quarta-feira, 27 de setembro de 2006

QUARTA

[Nota do editor: como talvez alguns tenham notado, esta coluna foi postada aqui com enorme atraso. Peço desculpas e como não tenho churrasqueiro para culpar sou obrigado a assumir que me atrapalhei e como estou em viagem acabei não conseguindo manter a periodicidade desejada.]

PRAZOS
Lula foi notificado segunda-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ele e os demais indiciados (Berzoini, Márcio Thomaz Bastos, Fróide e a dupla sertaneja Gedimar e Valdebran) têm cinco dias para apresentar sua defesa, que contam desde ontem. O que expira sábado. Daí são outros cinco dias para ouvir testemunhas e mais dois dias para as alegações das partes... pronto, passou a eleição.

Aí um juiz terá 48 dias para elaborar seu relatório. Pronto, passou a apuração. Se Lula for condenado, poderá ter sua candidatura cassada e tornar-se ilenegível por três anos.

Isto significa que, se tiver sido eleito, perderá o mandato. Não é pequena a crise que se aproxima. Não será pouca a pressão sobre o TSE, não serão fáceis os próximos meses...

Mesmo se Lula for absolvido junto com seu Ministro da Justiça, terá sofrido um desgaste que nenhum candidato vitorioso gostaria de enfrentar logo após a eleição. E tudo por culpa de, como diz o próprio Lula, “um bando de aloprados”.

TEFLON
Fritsch e o PP tentam fazer colar em LHS a dinheirama que a PF encontrou nas casas do Hey Neto. Dizem, com maior ou menor clareza, que era dinheiro de campanha, do caixa dois da campanha. Escrevo esta nota antes do debate final dos candidatos a governador e não sei se o assunto foi levantado, mas em todo caso, acho que LHS aplicou a mesma camada de teflon que Lula. Não gruda nada.

Mostrando que o assunto se nacionaliza, o jornalista Ricardo Noblat fez ontem uma provocação ao presidente do PFL: “Pois então, sejamos justos: se Bornhausen reclama da lentidão da Polícia Federal em descobrir a origem do R$ 1,7 milhão usados pelo PT para tentar comprar o dossiê contra José Serra, deveria fazer o mesmo no caso de gente ligada à campanha do PMDB-PFL-PSDB no Estado dele”.

O povo do DIARINHO aproveitou pra matar o serviço e tomar um vinhozinho

Da esquerda para a direita o presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, Claudir Maciel, a bonitona pink Cristina Barrichelo, o colunista e o presidente da Câmara de Vereadores de Itajaí, João Vequi.

O colunista explica, para o Secretário de Comunicação de Itajaí, Felipe Damo e uma assessora, que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

COLUNISTA EXIBIDO
Os antigos sábios já diziam: “elogio em boca própria é vitupério”. Imagino que “vitupério” seja uma coisa ruim. Portanto, não é legal ficar se auto-elogiando. Mas, enquanto uns e outros vivem sendo surpreendidos pelas molecagens dos amigos aloprados, eu vivo sendo surpreendido pelas gentilezas dos amigos de excelente qualidade que este jornal tem me permitido conseguir.

Ontem à noite tive, pela primeira vez desde que comecei a escrever no DIARINHO, oportunidade de participar de um evento em Itajaí, para o qual foram convidados leitores e itajaienses ilustres. Pude sentir, pessoalmente, o carinho que a cidade dedica ao seu jornal e, por extensão àqueles que aqui trabalham.

Deixo-os com o registro fotográfico da noite, assumindo, com licença do Valter Van e do Túlio Cordeiro, ares de coluna social. Ah, aproveito para deixar aqui os agradecimentos que fiz lá, à Prefeitura, que cedeu um belo espaço (sem se importar com as coisas que tenho dito sobre o partido do Prefeito), ao pessoal do DIARINHO e principalmente aos leitores e leitoras, que fazem deste o melhor jornal do sul do mundo.

2 comentários:

Ilton disse...

Eu detesto duplas caipiras esganiçadas e comercialescas. Mas comparar Gedimar e Valdebran - pelos nomes - com alguma delas é ofensivo (às duplas). Eu os comparei - também pelos nomes - a Rosencrantz e Guindelstern, personagens de Hamlet, de Shakespeare. Muito mais chique. Depois, o bardo está morto e não pode reclamar. Forte abraço.

Cesar disse...

É verdade, Ilton. Seria melhor compará-los às duplas clássicas de trapalhões, como Gordo e Magro, Três Patetas (êpa), Irmãos Marx (ôpa), Oscarito e Grande Otelo, etc. Eles não produziram música, apenas alguns movimentos de comédia pastelão.