terça-feira, 18 de julho de 2006

TERÇA

NERVOS DE AÇO
Anteontem a Heloísa Helena deu o beijo da foto acima no Pedro Simon em Porto Alegre. Compreendi o gesto da senadora, afinal eu também acho o Pedro Simon um dos poucos políticos brasileiros que merece um abraço, um beijo, um aperto de mão. Mas é claro que fiquei com ciúmes. Ontem, quando a candidata da Frente de Esquerda à presidência esteve em Florianópolis, tentou me acalmar carregando uma faixa enorme onde se lia “cesar valente é o cara” (foto abaixo).Fiquei à distância. Senti que a senadora me procurava no meio da multidão, mas não estava preparado para uma reaproximação. Não depois dessa cena com o Simon. Tinha que ser forte, mostrar que também tenho o coração, além do cesar, valente.

A caminhada da Catedral até o terminal de ônibus foi feita a uma velocidade impressionante. Parecia que a senadora estava atrasada para pegar o Ponta das Canas. Miúda, no meio daquela homarada, mulherada, cinema, mil jornais, fotógrafos, confusão, ela desapareceu. O povo queria ver a candidata, mas estava difícil.

“ME LEVA PRA JOAQUINA”
Mais sorte tiveram os surfistas da Praia da Joaquina. A caminho do aeroporto a senadora fez questão de conhecer a famosa praia que tem nome de mulher. Foi lá molhar os pezinhos e, cercada pelos surfistas, aproveitou para fazer campanha. Não chegou a pegar uma onda, porque está acostumada a águas mais quentes, mas falou sobre suas idéias sobre como combater o narcotráfico, criar opções para que a juventude não seja recutada pelo crime e disse que não terá pena da bandidagem. Ela não perde tempo.

CONSELHOS TUTELARES
A foto acima mostra o momento em que a Assembléia Legislativa, representada pela deputada Odete de Jesus, entregava ao presidente da Associação dos Conselhos Tutelares, Paulo Vendelino Kons, uma placa de reconhecimento pelos dez anos de funcionamento da entidade.

E é claro que a foto não está aí por causa da bem cuidada franja da deputada, nem pelo deputado Paulo Eccel ou pela secretária Rose Berger, que estão lá em cima, mas sim pelos Conselhos Tutelares, que cuidam das crianças e dos adolescentes que a nossa sociedade perversa e hipócrita abandona, maltrata e quer empurrar para debaixo do tapete.

E também para homenagear o Paulo, que além de dirigir essa entidade que reúne abnegados, é leitor da coluna, o que muito me honra.

SENADORES EM APUROS
Raimundo Colombo e Luci Choinacki não são propriamente novatos na política catarinense. Luci já foi até candidata a senadora e por pouco não se elege.

Mas ao que parece a população catarinense não sabe que eles são candidatos ao senado. Para que 85% dos entrevistados pelo Ibope digam que não sabem em quem votar para senador, é preciso que alguma coisa esteja muito errada, na campanha ou na pesquisa.

Para evitar de mexer em vespeiro, prefiro acreditar que a campanha está mesmo muito no começo e que mal e mal o eleitor começa a saber quem são os candidatos ao governo e ainda não deu tempo para conhecer os candidatos ao senado. Deputados, então, ainda levam mais um mês para começarem a ser mencionados nas rodinhas de conversas de amigos e familiares, que é onde o voto se decide de fato.

Na reunião do G-8, em São Petersburgo, na Rússia, Lula teve uma conversa com seu grande amigo George Bush, a quem, entre sorrisos e gracinhas, pediu apoio para o programa de energia renovável. Bush não deu a menor bola para a proposta.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

SEGUNDA

Começou a temporada de pesquisas eleitorais feitas depois da definição das coligações e das candidaturas. Eu recomendaria algum cuidado antes de comemorar ou se desesperar: é preciso esperar algumas pesquisas para se poder ter uma idéia da tendência do eleitorado, principalmente com o início do horário gratuito eleitoral.

Em todo caso parece claro que temos, neste início de campanha, uma polarização parecida à da última eleição para governador, entre o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (o que continua de bigode) e o ex-governador Esperidião Amin (que tirou o bigode). E sem “já ganhou”, porque pelo jeito teremos dois turnos (o Fritsch, do PT, poderá, tal como em 2002, fazer diferença).

Vai ser uma eleição histórica, pela sua característica especial de revanche, com os mesmos competidores principais.

VAI COM CALMA
A pesquisa Ibope/RBS tem alguns dados interessantes, mas não pode ser tomada como indicador absoluto por vários motivos. Primeiro porque uma pesquisa, qualquer pesquisa, é sempre relativa e não subsitutui a eleição propriamente dita. Segundo porque esta, em especial, foi feita com uma amostra relativamente pequena (1.008 entrevistas em 50 municípios). Isto não sinifica automaticamente que numa amostra maior e com um número maior de entrevistas o resultado seja diferente. Mas em todo caso, enquanto não tivermos uma série de pesquisas para poder identificar uma tendência, é bom ficar calmo.

Naturalmente, os dois primeiros colocados, LHS e Amin, gostaram do resultado. Luiz Henrique, especialmente, gostou de ter saído na frente, com vantagem pequena, “uma distância menor mantém a militância alerta e dá responsabilidade ao pessoal”. Ele lembra que em 2002 o Esperidião Amin saiu na frente, com larga margem e aí a militância relaxou, ficou de salto alto e perdeu a eleição.

GUERRA CIVIL
Décadas de discursos sobre Segurança Pública sem as correspondentes ações estão escorrendo pelo ralo, lavadas pelo sangue derramado por terroristas que sabem extamente o tipo de “autoridades” que temos nos principais cargos ligados à Segurança.

Má preparação, baixa escolaridade, visão de curto prazo e sobretudo ausência de lideranças profissionais competentes tornam os oficiais das polícias militares e os delegados das polícias civis vítimas fáceis do terror.

Os governos, conduzidos por políticos fisiológicos com DNA de avestruzes, oferecem pouca ou nenhuma alternativa de combate e enfrentamento.

Sem dinheiro, sem coragem e sem inteligência (e, portanto, sem criatividade), as “forças da lei” estão esmagadas sob duas pressões antagônicas: de um lado o Estado, que precisa apresentar resultados urgentes sem ter se preparado para isso e do outro os terroristas, que conhecem as fragilidades e sabem que o que está em jogo é bem mais que o controle de uma penitenciária.

UM NOME A MENOS
Aquela lista de agentes públicos que têm problemas com o Tribunal de Contas, encaminhada ao TRE para definir a inelegibilidade, tem um nome a menos: o TCE limpou a ficha de Aristorides Vieira Stadler, ex-presidente da Casan.

SECRETARIA ÀS TRAÇAS
A Secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda só é importante na campanha política. Todo mundo promete desenvolvimento, trabalho e renda. Na prática, tem sido a Secretaria mais abandonada e jogada às traças do governo LHS. Entregue ao PDT teve secretários de baixíssimo nível, como os deputados Godinho e Cezar Cim, que demonstraram à saciedade como não devem agir os agentes políticos.

Depois, a Secretaria ficou à deriva, entregue ao Içuriti, interino bem intencionado, mas com outras prioridades. Os comissionados fantasmas e os terceirizados fantasmas da época do PDT continuam mamando nas tetas que LHS estendeu-lhes. A farra dos carros alugados (o MEB 7639 está trabalhando na campanha do Cezar Cim e o MEB 7609 virou carro particular do diretor geral) continua a mil. Um escândalo que revela o que a política tem de pior.

sábado, 15 de julho de 2006

SÁBADO E DOMINGO

DIARINHO ENTRA NA CAMPANHA ELEITORAL
Este jornal se preocupa com o eleitor indignado, que agora começa a ser bombardeado por folhetos, adesivos e santinhos, fora os carros de som e os comícios.

Por isso preparamos uma campanha publicitária de contra-ofensiva, de utilidade pública e beneficente. Todas estas sugestões de cartazetes, adesivos e diabinho (esta folhinha aqui ao lado pra entregar a quem lhe der um santinho) podem ser reproduzidas livremente desde que mantenham a linha que faz referência ao DIARINHO e não alterem seu conteúdo.

Ao contrário do que possa parecer, esta não é uma campanha contra os políticos ou contra as eleições: é justamente uma campanha em defesa do voto consciente e dos bons políticos (que devem existir, embora sejam escassos). Somos contra a vulgarização do voto, a corrupção, o caixa 2 e a impunidade.

Então, não deixem de ter sempre no bolso vários diabinhos, para entregar cada vez que alguém lhe entregar um santinho. Aposto que em pouco tempo nenhum candidato vai querer conversa com vocês.

Ah, a campanha não é colorida porque a gente não aceita dinheiro não contabilizado de fonte suspeita.

(Se clicar nos cartazetes abre-se uma ampliação)

sexta-feira, 14 de julho de 2006

SEXTA

EFEITOS ESPECIAIS
Li em algum lugar alguém reclamando que a foto do LHS nos cartazes de propaganda tinha sido alterada no computador ou então estavam usando uma foto muuuito antiga.

Pois ontem, no próprio site da campanha do LHS, o pessoal tratou de esclarecer o caso. Colocaram uma foto (essa aí, acima), onde aparecem os dois LHS, um na frente do outro. E a gente pode ver que não são assim tão diferentes.

Foram feitos pequenos retoques (vejam que daria para eliminar, por exemplo, todas as rugas ao redor dos olhos, mas elas só foram suavizadas) cosméticos que em nada comprometem o candidato. E se este jornal fosse a cores (uêba, o blog é a cores!), vocês veriam que no cartaz o governador está mais rosado do que “pessoalmente” e que seus dentes estão mais brancos. E essa recauchutada básica, cá entre nós, todos fazem.

ESSA HELOÍSA...
Bem que o deputado Afrânio Boppré andou me procurando, ligando várias vezes por dia. Mas como ultimamente só atendo telefones de candidados a governador ou a presidente, nem retornei. Só ontem fiquei sabendo que ele precisava falar comigo para passar um recado da senadora Heloísa Helena, candidata do P-Sol a presidente.

