quinta-feira, 9 de novembro de 2006

QUINTA

[Vocês já sabem, né? É só clicar na foto que se abre uma ampliação]

CHEQUE MATE. JÁ?
O governador eleito fez os primeiros movimentos do seu jogo de xadrez preferido: o grande jogo da acomodação dos aliados e correligionários. Há alguns dias, falei sobre o problema que Luiz Henrique enfrentaria em Florianópolis, mais especificamente com seus aliados, os irmãos Berger, Dário, prefeito da capital e Djalma, deputado federal eleito. Eles têm planos ambiciosos para seu futuro político e se preparam para chegar a 2010 como uma força capaz de disputar o governo.

Pois Luiz Henrique tratou de dar um jeito nisso logo de cara. O colunista Cláudio Prisco, de A Notícia, pensa da mesma forma e escreveu isso na coluna dele de ontem: a indicação de Mauro Mariani para a secretaria de infra-estrutura joga um balde de água fria nas pretensões dos irmãos Berger. E representa uma intervenção clara no processo eleitoral de 2008 na capital.

Eles estavam pleiteando justamente essa secretaria, que é uma posição estratégica, até pelo relacionamento com as empreiteiras e com os municípios onde as obras serão realizadas.

POIS É, E O PAVAN?
A decisão de LHS, de tirar a Infra-estrutura da disputa já nos primeiros dias do jogo, foi tomada em sigilo e o anúnciou surpreendeu muita gente. Eu mesmo fiquei meio cabreiro. Afinal, falara na tarde anterior com gente muito próxima a Luiz Henrique e ninguém tinha sequer sugerido essa possibilidade. Mas ontem fiquei sabendo que o vice-governador eleito, Leonel Pavan, também só soube da indicação depois que ela foi anunciada. Aí fiquei um pouco mais aliviado. Afinal, não estava sozinho na ignorância.

Se bem que, cá entre nós, depois do Luiz Henrique ter retirado da vice governança as atribuições administrativas, que irão, com Eduardo Moreira, para a Celesc, não é de se admirar que o Pavan esteja entre aqueles que não sabiam com antecedência, desse movimento fundamental do mestre enxadrista Luiz Henrique.

O vice-governador eleito anda muito quieto (pelo menos em público). Sinal que LHS e ele, durante algum longo trajeto, na campanha, podem ter se acertado.

CRIME NA BOCAINA
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) acolheu denúncia do Ministério Público Eleitoral sobre uma estranha história envolvendo compra de votos em Bocaina do Sul, simpático município serrano que antigamente se chamava Rio Bonito.

O que torna a história especial não é a compra de votos em si. É que o candidato a prefeito, que supostamente teria dado R$ 1.400,00 a um cabo eleitoral para comprar votos (em 2004), depois da eleição, já como prefeito, chamou um cabo da PM e um outro capanga e foram pra cima do cabo eleitoral pedir o dinheiro de volta. Decerto a votação do prefeito, naquelas urnas, foi baixa.

O cara não tinha mais o dinheiro, mas, em todo caso, conseguiram arrancar dele uma moto e seis ovelhas. O barulho causado para recuperar o dinheiro foi tamanho, que acabou chamando a atenção do Ministério Público. Teria sido muito mais barato deixar o dinheiro pra lá.

DESLEIXO
Santa Catarina tem inúmeros municípios que fariam bonito em qualquer país do mundo. Uns são bonitos pela própria natureza, outros são legais por causa da ação de seus habitantes, outros reunem o melhor de vários mundos. Mas todos precisam ter planos diretores para evitar que interesses de momento e especulativos degradem irremediavelmente suas belezas. Só que a maioria está injustificavelmente atrasada: não tem Plano Diretor.

6 comentários:

O MULTIFÁRIO disse...

PROMISCUIDADE ENTRE PODERES
A convocação de deputado para exercer cargo no Poder Executivo não deixa de ser fraude à vontade do eleitor, que elege o deputado para a função combativa de deputado e não para a submissa serviência de cargo de confiança demissível ad nutum da vontade do chefe do executivo

Thiago Duwe disse...

além ser uma ótima fonte de informação, dou muita risada com essa molecagens sobre as fotos...heheheheh

parabéns pela descontração!!

Thiago Duwe
Estudante

Anônimo disse...

Bomba!!! Bomba!!!

Deu agora na CBN. O Vereador Juarez Silveira, Diretor fantasma da Codesc, foi preso em Palhoca com caixas de uisque e champanhe no carro vindo de Rivera sem notas fiscais. Crime de contrabando. Essa eh a cara da nossa Camara Municipal. Cadeia nele e nos demais...

Anônimo disse...

Cesar,

O Edil que esta internado na SOS Cardio, estava com a bagatela de 158 garrafas de bebidas contrabandeadas.

O Governador deve demiti-lo ainda hj da Codesc.

Juarez Silveira, como disse o Diario Catarinense tempos atras, ja eh processado pela Receita Federal por burlar o Imposto de Renda, tendo movimentacao bancaria e patrimonio incompativeis com sua renda.

O Vereador esta sendo chamado de papel higienico: "Ta no rolo ou esta na m***."

Anônimo disse...

"cheque mate", assim mesmo, com "ch"???? Jura??

Cesar Valente disse...

Claro que é xeque mate. Cheque foi mais um daqueles erros habituais. Ou então ato-falho. Mas eu juro que não queria insinuar nada.