sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

SAUDADE DA RESTINGA

Esses dias passei pelo Jurerê Internacional, onde vi que está quase pronto o Il Campanario (foto acima), aquele empreendimento que originou a Operação Moeda Verde. Esta e as demais obras sobre as quais repousa uma suspeita difusa de terem sido gestadas em pecado, continuam livres, leves e soltas. Algumas já estão prontas, outras estão quase.

Uma vez contei uma história, para o dono da Habitasul, quando estava iniciando o Jurerê Internacional e ele depois repetiu num almoço, diante de outros jornalistas, achando muita graça. É que, quando eu era bem jovem (início da década de 70), costumava estacionar o fusquinha na restinga de Jurerê e, abrigado pela farta vegetação, declarava amor eterno, à luz do luar, às namoradas que aceitassem o convite para ir até lugar tão ermo e distante.

Dali onde hoje inicia o Jurerê Internacional, até o Forte, tinha alguns acessos à praia, por dentro da vegetação. Ficava como se fosse um túnel ecológico. Uma maravilha de privacidade. Com o mar em frente, para providenciais refrescamentos. E eu reclamei para o empreendedor, uma vez, que ele tinha acabado com esse refúgio de tantos manezinhos apaixonados. Até hoje não entendi direito por que ele achou a história tão engraçada.

6 comentários:

jânio disse...

O gaúcho não riu só de você. Riu de todos nós. E ainda deve estar dando boas gargalhadas!

Anônimo disse...

Ele não faz a menor idéia do que é restinga. Falta formação!
Deve rir de nervoso, por ser tão ignorante em relação aos ecossistemas da Ilha.

Ilton disse...

Também usufrui de Jurerê florestada no tempo de estudante, entre 1971/1975. Alguns churrascos com amigos foram feitos ali, debaixo daquelas árvores convidativas e protetoras. Depois, mais tarde, fui visitá-la e não entendi como alguém - não sei quem - pôde deixar fazer aquela devastação. Fiquei realmente triste e decepcionado. Ah, por que o cara, esse ri? Rico ri à toa. Ainda que mal pergunte: esse cara já não andou envolvido com a Justiça exatamente por irregularidades na Habitasul do Popeye? Precisa de uma exemplar espinafrada...

Anônimo disse...

sabia que o Gaúcho Chevarria esteve na Regional da Fundação do Meio Ambiente FATMA, pessoalmente há três semanas. E que dias depois Emerilson Emerin dono da Ambiens Consultoria Ambiental e Marcílio Ávila também estiveram lá pessoalmente.
Por telefone nunca mais...

Carlos disse...

Pois é, o tal Campanário acabou com aquele riachinho que corria ali e, ao que parece, trancou o fluxo da água das ruas ao lado do "centrinho". Sexta à noite deu pena de ver as garagens dos prédios com água até o teto, as bombas funcionando a todo vapor, jogando água na via pública. E o canal que corre ao lado do "matinho" (que preservaram pra gente lembrar o que já foi jurerê) transboradava pela rua, já que o tal amoraeville também acabou com o canal que levava as águas para os lados de carijós (virou rua). A tal AJIN gosta mesmo é de usurpar função pública (poder de polícia) e restringir o direito de ir e vir em via pública, mas quando se trata de defender o bairro das barbaridades da habitasul, piam fino ...

Schneider disse...

Habitasul, lembram? Eu não apenas lembro como também não esqueço. Tinha um valor considerável (um carro?) aplicado no banco. Porém, foi o banco que acabou aplicando em mim. Restaram esfarrapadas desculpas e o título de "sócio" compulsório dos empreendimentos da Habitasul.
O Sr. Druck é muito cara-de-pau. Lá no Rio Grande do Sul não teriam dado o espaço que vem recebendo por aqui. Motivo? Lá foram muitas as vítimas da Habitasul.