Ela, só para me agradar (decerto porque é leitora da coluna e sonha um dia aparecer numa das molecagens fotográficas) usou meu sobrenome no seu slogan de campanha: “Coração Valente: Heloísa Helena para Presidente”. E as iniciais são as mesmas de Cesar Valente: “CV”.

Muito gentil da parte dela, mas infelizmente devo dizer de público que não vou tomar parte na campanha e embora honrado com a homenagem, devo manter-me equidistante dos competidores, para poder servir melhor aos leitores e leitoras.

Na segunda-feira ela vem a Florianópolis, para uma caminhada no centro da cidade, pra dar uma força pro Fachini (candidato a governador), pro Salgado (candidato a senador) e pros demais candidatos da Frente de Esquerda. Acho que vou até lá agradecer a lembrança e, quem sabe, dar-lhe um beijo de boa sorte, coisa que não farei com nenhum outro candidato, porque não sou argentino, pra sair por aí beijando homem.

ESSAS PESQUISAS...
Hoje a Rede Bandeirantes e a revista Carta Capital divulgam a pesquisa de intenções de voto realizada pelo Instituto Vox Populi. Ontem à noite os tucanos já cantavam e dançavam em torno da fogueira.

Segundo o vazamento dos dados da pesquisa publicado no blog do Noblat, se a eleição fosse hoje haveria segundo turno. Lula caiu três pontos (45% para 42%), Alckmin subiu um (31% para 32%) e a Heloísa Helena subiu três (está com 7%). Os demais somam 3%.

Na simulação do segundo turno Lula tem 45% e Alckmin 40%.

Numa outra pesquisa, publicada na edição de hoje do Diário do Grande ABC, Alckmin bate Lula em seis das sete cidades da região do Grande ABC, em São Paulo, inclusive em São Bernardo do Campo.

ESSE TEMPO DE TV...
O TSE divulgou ontem a divisão do tempo da propaganda eleitoral no rádio e na TV (que começa dia 15 de agosto). Alckmin terá o maior tempo: 10 minutos e 22 segundos; Lula: 7 minutos e 21 segundos; Cristovam Buarque: 2 minutos e 23 segundos; Heloísa Helena: 1 minutos e 11 segundos (mal vai dar tempo de dizer “meu nome é Heloísa Helena!”).

Os candidatos a presidente aparecerão às terças, quintas e sábados em dois blocos diários de 25 minutos: às 13h e às 20h30min.

Além do programa maior, os presidenciáveis vão dispor de 540 inserções curtas no rádio e na TV durante 45 dias. Serão 12 inserções diárias de 30 segundos cada. Neste rateio Alckmin ficou com 2 minutos e 29 segundos por dia; Lula, 1 minuto e 45 segundos; Cristovam, 34 segundos; e Heloisa, 17 segundos (chii, aí só vai dar mesmo pra dizer “meu nome é Heloísa!”).

Vamos ver o que os marqueteiros prepararam para esta temporada.

DÁRIO EM CAMPANHA
Já falei aqui dia desses que o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, estava em campanha no oeste. Pois agora foi para o sul. O pretexto é acompanhar o irmão, que é candidato a deputado federal. Mas o objetivo nada oculto é estadualizar o nome e iniciar, desde já, a campanha para governador em 2010.

O senador Pavan e o Dr. Moreira, que também estão em campanha para o mesmo cargo, já devem ter percebido a movimentação dos irmãos Berger.

JORNAIS “POPULARES”
Agora virou mania as empresas caretas de comunicação lançarem jornais “populares”. O Globo do Rio tem o Extra, a Folha de SP tem o Agora, a Zero Hora de Porto Alegre tem o Diário Gaúcho, a rede dos Petrelli tem o Notícias do Dia em Florianópolis e o Diário Catarinense prepara o lançamento, para agosto, de outro jornal em Florianópolis, cujo nome será Folha Catarinense ou coisa parecida.

Como os jornais ditos “sérios” perdem leitores todos os dias (são mesmo muito chatos e alguns bem mal feitos), a turma do marketing descolou um “nicho de mercado” que poderia render uns trocados a mais. E assim eles lançam jornais “populares” às carradas.

Nenhum chega aos pés do DIARINHO no essencial: compromisso verdadeiro com o leitor, mesmo o mais humilde, distanciamento dos poderosos, linguagem solta, irreverente e bem humorada. Isso porque o DIARINHO não é um jornal inventado pra parecer popular, ele é popular sem aspas.

Ontem o Carlos Damião, jornalista de Florianópolis, informou no seu blog que os Petrelli (Notícias do Dia) e os Thomazi (A Notícia) têm se reunido para criar uma rede de jornais “populares” em Joinville, Blumenau e Florianópolis.

Achei muito estranho: Thomazi e Petrelli não se acertaram no canal de televisão de Joinville, que era um negócio mais interessante para A Notícia, por que iriam se acertar nessa verdadeira aventura mercadológica?

quinta-feira, 13 de julho de 2006

QUINTA

JOGO DO “RESPONDA RÁPIDO!”
Olhe atentamente para as duas fotos abaixo e depois responda rápido à questão que eu levanto logo ali, no pé das fotos. Ânimo, coragem, ninguém ganha coisa nenhuma se acertar, mas pelo menos a gente se diverte.

Se um governador está na Alemanha e outro em Brasília, quem ficou cuidando do lojinha?
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O CALO DE CADA UM
Existem alguns assuntos que sempre que a imprensa menciona parece que pisa no calo de alguém. São histórias cabeludas ou nem tanto, que estão começando a ficar cercadas de lendas, de mistérios e até de superstições. E tem jornalista que tem até medo de tocar nesses assuntos, de tanto que já se incomodou. A lista é extensa e cresce de tempos em tempos. Estes são alguns temas cabeludos, que metem medo, dentre os que me lembro:
CASO NORTON – Agora no dia 15 de julho, sábado, o assassinato do colunista social Norton Batista da Silva completa 17 anos sem uma solução. Norton foi “morto com seis tiros exatamente no momento em que Maguila nocauteava Evander Hollyfield”, como relatam, aqui e ali, os jornais. O Ministério Público denunciou seis homens como envolvidos no crime. Mas foram absolvidos por falta de provas.

JOGO DO BICHO – Quando as eleições se aproximam, as ligações de políticos com o jogo do bicho começam a circular com mais intensidade, mas em voz baixa. Um prefeito da grande Florianópolis é citado em todas as conversas, pelo entusiasmo com que atua e defende a “categoria”, vereadores e parentes de vereadores também têm padrinhos ou envolvimento direto. Praticamente todas as lotéricas da Caixa têm, numa portinha anexa, uma banca do bicho. Há quem diga que obedecem orientação de funcionários da Caixa e que se trata de uma “venda casada”. A Associação dos Banqueiros do Bicho da Grande Florianópolis realiza assembléias e publica folhetos com as resoluções. Trata-se de uma contravenção cujo dinheiro circula com desenvoltura em outras áreas igualmente à margem da lei, mas ninguém mexe com isso.

PROPAGANDA/GOVERNO – O esquema de financiamento ilegal de campanhas da base do governo federal passava, comprovaram as CPIs, por agências de publicidade e propaganda. Esse relacionamento promíscuo não é novo e não é exclusivo do governo federal. Nos estados ocorre coisa semelhante: as agências de propaganda têm participação central nos esquemas de distribuição e administração de verbas paralelas. Mas não interessa aos veículos investigar, as provas são difíceis de obter e mesmo os políticos da oposição não metem a mão no vespeiro porque já foram governo e esperam voltar a ser. E sem essa válvula de escape fica difícil administrar dentro dos rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal.

TERCEIRIZADAS – a contratação, pelo governo, de empresas terceirizadas para segurança, limpeza e outras funções transformou-se numa complexa rede de favores. A empresa que ganha a licitação para trabalhar em determinado órgão emprega quem a autoridade daquele órgão recomendar. Com isso, o secretário ou diretor pode contratar seus cabos eleitorais, amigos, parentes, ampliando sua força política para as eleições seguintes. E as empresas, com esses contratos, crescem estratosfericamente e, em cada estado, uma empresa ou um pequeno grupo de aliadas domina o “mercado”. Todas sempre estreitamente ligadas a políticos e ao financiamento eleitoral.

CALAMIDADE
O governo federal reconheceu oficialmente o estado de emergência em 194 municípios catarinenses (66% do estado) por causa da seca. Das 30 Secretarias do Desenvolvimento Regional 20 estão em situação de emergência. Em alguns municípios já falta água para consumo humano e a agricultura e a pecuária acumulam prejuízos.

Com esse reconhecimento pode ser que comece a pingar algum dinheirinho pra ajudar a aliviar a crise. Só que a população tem que ficar de olho: é bem nessas situações de emergência que os mais espertos acham sempre um jeito de embolsar algum.

EFICIÊNCIA
Na entrevista coletiva da terça-feira, onde o PP anunciou que entrou com representação contra o contrato suspeito entre o governo e a produtora DPM a melhor, mais sofisticada e provavelmente mais cara câmera de TV que registrava o evento era da... DPM.

Não é o máximo? A produtora mandou um cinegrafista e três advogados à coletiva que, teoricamente, deveria ser só para a imprensa, só pra saber o que o PP iria dizer deles em primeira mão.

Mas eles são mesmo muito eficientes. Não tem um lugar onde o governador LHS esteve, no país ou no exterior, onde não tivesse um cinegrafista da DPM. Devem ter alguns milhares de horas de gravação do LHS.

UMA DENTRO
Pra que ninguém diga que eu tenho implicância com o alcaide sorridente, o figurinha difícil Dário Berger, deixa eu elogiar um negócio que a prefeitura está fazendo e que é da maior importância: eles vão começar a atuar no controle das ocupações irregulares.

E, o que é fundamental: antes que elas se consolidem. As prefeituras são, em geral, muito relaxadas quanto a isso. A gente vê um barraco surgir, dali a semanas outro e em poucos meses tem uma favelinha, sem que ninguém tivesse ido lá dizer pro pessoal que não podiam se instalar ali. Depois de ter moradores tudo fica mais complicado.

