quinta-feira, 6 de abril de 2006

QUINTA

Tinha acabado de preparar a foto acima, de crianças amontoadas e, pelo jeito, incomodadas, em um festival de teatro em Ibirama que teve o apoio do governo do estado, quando fiquei sabendo que o PaLhaço Carequinha tinha morrido. O grande palhaço brasileiro (na foto abaixo, sem a pintura), alegria da criançada, insubstituível e incomparável, foi montar seu circo em outro lugar. Não sei vocês, mas ainda pequeno ouvia os discos do Carequinha e depois toquei-os também para meus filhos. É difícil encontrar quem saiba lidar com as crianças, quem consiga fazê-las rir e se divertir como o Carequinha conseguia.



ISTO ERA
Não sei se vocês acompanharam o rolo na revista IstoÉ, tornado público por uma carta aberta que o editor de Política da sucursal de Brasília, jornalista Luiz Cláudio Cunha, enviou ao novo diretor editorial da revista, em São Paulo, Carlos José Marques. Pois o desfecho da história aconteceu, no final da tarde da sexta (31), com a previsível demissão de Cunha.

O Luiz Cláudio Cunha é um dos jornalistas mais experientes e conhecidos do País e na carta mostra erros, equívocos e sacanagens do diretor da revista. A carta pode ser lida no Observatório da Imprensa [clique aqui para ir pra lá] e sua leitura em voz alta deveria ser obrigatória em todos os cursos de jornalismo e em todas as redações que ainda acham que o jornalismo pode ser exercido com dignidade. O tal Marques, por sua vez, é figurinha carimbada, conhecida no mercado.

GOTA D’ÁGUA
A espoleta que detonou a ira de Cunha foi o fato da revista ter publicado matéria sobre a quebra de sigilo do caseiro Nildo sem citar uma única vez o ministro Antônio Palocci e seu assessor de imprensa Marcelo Netto.

“Reclamo porque fui eu que escrevi a matéria, e nela constavam os dois nomes”, diz o repórter, na carta.

Antes, a sucursal já tinha sido “expurgada” de outros jornalistas respeitados, que não rezavam pela cartilha do “jornalismo de resultados” do tal Marques, criando o clima adequado para o desabafo público do LCC.

JORNALISMO ARROGANTE
O mais interessante (se não fosse também o mais trágico) nessa novela toda, é que o diretor que o Luís Cláudio desmascara tem subido posições na Editora Três (empresa que edita IstoÉ e outros títulos) apesar ou por causa de seu jeito arrogante de ser.

Em maio de 2003 ele criou tais constrangimentos à repórter Janaína Leite, da sucursal de Brasília da IstoÉ Dinheiro, que a moça teve que pedir demissão. E ao sair, tal qual Luís Cláudio Cunha, escreveu uma carta onde contava os detalhes do assédio moral que sofreu.

Durante mais de um ano convivi, na sucursal de Brasília da Gazeta Mercantil e na redação de São Paulo, com a Janaína, que é uma doce pessoa, profissional competente e esforçada e custei a aceitar que alguém fosse capaz de fazer-lhe tanto mal. Pois depois desse e de outros episódios, o Carlos José Marques continuou sua carreira ascendente e há pouco tempo assumiu a direção editorial da Três. Mostrando que arrogância e prepotência estão em alta no jornalismo brasileiro.

Uma pena que a IstoÉ, que teve grandes momentos jornalísticos, desde a sua fundação, pelo lendário Mino Carta, tenha chegado a esta situação.

CÁ ENTRE NÓS
Teve grande repercussão na capital a coluna de ontem. Algumas pessoas insistiam na pergunta: “mas é ele, não é?” E a resposta é que eu não sei, se soubesse contaria. Mas, cá entre nós, não faz a menor diferença existir ou não existir algum contrato entre o comprador de jornais Adriano Kalil e o secretário Derly Anunciação.

Ontem, na Assembléia Legislativa, o secretário repetiu o que eu publiquei na coluna: “não vou arriscar meu patrimônio numa aventura como essa”. Um maldoso de plantão (que tem em qualquer lugar, especialmente na Assembléia), cochichou: “Mas quem disse que ele está colocando seu próprio dinheiro?”

