sábado, 7 de julho de 2007

Sábado, domingo e segunda

ALGUMAS FACES DA MOEDA VERDE QUE AINDA ESTAVAM OCULTAS
“Não, não denuncia nada!
Vai sobrar pra nós!”


O DIARINHO começou a publicar ontem, em primeira mão, trechos da documentação enviada pelo Juiz Zenildo Bodnar ao presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis. As citações (em itálico), fazem parte do Inquérito Policial nº 2006.72.00.008647-0/SC e foram retiradas do Auto Circunstanciado Complementar nº I elaborado pela Delegada de Polícia Federal Júlia Vergara da Silva.

Hoje, alguns dos trechos que selecionei contam a história do nascimento da Lei Complementar 270, de maio de 2007, que beneficia hoteleiros, redigida pelos hoteleiros, com anuência do prefeito. E só em ISS vencidos representa uma renúncia fiscal de cerca de R$ 6,5 milhões. Valor mais que suficiente para várias “ferraris” e muitas “mercedes”.

O CANDIDATO
Às 19:09:50 (dia 29-09-2006), Juarez fala com Marcílio Ávila novamente dizedo que, “depois daquele almoço, meu amigo, eu não acredito mais em ninguém” e determina a Marcílio: “guarda isso em sete chaves, tá?”. Marcílio responde perguntando: “Nem perguntar nem com o Dário né?” Juarez reafirma: “Não, não. A gente esqueceu. Esquecemos isso e deixa isso pra um futuro”. E sugere: “Quando tu botar tua candidatura a prefeito, não tem?” Marcílio concorda: “Lóóógico, é isso dai.” E complementa: Mas não vamos deixar sacanear o Marcondes, não, heim. O Marcondes é gente boa. Se forem sacanear os Marcondes, nós dois vamos defender.”

Os dois traçam a estratégia de verem o que “eles vão” fazer, pois, após esse fato, teria acabado qualquer tipo de discurso. Juarez diz para se agarrarem a Luiz Henrique, pois agora não tem mais shopping, não tem mais nada. Marcílio concorda dizendo e repetindo várias vezes: “Não, deu pra minha bola, deu pra minha bola...” Demonstram interesse em compor o secretariado de Luiz Henrique da Silveira no segundo mandato e Juarez diz que vão sentar com Çuçu, Içuriti Pereira, e para esquecer Galina e João da Bega. Juarez reforça: “Hoje foi mais uma demonstração da rasteira que deram na gente. Eu fiquei chateado e com dor-de-cabeça. Vim pra casa, se tu qués saber”.
A DIVISÃO TERRITORIAL
Às 09:37:12 do dia 24-10-2006, Juarez liga para um Pedro (muito provavelmente Pedro César Krieger – Diretor da Divisão de Distribuição da Celesc), cobrando, em favor de Marcondes, uns postes de iluminação para o Costão do Santinho. Pedro diz que já encomendou os postes e que há demora pois são postes especiais, decorativos, Juarez pede para resolver essa pendência e fazer já uma revisão para a temporada. E na Praia Brava também, para Juarez não se incomodar. E em Jurerê Internacional, porque aí “o prefeito disse que esses três casos é meu, ele disse.”

Juarez continua: “Ele (o prefeito) cuida de Ingleses, da Barra da Lagoa e do Rio Vermelho.” E Pedro pergunta: “E tu cuida de Jurerê, Praia Brava e...” Juarez interrompe: “Eu cuido Praia Brava, Santinho, Santinho, Santinho... Jurerê, Daniela e Praia Brava é comigo.” Juarez esnoba: “Ele disse que a elite é comigo.”

Juarez aproveita o ensejo para dizer que Artur Guimarães, filho de Ado Guimarães, vai ligar pra Pedro, em nome de Guilherme Grillo, seu colega de Câmara, para pedir um preço mais barato na iluminação de um loteamento na subida do morro da lagoa. “Se puderes dar uma olhadinha?” (...)
O DESCANSO DE LHS
Em 25-10-2006, às 15:00:41, Juarez Silveira liga para Marcondes, que diz estar com Luiz Henrique, que está descansando para o debate. Marcondes diz que retornará.

