“Prezado Cesar: Tem sortudo na Beira Mar da capital! Não é que, com uma baita placa anunciando o “Mirante da Beira Mar”, seccionaram em dois pontos o canteiro divisório da pista antiga, bem antes da que já existia e outro em frente à churrascaria Floripana?Fiquei de ir atrás da explicação, mas não fui. Aí, deu o rolo do encerramento da obra inconclusa (comentei aqui há poucos dias), dois meses depois de iniciada. Era o mesmo acesso sobre o qual o leitor falara em fevereiro.
O Remor [Aurélio Castro Remor, Secretário de Obras da Prefeitura de Florianópolis] (danado de sortudo) tem uma casa bem no meio das duas entradas (onde era o salão do Júlio de Leon) e a casa dele vai abrigar um banco, que não botou placa nenhuma anunciando a vinda, porque provavelmente quer evitar enxurrada de depositantes antes da inauguração.
Que é moeda é, de que cor??”
Ontem, o assunto foi levantado no blog do Moacir Pereira e, pra evitar retrabalho, aproveito para transcrever aqui a explicação que o secretário de comunicação da prefeitura deu a ele (tal como o Moa, transcrevo ipsis literis):
“De acordo com o ex-secretário Aurélio Remor, o projeto daquela área tramita o IPUF desde 2001. Foi feito a pedido do ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas, Moacir Bértoli, e do Dr. Carlos Alberto Cerqueira Cintra, ex-procurador do Besc, além de outros moradores do local. A ex-prefeita Angela já havia se comprometido com a obra na época dela, tenho inclusive um ofício em que a ex-prefeita assumia compromisso com os moradores do local. A idéia de tocar adiante o projeto foi do prefeito Dário, que queria revitalizar o local, que estava muito mal cuidado. Quando um motoboy morreu no local, que já era muito perigoso e mal sinalizado, o prefeito mandou fazer a obra. A licitação da obra foi feita pelo secretário Shuwabe (já que o Aurélio Remor ficou fora da Secretaria por um tempo). “Não interferi neste projeto, o engenheiro Luiz Américo, foi quem fez o projeto final, não tenho participação nenhuma nisto”, afirmou Remor. Somente os moradores de um daqueles edifícios não concordaram com a obra e entraram com uma ação no Mïnistério Público.”Tinha razão o leitor desta coluna: o Remor é mesmo um sortudo. Tem vizinhos poderosos que pediram a obra e por coincidência nem estava na secretaria quando a licitação foi feita.







































