quarta-feira, 16 de agosto de 2006

QUARTA

GODINHO ACUSA, MAS NÃO PROVA
Depois de cinco dias de suspense, quando todos acreditavam que o deputado fosse tentar suavizar a acusação que lançou da tribuna, Sérgio Godinho supreendeu e manteve tudo o que disse. Com uma pequena correção: pediu desculpas ao PFL por ter citado o partido. Mas continua afirmando que a mudança de posição do ex-prefeito de Lages, seu desafeto particular, Raimundo Colombo, “custou caro à coligação”. E insiste que houve “uma negociação espúria” que envolveu dinheiro e não teria sido só dinheiro de convênios com a prefeitura: “foi outro dinheiro”.

E as provas disso? Bom, aí são outros quinhentos mil reais. O deputado não mostrou nenhuma prova e afirma que não precisa provar nada porque tem imunidade parlamentar.

A esta altura eu não entendi mais nada. Porque sempre imaginei que a imunidade era para proteger os deputados de pressões indevidas e garantir que pudessem expressar suas opiniões com liberdade. Não sabia que incluía esse terreno pantanoso das acusações sem provas.
Talvez sonhando ser um Roberto Jefferson do planalto catarinense, Godinho disse que a imprensa deveria investigar o que ele afirmou. De certa forma, passou adiante a tarefa de provar o que ele disse. Aí fica muito fácil, né?

Godinho disse que, assim como a imprensa pode preservar o sigilo da fonte de suas informações, ele vai manter em sigilo quem lhe deu a informação sobre a compra de Raimundo Colombo. Só que o deputado esquece que, no caso da imprensa, embora o sigilo da fonte seja assegurado, é preciso sempre provar o que se diz.

Raimundo Colombo estava ontem em São Paulo, às voltas com a gravação dos programas eleitorais e não quis comentar o “disse que me disse” de Godinho. Deve estar avaliando de que forma vai enfrentar o problema.

CHEIO DE DEDOS
O grande sucesso do primeiro dia do horário político obrigatório na televisão foi o candidato a deputado federal 5656, que mostra as duas mãos duas vezes para fazer o seu número: numa das mãos, como tanta gente, tem cinco dedos e na outra... seis! 56 56!
Como é muito rápido, passa meio despercebido, mas parece que é só um truque meio tosco e o candidato não tem seis dedos. Em todo caso, fiquei com uma impressão ruim: a mão parece que ficou maior e mão grande é a última coisa que a gente quer num político.

FRITSCH SEM SDR
Nas entrevistas que a RBS-TV está fazendo com os candidatos a governador, José Frisch, do PT, disse que vai acabar com as Secretarias do Desenvolvimento Regional, mas vai regionalizar o orçamento. Ou seja, vai manter a essência da descentralização, “sem o secretários regionais, que são desnecessários”.

Uma das coisas que ele falou que eu achei muito interessante foi a proposta de premiar os bons pagadores de impostos. Assim como ele, eu também me incomodo com essas “promoções” que de tempos em tempos premiam os caloteiros, dando descontos e “incentivos”.

O companheiro Mário Mota, apresentador do jornal, não quis incluir a experiência de Fritsch como ministro, como “experiência no executivo”. E insistiu que ele só tinha experiência como prefeito. Meu caro Mota, ministro é cargo do executivo e um ministério como o da pesca é, sim, maior e mais importante que uma prefeitura como Chapecó.

LHS TEM PRESSA
Ontem foi a vez do LHS ser entrevistado na RBS-TV. Claro que tratou de falar que as Secretarias Regionais não têm nada de cabide de emprego e que não houve aumento de gastos por causa da criação delas.

Mas ele engatou uma primeira e foi adiante com tudo quando os apresentadores falaram que os números (de ocorrências policiais) têm crescido. Daí LHS catou suas tabelinhas e tratou de dizer que, ao contrário, a criminalidade está diminuindo. Os apresentadores ainda quiseram dar uma apertada no candidato, mas ele não quis saber e desandou a falar (foto acima).

Depois que o Bonner e sua esposa começaram a fazer entrevistas mais duras, o pessoal tem tentado imitar. Mas com o LHS, macaco velho, não deu. Ele só parou quando o tempo acabou.

DIA 29, 19h, COMBINADO?
A exposição de comemoração de um ano da coluna De Olho na Capital será aberta solenemente no dia 29, terça-feira, às 19h, na Sala de Imprensa da Assembléia Legislativa, com a presença do Presidente da Assembléia e de vários convidados ilustres. O evento será uma espécie de reconhecimento à importância do DIARINHO, o jornal de maior circulação de Itajaí, Balneário Camboriú e adjacências.

2 comentários:

frank disse...

esse de seis dedos eu tive q ver duas vezes pra acreditar...coidiloco!

Anônimo disse...

Comenta-se por ai que o Estado esta quebrado. Fornecedores em todas as areas estão com pagamentos atrasados. Comenta-se ainda, que caso o Esperidiao venca as eleições, haverá atraso no pagamento dos salários. Dá-se como certo que o pagamento de dezembro tará seriamente comprometido. Empresas como a Santur não paga os alugueis dos carros. A locadora se nao receber até o dia 20 irá cancelar a locação.