segunda-feira, 6 de outubro de 2008

OS “DERROTADOS” E OS “MORTOS”

Se tem uma coisa que o tempo ensina a gente a evitar é a proclamação, logo depois do resultado das urnas, das listinhas de “grandes derrotados” ou daqueles que, agora, estão “mortos” politicamente.

Aparentemente, o governador LHS e o PT, em Santa Catarina, ficaram mal na foto. Pelo menos nas principais cidades são candidatos a “grandes derrotados”. Mesmo assim, o PT está na disputa em Joinville e LHS em Florianópolis. E o ex-governador Esperidião Amin era dado esta semana, em alguns círculos, como morto e enterrado, pelos votos que seriam dados à jovem promessa do DEM. Não chegaria ao segundo turno: “deu pra ele, fechou o ciclo”. Mas ainda não foi desta vez. Está vivo, na disputa.

Vários comentaristas estão admirados com o fato de Eduardo Moreira (presidente do PMDB), Leonel Pavan (presidente do PSDB), Raimundo Colombo (presidente do DEM), Ideli Salvatti (senadora do PT,  líder do governo Lula) e LHS (ícone do PMDB joinvillense) terem perdido em suas cidades, ou em seus “redutos eleitorais”. É mesmo um fato interessante, que mostra como as eleições municipais regem-se por regras próprias, que não levam muito em conta os fenômenos estaduais ou federais. Mas é cedo para avaliar se essas derrotas vão abalar ou afetar a trajetória de cada um deles e de seus partidos e em que nível isso se dará.

A composição da lista dos “derrotados” ainda vai depender do que ocorrerá nas próximas semanas. Os políticos adoram aquele velho ditado que fala em usar os limões que foram jogados sobre suas cabeças, para fazer uma limonada.

Ah, enquanto a gente pensa que eles vão se preparar para o segundo turno (aqui e em Joinville), na verdade todos eles vão levantar, sacudir a poeira e tratar de começar a trabalhar por 2010. As conversas para o segundo turno vão ser como as preliminares para o grande jogo. Um breve aquecimento. Talvez com uma ou outra experiência, mas sempre de olho no futuro.

A campanha para governador, senador e deputados, a meu ver, começa hoje.

7 comentários:

Anônimo disse...

Cesar, as urnas mostraram que não existem mais donos de currais. O LHS tripudiou o PMDB por conta de um projeto próprio ao senado em 2010 com votos da tríplice aliança. Se ferrou. Provou que não está com a bola toda em Joinville. Lá, ele provou que tem exatamente os votos que foram para o Mauro Mariani, uns 14.000, e nada mais. O povo não é bobo. O Pavan nunca foi lider no Estado, oxalá, em balneário, onde ficou rico. O Colombo está colhendo frutos dos cabides das secretarias regionais. Se empolgou demais com a vitória ao senado. Achava que sua desconhecida esposa fosse trazer votos para os DEMO do Estado inteiro. Amim estava morto? assim queria o LHS. O Estado precisa de lideranças. O pior mal que se pode fazer um administrador público, ou político, é querer enterrar um outro lider. O Estado precisa de todos. Precisa do Amim, que é único que pode fazer diferenças. O único coerente, homem público que nunca trocou de partido... LHS obteve o que merecia, uma surra de votos em Joinville. O Pinho Moreira, ah, coitadinho desse... em terceiro lugar em Criciuma... e depois quer ser Governador...

Bonassoli disse...

Professor, humildemente discordo de ti. Creio que 2010 começou ontem mesmo. Pensando melhor, iniciou ainda nos primeiros dias da atual campanha.

Anônimo disse...

Tio César,

Qual das mulheres do Raimundo percorreu o Estado?

Cesar disse...

Seilhá. Tem que perguntar pro 9:08AM.

Anônimo disse...

Concordo que o candidato do Colombo tenha perdido devido aos cabides eleitorais, que por sinal o seu partido esta usufruindo e bastante. Mas dizer que o Amin tem coerência, aí já é demais,é só lembrar das acusações mutuas entre ele e o PT, seu atual aliado.

Pra terminar, o grande vencedor foi o eleitor, que está cheio de ser feito de bobo por estas lideranças que hora se atacam, hora se aliam.

É muita cara-de-pau.

Anônimo disse...

Anonimo das 3:18 PM... agora vc me deixou encabulado, pois na minha santa inocência, o Colombo só teria uma mulher. Não a vi, mas ela estava sendo anunciada para um comício num municipio do Sul, e quem me informou depois, disse apenas que ela era bonita..rs.. ajuda alguma coisa?

Anônimo disse...

Cesar,

Aqui em Chapecó, o candidato do Sr. LHS, durante toda a cmapnha para prefeito soube muito bem divulgar a ideologia do PMB. Como legítimo ex-secretário regional e para matar a saudade da SDR, contratou um trenzinho para ficar desfilando pela cidade e literalmente utilizou o famoso eslogam - descentralização por toda "Chapecó" e o ridículo gesto de mostrar o plano 15 e dizer, está tudo aqui.
O candidato do PMDB soube brilhantemente divulgar o que pretendiam fazer em Chapecó, o mesmo que fizeram no estado, ou seja, um vergonhoso cabide de emprego. O trenzinho com o qual desfilava alegremente traduzia toda a sua boa vontade.Enquanto os outros candidatos caminhavam para ter contato com o povo, ele "confortavelmente passava e abanava". As urnas mostraram que o discurso e apologia a descentralização não convencem mais, a vergonhosa votação obtida comprova. Parabéns aos Chapecoenses.