Se eles cumprirem o que estão anunciando, terá equipes que assim que o sujeito colocar a primeira parede chegarão junto pra impedir que a “obra” continue. Tomara que funcione, porque a Ilha é frágil e merece mesmo toda a atenção da Prefeitura.

SENADOR SEM VOTO
O site Congresso em Foco fez as contas: 11 dos atuais 81 senadores eram suplentes. E suplente de senador, vocês sabem, não tem votos (só o titular concorre nas eleições), mas se assumir ganha todos os direitos e benefícios dos titulares, até o final do mandato. Os substitutos dos deputados são definidos pela ordem de votação, mas no senado não tem estresse, o suplente vem a reboque. É o melhor emprego do mundo.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

QUARTA


PROLEGÔMENOS
O PP, com sua chapa majoritária à frente, chamou ontem a imprensa para fazer duas denúncias que, segundo eles, eram muito importantes.

A primeira, apresentada pelo candidato a vice-governador, Hugo Biehl, não era novidade, tinha saído na coluna do Prisco (e quando a coletiva terminou o governo já distribuía sua resposta).

O que chamou a atenção foi a demora do Hugo pra chegar no que era realmente importante, naquilo que, em jargão jornalístico se chama de “lide”. Decerto os coleguinhas pensaram (mas não falaram) que o Hugo Biehl pertencia ao MSL (Movimento dos Sem Lide), onde está em companhia ilustre: tem muita gente boa que não sabe ir direto ao ponto, que não consegue, já nas primeiras frases, dizer algo de impacto.

Abre parênteses: como aqui tem mais espaço que no jornal, coloco uma definição simples de lide, retirada da Wikipédia:
"O elemento estrutural mais importante de uma matéria é o seu lide ou lead (ou, até lede, uma grafia usada em inglês para evitar confusão com leading, um conceito usado em tipografia). O lide é a primeira frase — ou, em casos especiais, as duas primeiras frases. O princípio de antecipar a informação se aplica especialmente ao lide, mas a ilegibilidade de frases longas contrai o tamanho do lide. Por isso, redigir um lide é, tecnicamente, um problema de otimização, no qual o objetivo é articular o dado mais inovador ou relevante em uma única frase, de acordo com o material da apuração.

É comum afirmar que a imensa maioria dos leitores lê apenas o lide de cada matéria."
OLHANDO SOB O TAPETE
A outra denúncia deixou os coleguinhas da imprensa mais animados: o presidente do PP estadual, Joares Ponticelli (que sabe encontrar o lide), informou que o partido deu entrada a uma representação, no Tribunal de Contas e no Ministério Público, denunciando novas irregularidades naquela campanha publicitária do governo, a Santa Catarina em Ação, que foi feita pela produtora joinvilense DPM.

Essa foi uma campanha que já deu bastante pano pra manga. Vocês lembram, a justiça tirou-a do ar, daí o governo suspendeu toda a publicidade e, com a seca, os veículos começaram a chiar. Depois voltou com outra cara e deu rolo de novo.

Pois bem, a campanha publicitária, com 102 peças, teve um custo total de R$ 20 milhões. E a parte da DPM nesse latifúndio foi de “apenas” R$ 4 milhões. As suspeitas de irregularidades vão desde 65 orçamentos feitos sempre com as mesmas três empresas e com a DPM sempre ganhando, até aumentos inexplicáveis dos custos: em quatro meses o custo de produção subiu quase 80%. Na representação, o PP lembra que nos três primeiros anos, segundo o Tribunal de Contas, o governo LHS gastou mais de R$ 150 milhões em publicidade.

Foi meio fraco, mas pra começo de campanha, como uma espécie de aquecimento, já tá bom. Ah, e os reflexos que o candidato a senador, o Basso, fez nos cabelos, deram um toque especial e sofisticado ao evento.

[Como sempre, neste blog, para abrir
uma ampliação das fotos é só clicar sobre elas]


ASSEMBLÉIA SEM FÉRIAS?
Os deputados só vão votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias no começo de agosto. Como o recesso de julho só pode começar depois da votação da LDO, isso sgnifica que a Assembléia funcionará normalmente, sem férias.

Ah, como é ano eleitoral, tem um calendário especial, só três sessões ordinárias (duas hoje e uma amanhã), poucas extraordinárias, audiências públicas e só. Nada que estresse demais suas excelências, que precisam ir à luta, porque estão tentando se reeleger.

GUGU ESCAPOU!
Gugu Liberato está livre, leve e solto. Lembra daquela entrevista criminosa, com falsos membros do PCC, que ameaçaram os inimigos do Gugu? Pois é, os crimes cometidos pelo apresentador prescreveram mês passado e a ação judicial foi suspensa.

terça-feira, 11 de julho de 2006

TERÇA

Até quando é feia, Florianópolis é bonita. Taí a Beira-Mar Norte, uma avenida que engoliu a praia, margeada por um horrendo paredão de prédios, que bloqueia a paisagem e a aragem das ruas próximas. Mas, numa tarde ensolarada e enevoada de inverno até que fica bem charmosa.

TRABALHADORES
Deputados e senadores têm sessão conjunta hoje ao meio dia. Não é que de repente deu uma vontade danada no pessoal de trabalhar e votar de uma vez o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2007?

Claro que o fato dos parlamentares só poderem entrar de férias dia 17 se a LDO tiver sido aprovada não tem nada a ver com o esforço sobre-humano que estão fazendo.

LIMBO ETERNO
Ontem conversei com o deputado federal Édison Andrino (PMDB) que está na tal lista de Veja. Claro que ele está chateado e preocupado, porque esse processo a que a revista se refere inferniza a vida dele há 18 anos.

“Está há 18 anos sem uma solução, sem julgamento” e aí, a cada eleição, os adversários tratam de ressuscitar o processo, pra tentar azedar a vida do Andrino, que sempre teve boas votações, apesar disso.

Quando era prefeito, Andrino precisou contratar com uma certa urgência 43 merendeiras e auxiliares de enfermagem, para escolas e postos de saúde. Havia uma dúvida se podia ou não, por causa da época eleitoral, mas como ele achou que era necessário, fez as contratações. E isso gerou o processo.

A coisa já estava quase terminando, com pareceres pelo arquivamento, quando ele foi eleito deputado federal. Aí o processo parou e foi transferido para o Supremo Tribunal Federal, onde começou tudo de novo.

Como não teve julgamento, os adversários não podem dizer que ele é culpado, mas em campanha política isso não faz muita diferença: basta dizer que fulano tem um processo nas costas. E como não teve julgamento, o próprio Andrino não tem como provar sua inocência e sair desse purgatório.

TRABALHO ESCRAVO
No blog do jornalista Ronaldo Brasiliense está a informação que entidades historicamente aliadas a Lula, como a Comissão Pastoral da Terra e a Cáritas, ligadas à Igreja Católica, divulgaram carta aberta reclamando providências contra o trabalho escravo.

Durante o atual governo, mais de 600 proprietários rurais foram flagrados com escravos, mas nenhum está na cadeia, nenhum teve a propriedade confiscada e muitos reincidiram.

De janeiro de 2003 a junho de 2006 foram libertadas 14.566 pessoas que essa gente tratava como animais e explorava da maneira mais vil e atrasada. E ninguém foi punido.

As entidades estimam que no total os trabalhadores escravizados chegem a 40 mil no País.

ALLES BLAU
Tá rolando em Berlim, na Alemanha, um encontro empresarial bilateral e o governo catarinense, com o Dr. Moreira à frente, foi lá pra tentar ajudar os empresários a fechar alguns negócios que tragam investimentos europeus para o estado. Ou pelo menos que representem um aumento no comércio entre os dois países.

O outro motivo da comitiva oficial catarinense estar lá, gastando nossas diárias e nossas passagens, é que no ano que vem querem fazer uma reunião semelhante em Blumenau.
Pelas fotos (acima) parece que alguns ainda não conseguiram se habituar ao fuso horário e continuam tendo sono nas horas erradas.

PAVAN SE LAMENTA
Dentro da estratégia de ocupar a tribuna do Senado pra amplificar as vozes da campanha, o senador Pavan foi ontem pro plenário. Só que parece ter planejado mal o discurso. Primeiro reclamou que o Mercadante (PT) não cumpriu a palavra de ajudar a liberar recursos de emendas parlamentares: “o Mercadante me enganou!” disse ele.

E depois afirmou que estava decepcionado com o ministro do Turismo, que também não cumpriu uma promessa de liberação de recursos.

Eu tinha o Pavan como um cara mais esperto, desses que não confia em qualquer um e, principalmente, que não cai na conversa eleitoral dos petistas. Mas parece que me enganei.

É impressionante o volume que esse desgraçado consegue com essa caixinha de som, anunciando produtos de limpeza genéricos. E fica parado na frente das casas, azucrinando a vida de quem quer trabalhar. Ou só dormir.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

SEGUNDA

É SÓ UM JOGO...
Não sou fã de futebol, não conheço escalações de times de cor, não freqüento estádios, não sou torcedor habitual. Interesso-me esporadicamente por bons jogos, bons debates, boas brigas, boas disputas de muitos esportes.

Mas ontem, no final da tarde, surpreendi-me, alegre e faceiro, fazendo a ilustração acima, que é a demonstração de um revanchismo dos mais vulgares.

Todos achamos o Zidane um espetacular jogador de futebol, mas o monstro que habita o fundo das nossas almas gargalhou da maneira mais sinistra quando Zidane perdeu a cabeça e foi expulso. E soltou rojões e saiu pulando pelos telhados quando o time francês entrou pelo cano do pênalti perdido.

O lado racional do meu cérebro tem absoluta convicção que a Seleção Brasileira de Futebol perdeu o jogo. Não foi a França que ganhou, foi o Brasil que perdeu. E, portanto, não teríamos por que dar techauzinho pro Zidane, que, como já disse, foi um dos poucos que salvou esta Copa do Mundo de ser uma das mais chatas de todos os tempos.

