sábado, 19 de agosto de 2006

SÁBADO E DOMINGO

DEBATES A TODA HORA
Ontem foi a vez da Fiesc promover um debate com os três principais candidatos ao governo (nas fotos acima só aparecem dois, mas o Fritsch também estava lá). Diferentemente da Câmara de Vereadores de Florianópolis, faz todo o sentido a Federação das Indústrias querer saber, conhecer e conversar com os candidatos.

Tinha até começado a escrever um texto com o que um e outro falou, a proposta que destacou, mas aí pensei: “coitados dos leitores, merecem um descanso pelo menos no final de semana”. Mesmo porque, cá entre nós, a gente já está quase decorando o que diz cada um deles.

Mas teve algumas novidades. A Fiesc apresentou um documento aos candidatos, com as revindicações dos empresários. LHS topou na hora, assinou embaixo e disse que vai atender “tudo o que for possível”. Amin e Firtsch, um pouco mais cautelosos, disseram que primeiro terão que ler e analisar o documento antes de assinar qualquer compromisso.

A história do assessor enjaulado pela Polícia Federal, é claro, serviu para Esperdião enfiar alguns alfinetes no governo. E é, de fato, um prato cheio.

SUSPENSE E EMOÇÃO
O Secretário da Fazenda, Max Bornholdt, deve desembarcar no Brasil no domingo de manhã (há quem diga que ele está tentando chegar ainda hoje). Em torno dele acontecerão os principais fatos políticos dos próximos dias. Tem gente que já roeu todas as unhas, só imaginando os desfechos possíveis.

A coisa é relativamente simples e são poucas as possibilidades. Abaixo listo algumas das hipóteses:

a) o Secretário não tem nada a ver com o caso e, como marido traído, pede as contas e sai de cena;

b) o Secretário não tem nada a ver com o caso e, como marido traído, se atrapalha nas explicações e o Dr. Moreira mostra-lhe a porta da rua;

c) o Secretário não tem nada a ver com o caso, mas, mesmo se sentindo como marido traído, continua no cargo, para “colocar ordem na casa”;

d) não fica claro se o Secretário não tem mesmo nada a ver com o caso e aí o Dr. Moreira, para salvar os dedos, mostra-lhe rapidamente a porta da rua e faz uma limpa na equipe.

Em resumo: não existe hipótese “melhor”. Só uma ou outra “menos pior”. E cada uma delas poderá ter repercussões na campanha, que vão variar de acordo com a habilidade com que o governo (e o Secretário Max), na segunda-feira, derem as explicações que faltam e anunciarem se ele fica (e em que condições) ou se sai (e em que condições).

Nem se trata de prejulgar (mesmo porque eu, como muita gente, acha que, de fato, o Secretário é apenas um marido traído, cuja honestidade ainda não está em jogo), mas simplesmente de constatar que, em campanha eleitoral, a versão, o boato, a fofoca, se sobrepõem aos fatos.

ARRANJA UMA LUPA
Vocês devem ter percebido que os partidos estão atendendo à determinação da Justiça Eleitoral e colocando, na propaganda obrigatória da televisão, legendas ou linguagem de sinais, para que os deficientes auditivos possam saber o que dizem os candidatos.

Só que tem um grande problema - e vocês por favor me corrijam se eu estiver errado ou exagerando: do jeito que fizeram a coisa dá a impressão que, para os partidos políticos, o sujeito que não escuta não pode, ao mesmo tempo ser míope ou ter alguma dificuldade de visão.

Ao contrário, eles acham que a surdez faz com que a criatura tenha uma visão de super-homem.
Vocês já notaram? Eles colocam as letrinhas da legenda tão pequenas, tão pequenas, que até a gente, que escuta direito, tem dificuldade de ler (dá uma olhada nas fotinhos ao lado). E as coitadas das mocinhas que traduzem o discurso para a linguagem de sinais são colocadas tão pequenininhas quanto as legendas. Parecem umas manchinhas que se movem no canto do vídeo. Isso é a demonstração concreta do preconceito e da falta de sensibilidade com que tratamos aqueles que têm alguma deficiência.

ESCONDE-ESCONDE
O esconde-esconde está ficando popular na campanha política. O Lula, num passe de mágica, apagou o PT da sua propaganda. Esconde a estrela, o vermelho e o partido que ajudou a fundar. E tanto o Geraldo quanto o Alckmin, escondem o Fernando Henrique Cardoso. E tem aqueles que se escondem da polícia, outros que escondem o próprio passado e uns tantos que escondem suas verdadeiras intenções.

CHUMICHUNGA
O tal motorista/segurança do prefeito Dário Berger, que quis resolver no braço um debate político é, de fato, policial militar da ativa. Só que, descobriu-se ontem, estava cedido pela PM para atuar na Assessoria Militar da Câmara de Vereadores.

Não poderia ficar prestando serviços gerais ao prefeito, que nada tem a ver com o legislativo. A menos que, como deu para desconfiar naquele episódio do “debate”, seja o prefeito que mande e desmande na Câmara.

2 comentários:

Anônimo disse...

Cesar, toda vez que o PFL faz uma coligacao com o PMDB, se arrepende depois. Com o Paulo Afonso foram as letras. Com o Luiz Henrique o Compex. O Secretario da Fazenda Max Bornholdt tem ligacoes muito estreita com o ex-governador. Se sua impressao digital estiver naquele dinheiro encontrado no Jurere a candidatura do Luiz Henrique ira naufragar levando junto o PFL. Na praia brava comenta-se que o PMDB realmente nao da sorte.

João Castro disse...

Bom Dia, Bem que diz o o povo que velhos hábitos são dificeis de mudar, os europeus não vieram para cá para criar uma nova civilização, e sim pegar o que pudessem de qualquer modo e voltar correndo para a Europa, com tanta notícia de corrupção, creio,data vênia, que é a mesma cultura, pega-se o que se pode de qualquer jeito, uma pena continuar assim depois de centenas de anos. Atenciosamente