Bom, de qualquer forma continuo achando que o tal “sócio oculto” não é mesmo o Derly. Porque se tem uma coisa que ele não é, é “oculto”. O relacionamento profissional e de amizade dele com o Kalil (que, me fofocaram ontem, está também comprando o jornal O Vale, de Joaçaba) é conhecido de todos e ninguém faz segredo ou tenta esconder.

DEPUTADOS SEM VOZ
E por falar em Assembléia Legislativa: gastaram tanto dinheiro na reforma do Plenário e acabaram deixando os deputados sem voz. Nas galerias do térreo, no local reservado para jornalistas, não se consegue entender o que os deputados falam. Alguém montou um sistema de som que não funciona direito (e deve ter cobrado bom dinheiro).

Ontem, quando vi uma repórter na ponta do pé, com o ouvido quase colado numa caixa de som, outra lá adiante, quase fora da galeria, sentadinha embaixo de outra caixa de som como se estivesse de castigo e um noutra sala, vendo a sessão pela TVAL, fiquei com pena dos colegas que sofrem ali todos os dias. Estão pertinho dos deputados, mas não entendem patavina daquela barulheira: “o que foi mesmo que ele disse?” é a frase mais repetida.

SC 401: TUDO ACERTADO
Está para ser anunciado a qualquer momento (se é que já não foi ontem à noite, depois que escrevi estas maltraçadas), o acerto do governo com a Engepasa/Linha Azul sobre a SC 401 (que liga o centro da capital ao norte da Ilha de Santa Catarina). Envolve bastante grana, mas não consegui saber exatamente quanto. O clima, dos dois lados, é de euforia pela solução do imbroglio.

A FRITURA DO DR. JUCA

Vereador mais votado da capital, o cardiologista negro que foi jogador de futebol e construiu uma carreira invejável tem vivido uma situação constrangedora: o prefeito (ou alguém em nome dele) fala mal do Juca pelas costas, mas não o exonera. Agora o prefeito já convidou um substituto, anunciou a escolha, mas não marcou data para a substituição. Parece brincadeira.

Se eu fosse o Dr. Juca já teria pedido demissão no começo da fritura. E teria saído atirando. Seus milhares de eleitores estão sendo desrespeitados.

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========== (nossos comerciais, por favor!)

“TIO, ONDE MAIS QUE EU ACHO O DIARINHO?”

Cara sobrinha, São José e Palhoça também têm (e lêem bastante) o DIARINHO!

PALHOÇA: Banca Avenida; Banca Ponte do Imaruim; Caminho da Ilha.

SÃO JOSÉ:
Barreiros: Banca Revista Central.
Bela Vista: Banca Bela Vista.
Campinas: Banca Camelão; Banca Teorema; Revistaria L6 ; Banca Mica; Banca Campinas.
Kobrasol: Banca Cassol; Banca Comper; Conveniência Charles.
Praia Comprida: Supermercado Bistek.
Serraria: Farmácia Vittor II.

3 comentários:

Anônimo disse...

Tá cheio de lugar vendendo Diarinho, uns 70 pontos, mas na verdade, não tem mais de 80 jornais vendidos por dia em Florianópolis, um pouco mais que A Notícia...

Cesar Valente disse...

Uêba, o anônimo informa que o Diarinho, que nem tem suplemento sobre a Grande Florianópolis (embora tenha boas matérias sobre assuntos da capital), vende mais que o tradicional e respeitado jornal A Notícia. Excelente!

E, com a minha matemática básica descubro que 80 jornais + os 7 acessos diários a este blogue, dá um milhão de amigos que, daqui a alguns anos, se transformarão em centenas de milhares de leitores. Obrigado meu povo!

Anônimo disse...

Estou me acabando de tanto rir. Vc é hilário, cara. Agora entendo porque vc escreve, e muito bem, para o Diarinho.
Um abração carinhoso,
Sua leitora e fã,
Rosa Angela