Mas o lado animal do meu cérebro não queria que justamente aquele que foi nosso carrasco saísse da competição carregado nos braços da Deusa Vitória, essa loira inatingível que vive provocando os mortais com seu seio à mostra e suas pernas ágeis.

Foi melhor assim. Embora os italianos papudos também não sejam fáceis de aturar nos próximos quatro anos.

Bom, agora podemos voltar à programação normal?

O OESTE SAI NA FRENTE
Na semana passada a campanha majoritária teve seus principais lances no oeste do estado. Os votos, na região de José Fritsch e Luci Choinacki, (candidatos a governador e senadora, pelo PT), estão sendo muito disputados.

Um debate numa rede de emissoras de rádio regional levou todos os candidatos a Chapecó. E depois, carreatas e reuniões em várias cidades mostram que a coligação “Nós tudo contra todo o resto” pretende abrir uma grande clareira na floresta petista.

LULA TEM PRESSA
Pode parecer estranho, mas o presidente Lula, que demorou pra decidir se seria candidato (só saiu do armário na última hora), já tem todo o material de campanha pronto. O pessoal trabalha rápido mesmo. Quem quiser pode pegar as artes no site do PT e sair fazendo adesivos e camisetas.

Já no site do PSDB não tem nem sinal de material de campanha.

VALÉRIO VAI BEM
Marcos Valério, o operador daquelas estranhas (pra dizer o mínimo) movimentações de dinheiro entre o PT e os partidos da base aliada, finalmente terminou a reforma de sua casinha em Belo Horizonte, MG.

Só o sistema de ar condicionado custou R$ 3 milhões. A casa ocupa metade de um quarteirão e seu custo total é estimado em R$ 10 milhões. Mas como o Marcos Valério é muito discreto, jamais saberemos com exatidão. Ainda mais que, para desmentir os boatos de que gastou todo esse dinheiro ele mandou dizer à imprensa que se alguém oferecer uns R$ 3,5 milhões fica com a casa.

Se vocês achavam que só porque as empresas dele perderam contratos e ficaram sujas na praça ele iria ficar triste, estão muito enganados. Ele está muito contente em poder morar de novo na casa, seu casamento vai bem, deixou o cabelo crescer (pelo menos o que resta de cabelo) e nada indica que aquele baixinho tranqüilo seja um sujeito que está no centro de um dos maiores escândalos da República.

DIVERSIDADE SELETIVA
Pra “Marcha pra Jesus” foram liberados R$ 280 mil de dinheiro público. Pra passeata das bichas, lésbicas e simpatizantes o governo deu a ré e na última hora não repassou os R$ 60 mil prometidos. Estranho, porque o voto dos evangélicos e dos multigêneros vale a mesma coisa. E o eleitor GLSTBFG faz muito mais barulho.

LICITAÇÕES CAPENGAS
O Tribunal de Contas do Estado mandou suspender 36 licitações que iriam comprar comida para alimentar os presos estaduais. Encontrou 14 irregularidades, o que é bastante coisa. Entre elas, a utlização de grana que deveria ser usada só para manutenção e serviços administrativos. O Secretário da (in) Segurança tem 15 dias pra se explicar, corrigir os erros ou anular a compra.

QUE MEDO!
Se eu fosse amigo do Reitor da UFSC, avisaria pra ele tomar muito cuidado antes de dar à “Segurança do Campus” mais poderes e mandá-la “encerrar qualquer festa que esteja sendo realizada sem autorização”. Sem treinamento adequado, esse pessoal pode se achar tipo “polícia especial” e tomar atitudes que depois todos nós iremos lamentar. E em vez de defender o patrimônio da UFSC (é grande o número de roubos no campus) a “Segurança” pode achar que é prioritário infernizar a vida da estudantada e dos professores. Acho bom o pessoal abrir o olho.

DIPLOMA FALSO
O presidente da Câmara de Vereadores da Capital disse, em público, que não vai cumprir a decisão judicial que manda pagar gratificações aos servidores que apresentaram diplomas falsos de curso superior. De fato, olhando assim de longe, parece uma decisão esquisita, mas não pode, um membro do poder legislativo (que faz leis), simplesmente dizer que não cumpre as leis.

Seria mais correto examinar antes o que os advogados da Câmara apresentaram, se não perderam nenhum prazo e ver o que levou o juiz a decidir dessa forma: e aí lutar para modificar a decisão. Tudo dentro da lei.

sábado, 8 de julho de 2006

SÁBADO E DOMINGO

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA COLUNA
Para que tudo fique muito claro e transparente é importante dar a maior divulgação possível, em letrinhas minúsculas e apagadinhas, aos princípios que nortearão esta coluna durante todo o período da campanha política e mesmo depois das apurações e da posse dos eleitos:

1. Esta coluna não tem preferência partidária, nem pessoal. Não gosta nem desgosta de nenhum candidato. E só tem compromisso com sua (da coluna) consciência.

2. Como esta é uma coluna pobre e não pode pagar um fotógrafo para ir atrás dos candidatos para flagrá-los em poses ridículas, nem tem recursos para comprar fotos, só uso aqui as fotos gratuitas que encontro nos sites dos candidatos ou são enviadas pelos fotógrafos que têm pena da coluna.

3. Se você é candidato a governador ou presidente e sonha um dia aparecer nesta coluna como o LHS, o Esperidião, o Alckmin e o Lula têm aparecido, informe onde encontro fotos suas que eu possa utilizar sem pagar royalties. Como disse, não tenho preconceito. Faço piada com qualquer um e pego no pé sem olhar a quem.

4. Por causa do elevado número de candidatos a deputado estadual e federal, não vou abrir espaço para todos. Pra aparecer aqui tem que ter feito alguma coisa muito, muito, muito grave, esquisita ou estranha.

5. As reclamações e casos omissos devem ser encaminhados ao titular da coluna, que reunirá seus dois neurônios para tomar um café e decidir o que fazer.

Florianópolis, 8 e 9 de julho de 2006
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OUTRO GOVERNADOR!
Ontem o Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Pedro Abreu, tomou posse como governador 2. Santa Catarina, nos últimos tempos tem tido só governadores provisórios. O Dr. Moreira ficou em exercício bastante tempo, foi efetivado anteontem e ontem, de saída para a Alemanha, já passou o cargo para outro interino.

O lado bom dessas substituições é a demonstração que as instituições estão funcionando perfeitamente, sem problemas. Os titulares dos cargos podem se afastar sem que isso gere qualquer tipo de crise.

Desde 1982, aqui em Santa Catarina, já tivemos cinco desembargadores ocupando interinamente o governo estadual, sempre em períodos curtos, de no máximo 12 dias. Os presidentes do Tribunal de Justiça só assumem quando o vice governador e o presidente da Assembléia Legislativa não podem assumir.

Bom, então, desde às 11h30minutos de ontem, o nosso governador é o Dr. Pedro Manoel Abreu, desembargador que tem 56 anos e nasceu em Santo Amaro da Imperatriz, município da Grande Florianópolis e presidia o Tribunal de Justiça desde fevereiro deste ano. Deve ficar no governo até a próxima sexta-feira, quando o governador 1 retorna.

O Dr. Moreira, ex-governador em exercício, depois governador por 24 horas e agora governador licenciado, no seu discurso de transmissão de cargo, lamentou que o Brasil não estivesse na final da Copa do Mundo, porque, por coincidência ou de propósito, ele terá a oportunidade de assistir ao jogo do domingo na Alemanha.

É dura essa vida de governador...

OS ELEITORES
Ontem o TSE divulgou os números oficiais relativos aos eleitores brasileiros: somos quase 126 milhões de votantes. E destes, 6,57% são analfabetos e 3,33% têm diploma universitário. E a estatística também mostra que Blumenau entra para o clube de municípios que poderá ter segundo turno nas próximas eleições municipais: já está com 102 mil eleitores.

PEGADINHA DA CIDE
Em junho publiquei aqui uma carta de um leitor que estranhava o Dr. Moreira ir de município em município entregando um cheque da Cide, que é um tributo federal que tem parte distribuído automaticamente aos municípios, sem necessidade da intervenção do governo estadual.

Pois esta semana o Secretário de Estado da Infra-Estrutura, Justiniano Pedroso, escreveu-me para explicar o que ocorria com os cheques distribuídos pelo Dr. Moreira: os estados recebem uma parcela (29%) da Cide. E em Santa Catarina estes recursos a que o estado tem direito foram utilizados em obras de infra-estrutura e grande parte em convênios com os municípios para pavimentação de acessos. E os cheques que o Dr. Moreira entregava eram o repasse desses recursos que cabiam ao estado.

FAMA INTERNACIONAL
Quanto mais a gente quer afugentar os migrantes, mais propaganda aparece. Agora foi a revista norte-americana Newsweek, de julho, que fez uma lista das Dez Cidades Mais Dinâmicas do Mundo e, adivinhem quem está lá, ao lado de Nova Delhi (Índia), Moscou (Rússia), Nanchang (China), Goyang (Coréia), Toulouse (França), Londres (Inglaterra), Munique (Alemanha), Fukuoka (Japão) e Las Vegas (EUA)?

Isso mesmo, Florianópolis, SC.

E o desgraçado do repórter enche a bola da cidade dizendo que o fato dela crescer não a tornou pior. Diz que aqui é uma espécie de “Vale do Silício com praias”. E lembra que foi aqui que nasceu a urna eletrônica que permitiu o sistema eleitoral brasileiro transformar-se num sistema seguro contra fraudes e eficiente. Com tanta propaganda, não tem cidade que agüente!

[para ler a matéria, em inglês, clique aqui]

sexta-feira, 7 de julho de 2006

SEXTA

A CAMPANHA COMEÇOU
O Geraldo Alckmin e seu fiel escudeiro José Jorge abrilhantaram ontem a festa de lançamento da campanha da coligação “Nós tudo contra eles” (que é como poderia se chamar a coligação Todos por Toda Santa Catarina). Nos discursos, juras de amor eterno. E muitos aplausos para todos. (Neste blog, ao clicar nas fotos, abre-se uma ampliação)


Os candidatos a deputado estadual e federal e mais uns tantos fãs aproveitaram para tirar fotos ao lado de seus ídolos. Subiam no palco e ficavam ao lado das estrelas da festa enquanto os flashes iluminavam a cena alegre. Uma espécie de “filma eu, Galvão!” eleitoral.

