando cobrar do Banco e, ao mesmo tempo, ameaçando com a circulação da revista que poderia “complicar o governo”. (Para ver melhor, clique sobre a foto que se abre uma ampliação)

Uma das principais dúvidas que resta depois da leitura do livro “Descentralização no Banco dos Réus”, do Nei Silva (Ivonei Raul da Silva) é sobre a veracidade daquelas histórias. Há fotos de pacotes de dinheiro, montes de notas, que podem perfeitamente ter sido feitas em qualquer lugar, com qualquer dinheiro. Da mesma forma, o autor afirma que gravou (naturalmente sem conhecimento de seus interlocutores) as conversas que relata, mas por enquanto trata-se apenas da palavra dele. Que reage ofensivamente, explicitamente movido por um desentendimento sobre o valor de seus créditos.

As “transcrições” de gravações feitas de conversas ao telefone, são, em sua maioria, conversas que aparentemente foram feitas mesmo para serem gravadas, para comprovar, de alguma maneira, que aquele personagem tomou conhecimento da revista ou esteve envolvido com o “projeto”. E foram colocadas no livro, naturalmente, para mostrar a seus interlocutores que ele gravou. Não parece muito importante que o conteúdo não seja relevante. O importante é apenas apresentar as armas. Como em toda chantagem.

Outra das características de chantagem do livro é a insinuação, repetida, de que LHS teve um relacionamento, digamos, mais próximo, com a repórter da revista, Margara Hadlich. Há afirmações dúbias sobre “o envolvimento do Governador com a repórter”. Segundo Nei, LHS teria acertado diretamente com ela o valor de R$ 500 mil pelo “trabalho”.

Como que para reforçar a insinuação e demonstrar o envolvimento de LHS com a produção do material, o livro traz fotos da “repórter” (coloco entre aspas porque, no meu dicionário de Jornalismo, ela não age como repórter) com o governador, que reproduzo abaixo.

5 comentários:

Anônimo disse...

LHS, mulher e revista. Esse trinômio não é novidade...

Anônimo disse...

Cesar,

Que bosta!!!!!! Esse Pinho Moreira é mesmo um "papel higienico". Ou está no rolo ou está na merda.

Que capacidade tem essa cara para arrumar problema. Impressionante!

Tenho certeza que vai deixar "rabo" na Celesc.

Quem viver verá.


Pedro de Souza

Anônimo disse...

Mulher?? Ué...

Sérgio disse...

Todas as grandes denuncias sairam de dentro de casa (Pedro Color, mulher Pita - Juiz lalau, etec.)
E nós nuca sabermos o que realmente existe nos poroes do poder, não tem com separar, poder, corrupção, sexo, isso é um embrolio só, nisso tudo não sobra um, a imprensa, na grande maioria tem as maiores contas do governo, portanto sobrevivem com esse faturamento. Será que havera interece em divulgar as falcatuas que existem dentro dos governos?, e nós ficamos no aguardo de algum desentendimento entre midia e governos, e de algum que tenha corragem de denunciar.

Márgara Hadlich disse...

Eu sou M�rgara Hadlich...e como qualquer cidad� tenho direito a defender-me de acusa�es absurdas como estas ...de supostamente ter tido algum tipo de relacionamento com o governador do Estado....nesta �poca era rep�rter da Revista em quest�o...todos os secret�rios regionais me conhecem por conta do trabalho que desenvolvi em todo o Estado ...recolhendo entrevistas sobre a Descentraliza�o...Quando estive em Conc�rdia no debate na r�dio entre os candidatos ...cheguei a ser chamada pelo ent�o candidato Esperidi�o Amim....n�o tenho nada a dizer sobre estas insinua�es...somente sobre o trabalho que fiz
M�rgara Hadlich