sexta-feira, 16 de novembro de 2007

BRANCALEONE

Ao almoçar com a bancada do PMDB na Assembléia Legislativa, o prefeito da capital, ex-pfl e ex-psdb Dário Berger ouviu, do líder peemedebista, deputado Manoel Mota, que “o PMDB irá mobilizar seu exército” para garantir a reeleição em 2008.

O prefeito e vários próceres do seu novo partido parece que acreditam mesmo que o problema de Dário na capital seja só de comunicação. Tanto que o prefeito informou à bancada que pretende “ampliar a divulgação de sua administração com um novo planejamento de comunicação e publicidade”.

E, ao almoço, compareceu o Secretário de Estado da Comunicação, Derly Massaud de Anunciação.

Como florianopolitano nascido na maternidade Dr. Carlos Correa e alimentado por cubas no Paineiras, no Lira e no Doze, tenho lá as minhas dúvidas: o problema do Dário com a cidade independe da forma como suas obras sejam comunicadas.

Equivale, em certa medida, ao problema do LHS com Florianópolis. E olha que o LHS, embora blumenauense, tem mais jeitão de manezinho que o Dário. Cada vez que um florianopolitano entra no CIC e vê o abandono em que aquilo ali está, pensa: “é verdade, o LHS odeia a gente mesmo”. Aí, depois de sair cabisbaixo do CIC, o contribuinte ilhéu passa diante do Centro Administrativo e vê a interminável obra do espetacular, fabuloso e monumental teatro Pedro Ivo. Aí, pensa, de novo: “putz, é verdade, o LHS não gosta mesmo da gente, em vez de arrumar o CIC, preferiu gastar todo o dinheiro neste troço”.

Ninguém conseguirá provar, ao florianopolitano, que tal viaduto, ou que o inimaginável centro de convenções, justificam manter, como prefeito, um sujeito que, sempre que pode, demonstra sua falta de ânimo, seu desencanto e, por que não dizer, seu desamor pela administração dessa Ilha complexa e trabalhosa.

Ama de paixão o poder, o cargo, a possibilidade de novos negócios que a prefeitura da capital e a proximidade com o governo do estado proporcionam, mas parece que sonha com São José, morre de saudade do Kobrasol.

Mas, mesmo assim, não duvido que Dário se reeleja. Tenho certeza que os florianopolitanos são minoria nesta Ilha. Aquela Florianópolis da nossa juventude, não existe mais. E nós não somos mais os donos da cidade. Juarez, Dário, Fernando, Içuriti, João, Anita, Ada, são alguns dos que dão as cartas. Ter tomado Xic-Xic na Cocota ou lembrar o sabor do picolé de côco da Satélite, não quer dizer mais nada.

7 comentários:

Carlos Damião disse...

O prefeito Dário Berger começou sua carreira no antigo PL. Portanto, foi do PL, PFL e PSDB - tudo isso em menos de 20 anos.
Mais: concordo contigo. Já disse lá no meu blog que a cidade não nos pertence mais. Ao contrário de Joinville e Blumenau, que continuam pertencendo aos joinvilenses e blumenauenses etc. e tal. É o preço que pagamos pela "qualidade de vida" e pelo fato de sermos capital do Estado, invadida pelos "doutores" do PMDB.
Abraço
Damião

Anônimo disse...

Tavas indo bem no teu comentário, mas no final, como sempre, o mesmo César Valente, o que quero te dizer, é o seguinte: Acaba com esse ranço provinciano. Você tem razão em algumas coisas, em outras, sempre a mesma ladainha d eum jornalista velho.

Cesar disse...

Putz, o jovem anônimo cosmopolita nem me permite ser um velho jornalista provinciano, o que, no fim das contas, nem é tão ruim. Mas para um jornalista velho e rançoso resta pouca coisa...

Anônimo disse...

César não desanima não. Amin neles, nem que seja só pra tirar essa quadrilha do paço, que ainda tem defensores, como vimos acima...

janio disse...

Olhaí, prá te animá, não ixqueci do pãozinho da Brasília e da cochinha (com ch)da Gruta de Fátima.Nem tudo tá perdido... Dá um pulo lá no bar do Evori, lá na Guarda do Embaú, que essa crise existencial passa.Por que você acha que fizeram sempre tanta questão de uma "central" de tratamento de esgoto bem ali, no triângulo das Bermudas? Economiza no transporte, mané...

janio disse...

Carlos Damião está equivocado. Faz tempo que Blumenau já é de gente de fora.Que analise a origem e trajetória dos últimos prefeitos da cidade,ancorados em Lula ou em papais. Quem ganha eleição são os migrantes, que vêm principalmente do Paraná, onde o Paraíso não é como pintam.Êles têm os votos, e uns poucos "nativos", em troca de cargos que sei lá para o que servem, dão "legitimidade" a essa categoria política intinerante. Conheça algumas cidades do interior( muityas até aí no literal), principalmennte as que foram recentemente ou ainda são governadas pelo PT, que ditribui mimos de sobrevivência que eram luxo lá na origem desses , digamos assim -para economizar aspas-, eleitores. Posso servir-lhe de guia, se lhe interessar.

janio disse...

Putz, "intinerante" escapou na revis�o. Essas teclas s�o mais sens�veis do que gostar�amos. Desculpe(m).