NOVO GOVERNADOR
Ontem foi um dia bem movimentado. Antes do meio-dia, na Assembléia Legislativa, o LHS apresentou seu pedido de renúncia e, logo depois, o Dr. Moreira tomou posse. Emocionado, o cardiologista mostrou que tem coração fraco: ao se referir aos seus pais, engasgou e quase que cai no choro. Conseguiu se controlar depois de alguns minutos.

Caravanas do sul do estado estavam lá, dando uma força e pedindo que o Dr. Moreira continue dando não só uma colher de chá, mas também algumas carradas de dinheiro para a região.

Quando uma jornalista perguntou a ele sobre seus planos políticos, o Dr. Moreira deixou claro: em 2010 é candidatíssimo. “Não sei se conseguirei, mas vou lutar para ser”, disse ele. Cá com os meus botões pensei: “acho que o Pavan vai ter muito trabalho pra ganhar o apoio do PMDB em 2010”.

A ARTE DA POLÍTICA
Nos discursos, o PFL, o PSDB, o PMDB e o PPS pareciam muito afinados. Cheios de elogios mútuos, para demonstrar coesão e firmeza. LHS disse, num tête a tête com um repórter que perguntava sobre oligarquias, que o candidato não era Jorge Bornhausen, era Colombo. E Colombo, muito aplaudido, não tocou na questão dos cabides (lembram daquele filme do PFL sobre descentralização que tinha um monte de cabides balançando?). Esforçaram-se todos para deixar de lado as águas passadas.

MULTAS PARA TODOS
Eles eram só dois Guardas Municipais (daqueles que a população já se acostumou a chamar de “engomadinhos”), mas fizeram um estrago e tanto na festa em que o candidato a presidente do partido do prefeito lançava sua campanha em Santa Catarina. Postados bem na frente do Hotel Cambirela, onde rolava o comício, não orientavam o trânsito nem queriam saber de conversa: o negócio deles era o bloco de multa.

O pessoal que cuida do estacionamento do hotel disse que achava que eles tinham preenchido uns dois blocos cada um. O cara chegava procurando um lugar para estacionar, parava um pouco e pimba, os dois caíam em cima. Quando me viram tirando fotos deles, ficaram olhando feio. Medroso como sou (apesar do sobrenome), esperei eles irem embora antes de sair do hotel (sorte que o expediente deles termina cedo).

Não sei vocês, mas eu tenho saudade dos nossos antigos guardas de trânsito da Polícia Militar. Pareciam mais civilizados.

(Pra quem não é de Florianópolis poder entender a piada: o Dário, prefeito que manda nos guardinhas, é tucano, estava na festa e até discursou)

quinta-feira, 6 de julho de 2006

QUINTA

(Os três cumpañeros voltaram a se encontrar na solenidade em que a Venezuela entrou oficialmente para o Mercosul. Pra ver melhor a alegria do reencontro, clique sobre a foto que se abre uma amplicação)

O GOVERNADOR SULISTA
Dr. Moreira assume hoje o governo do estado, substituindo LHS, que pediu o boné para poder se dedicar à campanha. Já na sexta, mostrando que incorporou de vez o espírito viajante do cargo, o Dr. Moreira vai para a Alemanha, a tempo de assistir à final da Copa. Como representante do sul do estado (região colonizada em grande parte pelos italianos) promete torcer pela Itália.

E o presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Pedro Manoel Abreu assume como Governador 2, para ficar em exercício. O segundo na linha de substituição, que é o presidente da Assembléia, não pode assumir por causa das restrições pré-eleitorais.

Durante o tempo em que ficou como interino de LHS, o Dr. Moreira já mostrou que vai tratar o sul do estado (sua base eleitoral) a pão-de-ló. Assim como o norte tem toda a atenção e o carinho do LHS, agora o sul terá sua fada-madrinha. E o pessoal de lá anda muito faceiro com toda essa atenção. Afinal, não estavam acostumados a ver Criciúma ser tratada como sede do governo e menina dos olhos do governador.

MULTIMÍDIA EXIBIDO
Tem uma parte de mim que acha feio ficar falando estas coisas, tem outra que até gosta de se exibir.

O fato é que estou me tornando, literalmente, um jornalista multimídia. Além da coluna, no DIARINHO, que já está quase completando um ano e deste blog na Internet, comecei na segunda feira a ter uma rápida participação no Jornal da Rede TV Sul (que inicia às 12h30min e está na Net, na TVA e na TV aberta em todo o estado e em Curitiba), na terça foi a vez de estrear no rádio, com um comentário na Rádio Clube de Lages, que vai ao ar de segunda a sexta por volta das 12h30min.

E, tchan, tchan, tchan, tchan! a partir de hoje a rádio Som Maior Antena1 FM, de Criciúma, também abre seus microfones (de madrugada, às 8h) para meus comentários, palpites e outras bobagens, no programa do Adelor Lessa.

Embora tenha feito televisão e rádio nas décadas de 70 e 80, sinto-me meio enferrujado e fora de forma. Assim, se vocês fizerem a gentileza de só assistir ou ouvir daqui a algumas semanas, eu agradeço. Creio que até lá terei conseguido retomar o ritmo e a coisa estará um pouco melhor.
Para ver e ouvir ao vivo, pela Internet:
Rede TV Sul! e Rádio Clube de Lages AM: www.tvip.tv.br
Som Maior Antena1 FM: www.antena1criciuma.com.br

A BANANA CRESCE
Cheia de amor pra dar, será realizada em Santa Catarina, em outubro, uma importante reunião internacional sob o tema “Bananicultura, um negócio sustentável”.

Já não era sem tempo dos catarinenses, que prezam a sustentabilidade da sua banana, serem levados a sério internacionalmente. A banana precisa, talvez até mais que outras culturas, enfrentar de pé os desafios da globalização e entrar e sair de maneira firme e decidida nos mercados, mostrando que consegue sustentar, pelo tempo que for necessário, a atitude ereta que se espera de uma banana competitiva.

A 17ª Reunião da Associação para a Cooperação nas Pesquisas sobre Banana no Caribe e na América Central (Acorbat), que é o principal congresso sobre bananicultura no mundo será realizada em Joinville, de 15 a 20 de outubro. Para quem está no negócio da banana as inscrições estão abertas em www.acorbat2006.org.

CARAS DE PAU
A Câmara dos Deputados gasta por ano R$ 19 milhões para custear a moradia dos deputados, informa o site “Congresso em Foco”.

Esse dinheiro daria para construir casas populares para umas 1.151 famílias, mas o que mais espanta nem é isso. É o fato que dois deputados, que foram cassados se recusam a entregar os apartamentos da Câmara que tinham direito a usar quando eram deputados.

Rogério Silva, do PPS do Mato Grosso, foi cassado em janeiro de 2004 por ter comprado votos. No mês seguinte, deveria ter desocupado o apartamento. Que nada, ficou lá, com a família, como se fosse casa dele.

Paulo Marinho, do PL do Maranhão, foi cassado em 2005 por causa de maracutaias no tempo em que era prefeito de Caxias (MA). E simplesmente não saiu do apartamento funcional.

Nos dois casos a Câmara já esgotou as vias administrativas para reaver os imóveis e a Advocacia Geral da União vai pedir na Justiça a reintegração de posse.

Não é o máximo da cara de pau? Não é uma ladroagem da grossa? O sujeito ganha um lugar pra morar enquanto é deputado e depois que não é mais deputado se acha no direito de ficar ali pra sempre.

SÃO TODOS CANDIDATOS
Está no site do PT a relação completa dos candidatos do partido a deputados estadual e federal, senador e governador em São Paulo.

Conforme notou o jornalista Ricardo Noblat, está cheia de nomes bem conhecidos: José Genoíno, Antônio Palocci, Ângela Guadagnin (a dançarina da pizza) e os mensaleiros absolvidos João Paulo Cunha, Professor Luizinho e José Mentor, entre outros.

Não existia a menor dúvida que os envolvidos em algum escândalo tratariam de tentar a reeleição. Quando por mais nada, porque podem precisar do foro privilegiado. E muitos petistas acreditam que o eleitor voltará a dar à legenda uma votação esmagadora.

COORDENADOR TUCANO
Depois de um estranho boato falando que a campanha de Alckmin no estado seria coordenada pelo coordenador da campanha do LHS, correram todos a esclarecer: quem vai coordenar a campanha de Geraldo Alckmin em Santa Catarina será Dalírio Beber, presidente do PSDB.

Segundo o senador Pavan, o seu coleguinha de coligação, senador Bornhausen (PFL) também aprovou a indicação de Beber para a função.

FESTA INAUGURAL
Com o encerramento da fase de negociações, acertos e coligações, a campanha começa pra valer. À frente de uma penca de nove partidos, LHS, Pavan e Colombo farão a festa hoje às 14h30min no Hotel Cambirela, no Estreito.

Outras coligações estão também agendando coletivas e eventos para marcar o início das atividades.

Por falar nisso, só hoje ao longo do dia é que o TRE deverá divulgar a relação dos registros feitos até ontem às 19h, quando terminou o prazo para oficializar as coligações.

MUDANÇAS NA TV ALESC
A legislação eleitoral, que estabelece restrições à divulgação de atos políticos com dinheiro público e à publicidade de candidatos, fez com que o sistema de comunicação da Assembléia Legislativa, que é mantido com o dinheiro público e tem como principal objetivo e razão de existir justamente a divulgação das ações dos deputados, tivesse que rever toda a sua programação.

Mas o essencial, que é a transmissão integral das sessões legislativas, será mantido. Sinal de bom senso do Judiciário Eleitoral, que desde eleições passadas entende que é importante o acesso da comunidade a essa informação. Ainda que muito deputado, fraco no desempenho, use a tribuna a qualquer pretexto apenas para aparentar, ao telespectador mais ingênuo, que está trabalhando.

