terça-feira, 5 de agosto de 2008

DESGRACEIRA

Estava em dúvida sobre qual destas duas seria a pior notícia dos últimos dias:

1) A morte e esquartejamento da menina inglesa pelo “namorado” brasileiro, em Goiânia.

2) A afirmação (confirmação) pelo presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremesc), Anastacio Kotzias Neto, que falta gente para dar conta do atendimento de urgência nos hospitais da capital. Situação que não é diferente em outras cidades do estado. Informação confirmada pelo diretor técnico do Hospital Celso Ramos, Luciano Kramer: “a equipe de plantonistas do hospital tem três médicos na emergência, mas o ideal seria que este número dobrasse. À noite e nos fins de semana, o número é ainda menor.” Isto fez, por exemplo, que no final de semana da emergência do Celso Ramos não pudesse atender um atropelado, que teve que ser removido para o Regional, onde acabou morrendo.

Depois de pensar um pouco, decidi-me pela segunda. Trata-se de uma situação perfeitamente diagnosticada, conhecida e que não é levada a sério por quem deveria. E causa sofrimento gravíssimo a muitas famílias, quando não contribui para algumas mortes. Como já sugeriu uma vez um leitor: “a única solução é fazer com que os ocupantes de cargos públicos e suas famílias só possam ser atendidos pelo SUS, nos hospitais públicos, aí eles encontrarão uma maneira, rapidinho, de consertar os problemas e melhorar o serviço”.

7 comentários:

Anônimo disse...

Há não muito tempo o presidente Lula afirmou que a saúde pública no Brasil era “quase perfeita”. Isto não condiz muito com o que você está dizendo. Alguém está faltando com a verdade. Quem será, o presidente ou a realidade?
Carlos X

Anônimo disse...

Tio César,

Espera aí! O Dado Cherem não era o melhor secretário do Luiz Henrique.
Em tão curto período de seu afastamento o serviço degradou tanto?
Volta Dado! Mas vê se trabalha mais e peça ao seu chefe menos pirotecnia.

ph disse...

Você está coberto de razão. Agora, por que faltam médicos nos hospitais da capital? Por que faltam médicos no mercado ou por que a prefeitura e o estado não pagam o suficiente para atrair os profissionais? A primeira parte - que faltam médicos no mercado - é verdadeira. E a segunda, também. Então, os caras precisam pagar mais para fazer com que os profissionais se sintam atraídos pelos hospitais de Floripa. Pura teoria econômica: incentivos importam.
abs

Anônimo disse...

Anilse
Infelizmente há muitos anos não é aplicado o mínimo constitucional na saúde. As contas são aprovadas e as representações por falta de cumprimento de preceito constitucional não andam. As mortes aparecem. A falta de atendimento é o cotidiano. A falta de medicamento etc., etc...Mas sobra dinheiro para muitas outras coisas que a curto prazo se transforma em voto...saúde...quem garante que é voto....Mas os governos se enganam porque uma população com acesso a saúde com certeza reconhecerá a competência...

Anônimo disse...

O importante mesmo é não faltar querosene para o helicóptero.

Anônimo disse...

Aqui a importância do Ministério Público para atuar em benefício do povo. Atualemente o Tribunal de Justiça está entende que se há omissão do poder público pode o judiciário atuar.O Estado sendo omisso em seu dever e, principalmene, quando se trata do direito a vida, o judiciário poderá atuar....MAS TEM QUE PEDIR de ofício juiz nenhum pode...O Ministério Público pode ler a notícia nos jornais e atuar uma vez que há uma omissão em desrespeito a vida....

Anônimo disse...

Depois a gente processa o HCR por danos morais,mais pra dar uma punição de caráter didático do que pra 'enricar' a custa do erário, e o juiz tem a pachorra de escrever na sentença que o queixoso/a,deveria antes de reclamar perdas e extravios de exames (dentro do hospital), deveria agradecer por estar viva e bem de saúde - pelo que se pode apreender no caso - e ainda mais por ter sido atendida de graça pelo SUS que, sabemos, sofre limitações de toda ordem material e de pessoal.

É mole?Agora, até juiz manda o contribuinte agradecer por ser atendindo e sair vivo(!) do hospital.
Logo depois estourou o escândalo dos ratos por todo o hospital, passando por cima dos pés dos funcionários...Só demitiram o diretor, mas já foi, ainda que por outros movitivos,justiça poética:caiu não por uma insignificante paciente descontente, mas por insignificantes...ratos!