sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Sexta

INDEPENDÊNCIA? COMO ASSIM?
Hoje é um daqueles dias que, por ser feriado, todo mundo acha muito legal. Mas é claro que ele é feriado porque, em alguma época, alguém quis reforçar o significado desta data.

Uma pena que a maioria não goste muito de estudar e que o Estado brasileiro não forneça muitos anos de escola gratuita de qualidade. Graças à inacreditável superficialidade com que tudo é tratado nos bancos escolares e a completa falta de rigor nas cobranças do aprendizado, é provável que polêmicas, dúvidas e debates sobre a independência do Brasil não interessem a muita gente.

E há vários pontos que podem render boas discussões. A data é um deles. Já me referi a isto aqui, esta semana. Há quem defenda 12 de outubro como o dia em que efetivamente o Brasil tornou-se independente de Portugal.

Outro é a forma como se deu a independência. O filho do rei de Portugal assumir o governo da ex-colônia não pode ser considerado um divórcio litigioso. Talvez uma rusga familiar, impulsionada por interesses econômicos de parte a parte.

E assim que, pelo menos nos documentos oficiais, nos livramos do “jugo português”, abraçamo-nos e fomos abraçados pelos pragmáticos ingleses, que fizeram aqui excelentes negócios, tal como se fossemos um protetorado.

Enquanto prosseguem os debates, não custa, numa das idas a São Paulo, visitar o Museu do Ipiranga (oficialmente é o Museu Paulista, da USP), onde está a tela do Pedro Américo (pintada uns 60 anos depois) que descreve, romanticamente, o gesto que D. Pedro teria feito naquele local. Na tela, aparecem os soldados que acompanhavam o príncipe, com seus uniformes brancos, com detalhes vermelhos. Este batalhão hoje é conhecido como os “Dragões da Independência” e faz a guarda de honra do presidente da República, mantendo uniformes semelhantes aos usados em 1822. Na foto acima, participam do desfile de 7 de setembro do ano passado.

ESSE PAVAN...
O vice-governador Leonel Pavan faz aniversário hoje, mas a festa só será amanhã, “45 minutos depois do meio dia”, na Barra Sul, em Balneário Camboriú, com chops, banda de música e foguete.

E o aniversariante tem andado aos beijos e abraços com o prefeito da capital, Dário Berger (foto acima). Claro, o companheiro tucano enrolado precisa de apoio. Mas não é só isso. O clima romântico mostra que as pendências que quase levaram o Dário a mudar de ninho, estão sendo resolvidas. Pavan quer chegar às convenções do PSDB com o partido pacificado, pelo menos no que diz respeito a seus principais prefeitos.

No embalo da retomada do namoro, Dário e seu fiel escudeiro, vereador Gean Loureiro, fizeram esta semana uma visita de cortesia ao Pavan (foto acima). Não tinha um assunto específico, mas talvez tenham falado sobre hotelaria e comissões processantes.

UNANIMIDADE
A renúncia coletiva das entidades representantes da sociedade civil no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/SC) é mais uma conquista da administração da secretária Dalva Dias (PDT). O protesto contra a intolerância e a inoperância da esposa do Maneca repercutiu na Assembléia, onde deputados do PSDB e do PT fizeram coro à reclamação.

“Ninguém agüenta mais aquela mulher, só o governador”, foi a frase emblemática com que ficou registrado o ânimo de todos. Será que o LHS acha que não vai respingar nada nele?

A POSIÇÃO DA HANTEI
Ontem comentei aqui a decisão do Ministério Público Federal, de iniciar uma ação para cassar a licença ambiental que a Fatma concedeu à Hantei Engenharia, para a construção do condomínio Águas do Santinho.

E reproduzi uma nota, de maio, onde levantava uma questão delicada, o relacionamento do Guga Kuerten com a construtora, da qual seu irmão é sócio-investidor.

O Nelson Moraes Filho, principal diretor da empresa, me ligou pra dizer que ficou chateado com a insinuação, contida na ilustração da nota (uma daquelas molecagens em que coloco legendas nas fotos), de que a Hantei poderia causar algum prejuízo à imagem do Guga.

Disse que, nos dez anos de existência da empresa, sempre tiveram o maior cuidado em fazer tudo certinho e o relacionamento com a família é ótimo.

E afirmou que, no caso do Águas do Santinho, “fizemos todos os estudos de impacto ambiental e buscamos obter todas as licenças, sempre dentro da lei: não pagamos propina a ninguém”.

Moraes explica que ele e seus advogados tentaram, várias vezes, apresentar ao Ministério Público Federal o projeto, mostrar os detalhes, mas não foram recebidos. Não teve conversa. Agora ele confia que sua defesa, caso a ação seja de fato instaurada, conseguirá mostrar que o empreendimento não agride e, ao contrário, ajuda a preservar a qualidade de vida daquela região.

Nos folhetos promocionais do Águas do Santinho, lançados em maio, Guga Kuerten aparece endossando a obra. Não é comum o Guga ter seu nome associado desta forma a um empreendimento da Hantei. Foi por isso que, quando o MPF resolveu pedir a cassação da licença, voltei a tocar no assunto.

2 comentários:

Anônimo disse...

Cesar,

Nunca vi um governo para gostar tanto de soltar foguetes. Na inauguração da SDR de Timbó, dizem que a coisa foi tanta que chegou a assustar o coitado de um gambá(bicho).

Será que a população concorda?

Isso nos mostra a pouca preocupação dos nossos políticos locais com o aquecimento global.

O negócio é aparecer.
Abraço

marcello disse...

Prezado Cesar
Obrigado pela aula de história e a dica de visita do museu paulista!
Bom fim-de-semana pra ti!
:P