Em todo caso, em tempo de campanha, a tendência é o esvaziamento das casas legislativas.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

QUARTA

O TEATRO MONUMENTAL
O Centro Administrativo do BESC tinha um grande auditório. Quando o governo estadual se mudou pra lá, foi usado bastante e, de tão grande, poucas vezes lotou. Mas o governador LHS, que gosta de um “Centreventos” decidiu, um dia, que ali faria o maior teatro da capital.

E o que a gente achava que seria apenas uma reforma se transformou numa obra imensa. Derrubaram todas as paredes do auditório (deixaram apenas parte da estrurura da concreto) e partiram para a construção de um teatro totalmente novo. A obra (foto acima e se clicar fica ainda maior), que pelo jeito só será concluída no próximo ano, impressiona pelo tamanho. E pela lentidão.

“NÃO SOU EU”
Alguns jornais informaram que o Coordenador da Campanha do Luiz Henrique, ex-secretário Derly Massaud de Anunciação, coordenaria também a campanha do Alckmin no estado. Ontem ele negou até que tivesse sido convidado. Afirma que o trabalho na coordenação da coligação “Todos por Toda Santa Catarina” (esse nome só pode ter sido inventado pelo LHS), que tinha ontem nove partidos, já é suficientemente complicado. Nem tem como assumir mais coisas.

TROCA DA GUARDA
Em solenidade concorridíssima, que lotou o auditório da Fiesc, o Dr. Moreira empossou alguns dos auxiliares que vão carregar o piano nos meses que faltam para terminar o mandato.

Naturalmente o destaque era a saída do discreto Secretário de Comunicação, substituído pelo jornalista Ricardo Fabris. Derly, que não é candidato a cargo eletivo, dedicou-se ao projeto de governo do LHS sem a natural distração que têm os secretários com projetos políticos pessoais.

Aproveitou um esquema de aproximação com os jornais do interior que começou a ser montado no governo Amin e levou-o a níveis de sofisticação que fazem com que todos os radiodifusores e donos de jornais sejam sempre todos sorrisos. Nunca as verbas do governo foram distribuídas de forma tão ampla. E isso fez com que tenham surgido, como nunca, diários em todos os cantos do estado.

Agora na coordenação da campanha, Derly certamente vai colher os frutos que plantou em três anos com o funcionamento desse esquema de comunicação bem azeitado.

MUDANÇA NA IMPRENSA
Hoje será nomeado o novo Diretor de Imprensa da Secretaria de Comunicação (é o cargo que o José Augusto Gayoso ocupava, depois o Ricardo Fabris): será o jornalista Flávio de Sturdze, que atua profissionalmente em Florianópolis desde a década de 70 e no governo LHS era um dos assessores de imprensa encarregados de acompanhar o governador.

Perguntei ao Secretário Ricardo Fabris se haverá alguma mudança na forma de atuar da secretaria mas, como seria de se esperar, ele disse que o tempo é curto, fica tudo como está.

O PREFEITO AUSENTE
O prefeito de Florianópolis, Dário Berger, anda se escondendo. Não atende o telefone, não retorna as ligações, não toma posições a respeito de alguns temas importantes para a cidade.

A queixa acima não é minha. Faz tempo que desisti de tentar falar com o Alcaide Sorridente. Mas a ouvi de mais de uma autoridade estadual ontem, na cerimônia em que alguns secretários e o presidente da Fatma foram empossados. E o mais engraçado é que, como o salão estava cheio, com inúmeros grupos conversando entre si, ouvi a mesma queixa relacionada a assuntos diferentes, em rodinhas diferentes.

Na última, alguém deixou escapar “ele não está atendendo telefonemas nem do governador”. O que tanto pode ser verdade quanto exagero. Mas o fato é que tem muita gente reclamando.


CAPITAL ÀS ESCURAS
Na foto acima, à esquerda, o presidente da Celesc, Miguel Ximenes (à direita dele Cláudio Prisco com seus dois metros de altura e uma mini-cadernetinha e eu com meu metro e meio e um cadernetão).

E o que o Ximenes estava conversando conosco era o problema da tal subestação que a Câmara de Vereadores inventou de proibir. Pra Celesc restou uma única opção: não fazer a obra. Pra cidade sobraram todos os riscos de uma sobrecarga que nos leve de volta aos tempos da Elfa (na década de 60), quando o normal era a falta de luz ou uma luz tremelicante e instável.

A PENCA DE CADA UM
O prazo pra registrar as coligações termina hoje às 19h e naturalmente este quadro aí em cima pode ter modificações (e até já pode ter-se modificado de ontem pra hoje). Mas eu fiz questão de colocar só pra vocês verem como tem partido político. Aposto que vocês não sabem o que significa a sigla da maioria deles. E vários (independentemente do tamanho) têm a consistência ideológica de uma gelatina de morango. Mas se levam a sério e estão presentes a todas as negociações. Principalmente de cargos e outros benefícios.

terça-feira, 4 de julho de 2006

TERÇA

CURSINHO TIO CESAR DE AUTO-AJUDA ELEITORAL
Aprenda a votar em
seis lições rápidas e fáceis


A pior coisa que a gente pode fazer, para os maus políticos, é aprender a votar. Nenhum deles quer que vocês se interessem por política, todos fazem questão que a gente nem queira saber o que está acontecendo. Um eleitor consciente, que sabe dos seus direitos e sabe o que quer é tudo o que os maus políticos odeiam.

Por isso, reuni algumas dicas que acho importantes para tentar ajudar o pessoal a fazer justamente aquilo que a quadrilha de corruptos não quer: endender um pouco mais de política e votar sabendo do que está fazendo.

1. A IMPORTÂNCIA DO VOTO

Não tem nenhuma outra oportunidade ou lugar em que pobre, rico, milionário, desempregado, culto, ignorante, esperto e burro sejam tão iguais quanto no momento do voto.

O voto de um cidadão é exatamente igual ao voto do outro, tem o mesmo peso. E ninguém “dá” esse direito pra gente. A gente adquire esse direito ao nascer no Brasil ou se naturalizar.

E pra “tirar” da gente esse direito é preciso ter cometido algum crime cuja pena seja a perda dos direitos políticos.

Ou seja, o voto é um dos principais e mais valiosos bens que a gente tem. Só que nem todo mundo sabe disso ou acredita nisso.

Pra perceber o valor do voto é só notar como tem gente atrás dele. Como eles gastam dinheiro pra conseguir o nosso voto. Como eles fazem qualquer negócio pelo nosso voto.

2. A IMPORTÂNCIA DA ELEIÇÃO

Praticamente tudo, na nossa vida, tem a participação dos políticos. Todas as leis são feitas por políticos. Da velocidade máxima na estrada ao imposto, da exigência de planta pra construir a casa à obrigação de andar vestido na rua, tudo, em algum momento, passou por um parlamento.

No município as leis são feitas e modificadas na Câmara de Vereadores, no Estado, na Assembléia Legislativa, no País, na Câmara dos Deputados e no Senado (que formam o Congresso Nacional). E toda essa gente que mexe com isso está lá falando em nosso nome. Eleitos e pagos por nós.

E nas prefeituras, no governo estadual e na presidência da república, os caras que gerenciam o dinheiro dos impostos e os serviços públicos, os que executam as tarefas que sejam necessárias para que a vida da gente seja melhor, também são políticos. E também são todos eleitos e pagos por nós.

Dá pra entender, então, como é importante o momento da eleição: é a única chance que a gente tem, em geral a cada quatro anos, de tirar quem não trabalhou direito e de colocar quem parece que nos representa melhor.

3. A IMPORTÂNCIA DE SE DAR AO RESPEITO

Se eu tenho esse poder, de escolher meu representante e de mantê-lo como meu representante pelo tempo que eu achar necessário, o poder de tirá-lo (ou a ela) de lá assim que sentir que não está trabalhando direito, então não posso me apequenar. Não posso ficar de cabeça baixa como se não fosse ninguém. Não posso dar, emprestar ou vender meu voto como se eu fosse um merda qualquer.

Por acaso você empresta sua mulher pra qualquer um que pedir? Por acaso você deixa seu marido ir pra noite com qualquer uma que lhe prometa um emprego? Você conta sua senha do banco pro primeiro que apertar sua mão? Você libera a chave do carro em troca de um cartão de boas festas?

Pois tem gente que entrega o voto em troca de um aperto de mão, de um cartão de feliz aniversário, de uma promessa de emprego. Ou de uma dentadura, ou de um sapato. Ou de vinte reais.

E, muitas vezes no desespero das dificuldades, a gente nem se lembra que é muito possível que estejamos assim, na pior, porque o voto dos pobres sempre foi dado em troca de um prato de comida. E enquanto continuar assim, nada muda.

4. A IMPORTÂNCIA DE ENTENDER A POLÍTICA

De tanto ver maus políticos roubando e fazendo pouco de nós, é natural que a gente crie um certo nojo de política. E quando a gente deixa de prestar atenção e se desinteressa, aí mesmo que a bandidagem engravatada se esbalda: nosso desinteresse significa que não terão problemas para se reeleger ou para se eleger.

Eles também gostam de dizer que política é coisa complicada, que não é pra qualquer um, que só pessoas “especiais” (eles!) podem se meter em política. E não é nada disso.

Política é uma das coisas mais simples e antigas do mundo. A gente aprende a fazer política em casa mesmo. Quando o filha quer sair e o pai não quer deixar, a menina vai conversar com a mãe, explica seus motivos, faz uma cara de tristinha. A mãe então vai falar com o marido, com um jeito que só ela tem. E o pai, que é brabo mas não é de ferro, acaba deixando.

O que aconteceu aí? um exercício político, uma negociação política. Algúem, em defesa de seus interesses, tentou e conseguiu modificar a posição de um opositor, usando argumentos e um aliado, no caso uma aliada. E o grupo com maior poder (mãe e filha) reverteu a decisão.

O pai, politicamente, cedeu para não perder autoridade e para manter outras posições de prestígio, com a patroa ou com a filha, com quem poderá se aliar mais adiante.

Portanto, não acredite em quem diz que política é complicada. Ela é trabalhosa, mas não é complicada.

