terça-feira, 10 de janeiro de 2006

TERÇA

Pavan levou Serra para assistir a um rodeio em Balneário Camboriú. Deve ser para conquistar o voto dos ambientalistas e a simpatia das ONGs de defesa dos animais. Em todo caso, os votos de todo o pessoal que sofreu com o engarrafamento e com o som absurdamente alto já estão garantidos.

“SEGURA, PEÃO!”
Sem dúvida foi muito lindo ver o Serra e o Pavan em meio à arena poeirenta do rodeio, em transmissão ao vivo pela TV Litoral Panorama, do próprio senador, em Balneário Camboriú. Os dois candidatos contribuiram para o caos que é a cidade em janeiro. O trânsito foi estrangulado na entrada e na saída e ao longo de toda a avenida do Estado. Fora, é claro, todas as três avenidas paralelas à praia. Andava-se metro a metro. Sem que ninguém respeitasse faixa de pedestre, motociclista atropelando velhinho, etc.

E, naturalmente, não apareceu ninguém disposto a colocar ordem na casa: afinal, Pavan é meio dono da casa e se ele não estava reclamando, quem iria reclamar?

TERRA DE NINGUÉM

A Prefeitura de Balneário Camboriú autorizou plantar a tal arena de rodeio improvisada num terrenão baldio, ao lado da rodoviária, onde passam inclusive os ônibus locais e para as praias próximas, trancando sem cerimônia a entrada e saída dos coletivos. Trajetos que normalmente levam 15 minutos (Itajaí – Balneário, por exemplo), graças à localização estratégica da arena, passaram a levar uma hora e meia ou mais.

CANDIDATO TURBINADO
Pavan apareceu na arena candidatíssimo a governador. O próprio Serra disse que o homem da bengala está “turbinado”. Portanto, mesmo que a gente more em outros municípios é bom ir conhecendo os hábitos e costumes desse tucano.

Um fato curioso: ele usou suas iniciais (LAP, de Leonel Arcângelo Pavan), para nomear uma via, no município que administrava. E jura que LAP é só abreviação de Linha de Acesso às Praias.

INFERNO ESTIVAL
Embora ao longo dos anos tenham sido feitos grandes melhoramentos em Balneário Camboriú, essa “festinha caipira” deixou claro que existe, no município, uma gigantesca falta de respeito e uma enorme falta de planejamento. Poluição sonora, engarrafamentos desnecessários e constrangimentos de todo tipo, num evento que teve total aprovação do candidato. Tanto que até lhe serviu de palanque.

Mas ficou claro que se tratou da festa errada no lugar errado. Sem falar nos maltratos aos animais, mas isso é outra história, que as ONGs tratarão de levantar, quando começarem a descer o pau nos catarinenses por causa da farra do boi, como fazem todos os anos na quaresma.

A TV “EDUCATIVA”
E por falar na TV do Pavan, há pouco tempo o pessoal do jornalismo da TV Litoral Panorama (que os amigos de Balneário tentam me convencer – sem sucesso – que se trata de tv educativa) foi dispensado sem mais nem menos. A diretora, que por coincidência é filha do Pavan, não explicou as razões da poda nem àqueles que foram dispensados.

Na ausência de informação, os boatos abundam. E como o Pavan tem inimigos de todos os tipos, surge todo tipo de história, que nem é bom ficar passando adiante.

O PAÍS DO CAREQUINHA

Se este fosse um País decente, o palhaço Carequinha, aos 90 anos, não teria mais que trabalhar. E, precisando de atendimento médico, não teria que ficar procurando vagas em hospitais com poucos recursos.

George Savalla Gomes, o mais famoso palhaço do Brasil, que animou a infância de várias gerações, ainda trabalha normalmente, após 84 anos de carreira. Ao ser internado no final de semana para corrigir um problema na uretra, teve que cancelar 26 apresentações (longe dos circos, ele anima festas infantis) que estavam agendadas.

“ESQUEMA”
O deputado Edmar Moreira (PFL-MG) disse ontem na Comissão de Ética da Câmara, que tem “esquema” no gesto de doar o dinheiro da convocação extraordinária para uma instituição de caridade: “O deputado faz a doação pelo recibo de R$ 15 mil, mas só entrega R$ 2 mil para a instituição. Nós já vimos esse filme antes”.

Ao acusar genericamente, sem dar nomes, ele estava apenas justificando sua posição: embolsar a grana extra sem remorso.

CURSINHO WALITA DE FOTOGRAFIA DO TIO CESAR

FORA DE FOCO
“Em foco” é quando a imagem aparece bem definida, nítida. “Fora de foco” é o contrário

Ao fotografar suas férias, tome cuidado para não deixar o assunto principal da fotografia ficar borrado e indefinido. Quando isso acontece, a gente diz que a foto está “fora de foco”. Vejam os exemplos desfocados acima, gentilmente cedidos pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, onde aparecem, juntos, o atual governador LHS e o futuro governador, Desembargador Mussi, que assume depois de amanhã. Numa, o foco está no Nereu Ramos (a estátua, lá atrás) noutra, no brasão do estado (na parede). Pode ser que tenha sido só um acidente (algum defeito no “chip” do foco automático?). Ou pode ser alguma estratégia de marketing que a gente ignora. Em todo caso, este é um problema que você deve evitar, pra guardar boas recordações das praias catarinenses.

[Pra ver ainda melhor o desfocamento dos governadores, é só clicar na foto que abre-se uma ampliação]

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