5. A IMPORTÂNCIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Na nossa democracia, a participação da gente no governo começa pelos partidos políticos: não posso me candidatar a nenhum cargo se não for filiado e indicado por um partido político. Por isso, não adianta se interessar por política e pela valorização do voto só às vésperas da eleição.

Em geral um ano antes da eleição termina o prazo de filiação a um partido político para quem quer concorrer.

Cada partido faz reuniões municipais, estaduais e nacionais, para escolher e indicar seus candidatos. Isso quer dizer que a primeira luta política se dá dentro dos partidos.

Num partido que tenha “dono”, que o manda-chuva seja o Coronel Fulano, só serão candidatos aqueles que o “dono” do partido quiser.

Isso explica a nossa surpresa, quando olhamos a lista de candidatos a vereador ou deputado ou mesmo governador e vemos ali umas criaturas que não têm a menor condição de representar nem uma manada de mulas, quanto mais uma comunidade como a nossa.

É que, como a gente não presta atenção ao processo político inteiro, e só presta atenção na política na véspera das eleições, perde a parte que talvez seja a principal: a escolha dos candidatos pelos partidos.

Há partidos que não têm “dono”, cujos filiados indicam livrevemente seus candidatos, é feita uma votação e os nomes representam de fato o que a maioria do partido acha que tem de melhor pra oferecer. Mas mesmo aí, onde tudo funciona direito, só votam os filiados, aqueles que participam da vida partidária.

Portanto, os nomes que vão aparecer nas propagandas políticas, os candidatos, não nasceram das ervas: eles vêm de partidos políticos, indicados com maior ou menor nível de seriedade.

6. A IMPORTÂNCIA DE FICAR ESPERTO

Tem alguns candidatos que são indicados só porque são ricos e os partidos não têm muito dinheiro para a campanha e precisam que alguém banque as despesas. Tem outros que são indicados porque já são muito conhecidos e podem garantir um número grande de votos para o partido (e isso ajuda aos demais candidatos da mesma legenda).

Lembram que falaram em indicar o Sílvio Santos pra concorrer à presidência? Pois é, radialistas, apresentadores de TV, jornalistas e artistas podem ser muito simpáticos e parecer muito bonzinhos ou muito lindos, mas nada disso significa que saberão nos representar direito, que não vão meter os pés pelas mãos. Uma coisa é animar um programa de auditório. Outra é dar palpite em coisas que afetam nosso bolso, nosso bem estar e nosso futuro.

Nas campanhas eleitorais, os candidatos mal intencionados não só prometem de tudo, como prometem coisas que eles não têm a menor condição de cumprir. Por isso, agora é a época de começar a ficar esperto.

Ninguém resolve todos os problemas sozinho. Nem o Lula conseguiu, nem o FHC, nem o Amin, nem o LHS. Não tem como fazer milagre. Por exemplo, se o sujeito vier prometendo emprego pra todo mundo, não leve a sério: mais emprego depende do crescimento da economia e de uma série grande de outros fatores. Ou seja, tá prometendo o que não teria como cumprir, mesmo se quisesse.

Abra o olho, procure saber quem é e de onde veio o(a) candidato(a) e principalmente se é honesto e sincero. De corrupto bem falante a gente já tá cheio.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

SEGUNDA

PROCOM NELE!
Recomendo a todos os que compraram (!) e leram (!!!) o livro “Formando Equipes Vencedoras”, de um tal de Carlos Alberto Parreira (Editora Best Seller, com texto final de Ricardo Gonzales), que procurem o Procom para reclamar da propaganda enganosa e tentar reaver a grana.

A VOZ DO POVO
Merda amarela (Olé, Argentina);
Um time para esquecer (O Estado de S. Paulo)
França, de novo, elimina o Brasil (Folha de S. Paulo)
França liquida Brasil (O Globo, RJ)
Volta, Felipão! (O Dia, RJ)
De novo (Correio Braziliense, DF)
Au revoir (A Crítica, AM)
Convulsão geral (O Poti, RN)
Acabou (Jornal do Commercio, PE)
Que saudade! (Diário de Pernambuco, sobre uma foto de Felipão)
Vergonha (O Povo, CE)
Decepção em campo (Diário do Nordeste, CE)
Au revoir mon ami (Diário da Manhã, GO, sobre uma foto de Ronaldo)
Faltou raça. Sobrou Zidane (O Popular, GO)
Desabou (Jornal de Londrina, PR)
O pesadelo era real (Zero Hora, RS)

Manchetes de jornal reunidas pelo blog do Noblat de onde, sem cerimônia, surrupiei.

MUDANDO DE ASSUNTO
Vamos voltar a falar de política e tratar de conhecer os candidatos, pra não pensar mais naquele careca magro dando balão naquele careca gordo.

Sabes quem são os candidatos a Presidente da República? Já sabes quantos candidatos a governador teremos em Santa Catarina?

Pois então, anota aí: Lula, Geraldo Alckmin, Cristovam Buarque, Heloísa Helena, Luciano Bivar, Rui Costa Pimenta e José Maria Eymael querem ser presidentes.

O problema é saber direito que partidos os apóiam, porque mesmo com a verticalização, nos estados está valendo quase tudo. Em alguns casos virou uma grande sopa de letrinhas, uma maionese melequenta de ovo galado, intragável.

A TABELINHA DA ELEIÇÃO EM SC
(pra esquecer da outra)

Governador: Antônio Carlos Sontag
Vice: Jair Miotto
Senador: (aberto)
Coligação/Partido: PSB, PTB. PMN e quem mais vier.

Governador: César Alvarenga
Vice: Genésio Adolfo
Senador: Ari de Camboriú
Coligação/Partido: PSDC

Governador: Elpídio Neves
Vice: (aberto)
Senador: Osmar Picker
Coligação/Partido: PTC, PTN, PSL e PAN

Governador: Esperidião Amin
Vice: Hugo Biehl
Senador: (aberto)
Coligação/Partido: PP e quem mais vier

Governador: João Fachini
Vice: (aberto)
Senador: Gilmar Salgado
Coligação/Partido: PSOL, PSTU e PCB

Governador: José Fritsch
Vice: (aberto)
Senadora: Luci Choinacki
Coligação/Partido: PT, PcdoB e quem mais vier

Governador: Luiz Henrique (LHS)
Vice: Leonel Pavan
Senador: Raimundo Colombo
Coligação/Partido: PMDB, PSDB, PFL e PPS

Governador: Manoel Dias
Vice: (aberto)
Senador: (aberto)
Coligação/Partido: PDT e quem mais vier

AINDA TEM JOGO
Pela quantidade de cargos em aberto nas chapas majoritárias (tabela acima), dá pra sentir que muita conversa ainda será feita até o último minuto. Enquanto houver prazo, haverá conversas.

Naturalmente, muitos acertos já estão prontos, mas serão concretizados e divulgados só no segundo turno. E no andar de baixo, na turma de candidato a deputado estadual e federal, o pau tá comendo. Mas eles vão ter que se entender até o final desta semana.

SECRETÁRIO PARCEIRO
A Secretaria de Estado do Planejamento informa, por e-mail, que o edital para construção de uma via expressa em Criciúma é inciativa da SC Parcerias e aceita propostas até o dia 28. E diz que a pessoa que está disponível para dar entrevistas sobre esse projeto é o Secretário do Planejamento, Olvacir José Bez Fontana, dono da Construtora Fontana, de Criciúma. Ora, se o secretário tem tempo de sobra pra atender à imprensa, então pra que incomodar os rapazes da SC Parcerias, que devem ter mais o que fazer, né?

VOLTOU A CENSURA
Depois de alguns meses de trégua, o Ciasc e o tal “Conselho de Segurança” das redes do governo voltou a bloquear o acesso aos blogues políticos que tenham “blog” no endereço. Alguns, como o blog no Noblat, que pode ser acessado por www.noblat.com.br escapam da censura. Mas esta coluna, que também pode ser lida em deolhonacapital.blogspot.com está de novo inacessível para boa parte dos servidores públicos estaduais.

Outros blogs políticos escapam da censura, mas têm os comentários bloqueados pelo sistema governamental.

O mais engraçado é que o presidente do Ciasc, Fábio Carpes da Costa (membro ilustre da República de Criciúma) mandou semana passada um texto para os jornalistas, mesmo os censurados, falando em “incluir o cidadão no mundo digital e social”.

Claro, todos eles fazem de conta que não têm nada a ver com o bloqueio e fingem que apenas tentam preservar o bom ambiente de trabalho aos impedir o acesso a “bobagens”. Como se os servidores fossem crianças precisando de proteção contra as más leituras.

SORRIA VOCÊ ESTÁ NO SATÉLITE!
Quem tem computador e uma boa conexão de internet já deve conhecer o Google Earth e se não conhece tem que procurar imediatamente. É um programa que a gente baixa no endereço earth.google.com e que permite ver a terra inteira em fotos de satélite. Dá pra literalmente viajar um monte.

Até pouco tempo, as fotos do litoral catarinense eram de baixa resolução. Agora melhorou e dá pra ver até os automóveis nas ruas e identificar as casas e praças.

A imagem pode ser vista de vários ângulos e distâncias. Legal, né?

Um detalhe interessante: as fotos foram batidas quando a ponte Pedro Ivo estava interditada por causa daquele incêndio do apagão. Só tem carros na Colombo Salles.

sábado, 1 de julho de 2006

SÁBADO E DOMINGO

Na foto acima, o Arcebispo Metropolitano de Florianópolis, Dom Murilo Krieger (e), ouve a confissão do Secretário da (in)Segurança, Dejair Pinto.

INSEGURANÇA PÚBLICA
Num dia, um sujeito armado rouba um restaurante próximo da UFSC, no outro dia, um sujeito armado (o mesmo?) rouba outro restaurante próximo da UFSC, no outro dia um sujeito armado (o mesmo?) rouba um terceiro restaurante próximo da UFSC. No intervalo desses roubos, outros locais, na Trindade, Córrego Grande e regiões próximas à UFSC, sofrem roubos e arrombamentos de veículos (à luz do dia, em ruas movimentadas).

Nas ruas próximas à UFSC não se nota um aumento significativo de policiamento. Ao contrário, nota-se uma tranqüilidade ostensiva dos ladrões. Que conhecem, bem melhor que nós, como a polícia funciona ou deixa de funcionar. E, pelo jeito, a tal promessa do Comandante Geral da Polícia Militar, de aumentar o que ele chama de “ostensividade”, continua sem ter o necessário efeito prático. Ou então entendi errado: iam aumentar a “ostensividade” dos assaltantes e não da polícia.

PAISAGEM ROUBADA
Ontem um amigo comentou sobre o absurdo que é a gente não poder levar quem nos visita para ver a paisagem do alto do Morro da Cruz.

Cidades planas, como Toronto, no Canadá e Seattle nos Estados Unidos, gastam os tubos para construir torres-mirantes, de onde se pode ver a cidade do alto. E aqui a gente tem um mirante privilegiado, uma natureza invejável, uma paisagem de cinema, mas não podemos ver nem mostrar, porque a bandidagem tomou conta.

Não tem graça levar alguém ao alto do morro para ser assaltado. Então o melhor é mostrar fotos antigas, tiradas no tempo em que a gente ainda tinha direito àquela paisagem.

ESPETÁCULO PROIBIDO
O posto policial que um dia existiu lá no alto foi desativado certamente para conter despesas. Os bandidos transitam pelas picadas do morro como os donos da casa que de fato são.

Podem perguntar a moradores antigos de Florianópolis que tenham viajado mundo afora: existem poucas paisagens mais encantadoras que aquela que é possível ver do alto do morro da cruz à noite.Se tiver lua cheia e céu limpo, então, é um espetáculo inesquecível.

Espetáculo que as “autoridades” interditaram para cidadãos de bem e entregaram para os assaltantes. Que, como em tantas outras áreas da cidade, sentem-se à vontade, agem sem pressão e sem medo.

INSEGURANÇA ALEMÃ
Pra que vocês não fiquem pensando que a bandidagem livre leve e solta é um problema apenas brasileiro: assaltaram a sede da ESPN-Brasil na Alemanha e levaram uma câmera de TV, três laptops e uma câmera fotográfica (da Soninha, com mil fotos). Claro que os mais pessimistas devem estar pensando “só pode ser coisa de algum brasileiro que anda por lá”.

LULA E A LEI
O presidente-candidato tem reclamado muito da legislação que limita as ações dos candidatos à reeleição. Ele se insurge contra as leis como se elas tivessem sido feitas para prejudicá-lo e em nenhum momento parece entender que elas foram feitas para proteger o nosso dinheiro, o dinheiro público.

O uso do cadastro do bolsa-família, por exemplo, é um desses abusos que Lula comete: todos os beneficiados pelo programa são convidados a comparecer a eventos eleitorais na região onde moram. Isso caracteriza o uso imoral e inaceitável dos recursos públicos.

Ilustração de um folheto do Sansibar (pronuncia-se Zanzibar), um bar na Lagoa da Conceição, que convida pra ir assistir ao jogo lá. Usei porque expressa o desejo de muitos de nós.

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Divirtam-se: taí a “lista negra” do Tribunal de Contas

O DIARINHO dá uma de Diário Oficial e publica a lista de 208 agentes públicos que o Tribunal de Contas de Santa Catarina encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral. O documento servirá de base para que o TRE declare a inelegibilidade da turma toda.

Integram a lista os nomes de 106 agentes políticos cujas contas anuais receberam parecer prévio pela rejeição. Também estão na relação, os nomes de mais 102 pessoas que exerceram cargos ou funções públicas com contas julgadas irregulares e que foram condenados a devolver os recursos utilizados indevidamente.

Tá numa tripa bem comprida, mas vale a pena pegar os óculos e ver se acha algum conhecido aí:

Adelino Machado
Ademar Ribas do Valle
Ademir Niehues
Ademir Valduga
Adi Xavier de Castro
Adílcio Cadorin
Adilson Jorge Costa
Adir João Zanco
Adir Zonta
Adolar Pieske
Adolfo Ern Filho
Alaor Gotz
Alcebiades Soccol
Alcides Borges
Aldo Schneider
Aldo Tadeu Vieira Waltrick
Aldori Batista dos Anjos
Alexandre Alvadi Di Domenico
Alexandre Ivo Seidel
Altair Cardoso Rittes
Amadeus Boaventura Pereira
Amélio Rossi
Anoldo Ferreira de Castilho
Antonio Bavaresco
Antonio Cesar Camargo Gamba
Antonio Eduardo Ghizzo
Antônio Francisco Comandoli
Antônio Geraldo Martins
Antonio Jose Venturi
Antonio Luiz Duarte
Antônio Pedro Thomazi
Antonio Sorly de Souza
Ari Antonio Dalmolin
Aristorides Vieira Stadler
Arno Affonso Schwendler
Augustinho Fusinato
Aureo Schneider
Bertilo Wiggers
Braz Ciseski
Carlos Alberto Nunes Caetano
Carlos Eduardo Bezerra Saliba
Carlos Ivan Zanotto
Carlos Jose Stüpp
Cezar Armando Brancher
Cladimir Jorge Zacchi
Claudionor Carlos Pinheiro
Claudionor de Vasconcelos
Clodoveu Agostinho Righez
Clóvis Bergamaschi
Clóvis José da Rocha
Décio da Fonseca Ribeiro
Deoclecio Ricardo Zanatta
Dercilio Crispim Correa
Dorvalino Dacoregio
Ede Geraldo da Cunha
Edi Luiz de Lemos
Edilson Lisboa
Edio Minatto
Edson Carlos Rodrigues
Elton Geraldo Gauer
Epitácio Bittencourt Sobrinho
Ervino Vermoehlen
Essiorni Cardoso da Silva
Flavio Luiz Agustini
Francisco Nicolau Verginaci
Gelson Luiz Padilha
Geraldo Antonio de Bortoli
Gerci de Lorenzi
Gilberto Carvalho
Giliard Reis
Gilmar Paulo Leidens
Gilson Silveira Duarte
Heinz Hermann Martin Haake
Henrique Drews Filho
Henrique Manoel Borges
Henrique Peron
Hermes Bao
Hilário Carlos Scherner
Hildon Kuhl
Honorato Pedro Accorsi
Humberto José Travi
Idernei Antônio Titon
Ildefonso Batista de Souza
Irineu Pinto
Irmoto José Feuerschuette
Itacir José Moro
Itamar Bressan Boneli
Ivaldino Antônio Frigo
Ivo Abel
Izes Regina de Oliveira
Jacinto Bet
Jaime Cesca
Janir Brandt
Jarbas Neri Brum
Jerônimo Lopes
João Batista Araújo Soares
João Batista de Geroni
João Bento de Moraes
João Carlos D Avila Bittencourt
João Carlos Pagani
João Gualberto Pereira
João Luzia Duarte Ribeiro
João Nazario
João Pedro França
João Pedro Martins de O. Primo
João Valmir Schlatter
Jocelino Amâncio
Jorge Luiz Koch
Jose Aldo Furlan
José Cláudio Gonçalves
José Davi Pereira
José Elio Borges
Jose Samuel Nercolini
Jose Sarmento
Jose Zani Xavier
Jucimar Custódio
Julio Cesar Ribeiro
Julio Cezar Cechinel
Juraci Obetudes da Silva
Lairton Tenconi
Lauri Antunes da Silva
Leopoldo Joao Francisco Filho
Leopoldo Renato Alves da Silva
Lino João Dell Antonio
Lourdes Matias
Lourival Jarschel
Lourival Martins
Luís Roberto de Oliveira
Luiz Carlos Thomazoni
Luiz Fernando Francalacci
Luiz Iremar Chaikowski
Luiz José Gaya
Luiz Pedro da Silva Pereira
Manoel Izidoro dos Santos Neto
Marcio Antonio Ferrari
Marcos Leal Nunes
Marildo Domingos Felippi
Marilucia Silva da Costa
Mauro João Jaques
Milton Aurelio Uba de Andrade
Moacir Alfredo Bento
Morwan Antonio Borges
Nardi Mello
Nelsirio Gasperin
Nelson Cruz
Nelson dos Santos
Nelson Gasperin Junior
Nelson Guckert Scheidt
Neri Francisco Garcia
Newton Luiz Barata
Newton Stelio Fontanella
Nilo Tozzo
Nilvo Dorini
Oclair Carlos Silveira
Odenir Deretti
Onelio Francisco Menta
Orasil Coelho Pina
Orlando Nogaroli
Oscar Eugênio Grossl
Otto Entres Filho
Ozair Coelho de Souza
Paulo Roberto Meller
Pedro Agilar Giongo
Pedro Ferreira
Pedro Henrique Ducker Bastos
Pedro Orlando Muniz
Pedro Paulo Chiminello
Pedro Tyszka
Reginaldo Jose Fernandes Luiz
Remi Alécio Mascarello
Renato Gunther
Renato Pagani de Arruda
Roberto da Silva
Romualdo Theophanes de F. Jr
Ronei Matos
Rosita Jung
Rubens Padilha dos Santos
Sadi Peixoto
Santin Palavro Junior
Sebastião Ari Martins
Sergio Luiz Biehler
Sérgio Luiz Bortolon
Sérgio Oselame
Sidnei Pensky
Silvestre Diomar Felix
Sueli Nair Zeferino
Tarcisio Ribeiro de Lima
Tereza de Medeiros Luciano
Tito Pereira Freitas
Trajano Martins
Valcir Jordão Heiderscheidt
Valcir Ferreira Pereira
Valdevino Eifler
Valdir Gonçalves
Valdir Schappo
Valmir Effting
Valmor Ribeiro da Silva
Valter Floriano Schafer
Valter Marino Zimmermann
Vanderlei Olivio Rosso
Volmir Jose Giumbelli
Vitorio Altair Lazzaris
Waldir Muniz Galindo
Waldir Vieira da Rocha
Wilmar José Einsfeld
Wilson Antunes de Lima
Wilson Pazini
Zairo Cabral Luiz