Às 15:35:45, Juarez Silveira e Marcondes falam-se novamente. Juarez assim inicia a conversa: “Ô Doutor! Fala querido! Já mandei... Ontem entrei com aquele documento, tenho cópia pra te dar. Ontem à tarde eu fiz uma reunião, eu o Michel e o Dário, sobre a lei da hotelaria. Ele pediu... O Michel levou lá uma exposição de motivos feito pelo Moura. E pelo, pela equipe deles lá do norte da ilha. Aí ele, o Dário levou ao Doutor Jaime. Na próxima semana, eu e você e o De Rolt e o Doutor Jaime vamos sentar junto, e o Michel, tá?”

Marcondes concorda e Juarez complementa dizendo que vão fazer um projeto só. “Está tudo certo, tá? Fica tranqüilo. Qualquer coisa tu me liga.” Depois comentam sobre a eleição para governador, dizendo que Luiz Henrique acredita ganhar com uma diferença de 500.000 votos, Juarez pergunta se Luiz Henrique vai ficar descansando lá no Costão do Santinho e Marcondes confirma que sim.
PARCERIA NO BINGO
No trecho a seguir, o personagem identificado como “Saveta”, que demitiu a secretária (que trabalhava com o secretário Knaesel e com o vereador Juarez) é Guilberto Chaplin Savedra, Diretor Geral da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte.
Juarez briga com um tal Saveta, que teria “loja de bingo” no Costão do Santinho, denunciando-o.

JUAREZ: Estranha do mundo, né? Pra ti ver! O Gilmar me ligou agora, confessou comigo: o Saveta tem aí contigo. Ele alugou aí contigo uma sala...
MARCONDES: É meu amigo. Porra! É meu amigo...
JUAREZ: Mas ele tem uma...
MARCONDES: Tem, tem.
JUAREZ: Ele uma casa de, de, de prática de bingo!
MARCONDES: Mas tá fechada agora.
JUAREZ: Tá fechada, né? Mas é dele, né?
MARCONDES: É... parceria conosco.
JUAREZ: Mas eu vou denunciar ele, tá? Deixa ele comigo!
MARCONDES: Não, não denuncia nada. Vai sobrar ora nós, porra! Tá louco!
JUAREZ: Não, não sobra pra ti. Eu vou dizer que ele tem uma casa de jogo na cidade de Florianópolis. Não vou dizer aonde!
MARCONDES: Ah, isso aí não adianta nada. Daqui a pouco vai sobrar pra nós, porra! Tá louco!
JUAREZ: Mas liga pra ele e diz assim: Por que que tu botasse a menina do Gilmar Knaesel e a secretária do Juarez pra rua. Ela ganhava R$ 600,00. Eu falei pra ela, eu vou pagar esse mês. Ganhava R$ 600,00, trabalhava de manhã e ganhava comigo aqui três vezes mais.
MARCONDES: Como é o nome da menina?
JUAREZ: Ele sabe quem é: é a Grazi.
MARCONDES: Como?
JUAREZ: Foi a Graciela. Mas, porra, é menina de primeira linha, rapaz. Primeira linha, olha. É primeira linha mesmo...
MARCONDES: Não, eu vou ligar, vou falar com ele pra saber, porra. Eu tô... é a coisa mais estranha do mundo.
JUAREZ: E diz pra ele assim: Tu assiste a TV Câmara e vê o que o Juarez vai fazer contigo hoje. Já disse pro Gilmar: eu vou no Luiz Henrique. O Pinho Moreira já não gosta dele. Entendesse? Eu vou denunciar ele. (...).
MARCONDES: Mas eu, me cuida do meu assunto! Eu quero saber do meu assunto, não é de Saveta.
JUAREZ: Teu assunto tá resolvido. Mas só liga pra ele. Pra esse vagabundo, que ele te atende.
MARCONDES: Me convoca aí, pra gente ver se vale a pena a gente aumentar a injeção de cinqüenta pra sessenta.
JUAREZ: Tá bom, mas então vamos sentar! Mas deixa o prefeito mandar primeiro, não recebi nada agora!
MARCONDES: Tá, então tá!
JUAREZ: Tá bom?
MARCONDES: Mas cobra lá da Prefeitura! Porque...
JUAREZ: Já estou cobrando do Doutor Jaime, já faz meia-hora que eu cobrei.
MARCONDES: Tá bom!
JUAREZ: Cobrei o teu assunto e o do Eduardo Gomes!
MARCÍLIO NA SANTUR
06-12-2006, às 17:37:50, Juarez liga para Marcondes, cumprimentando-o: “Fala, meu chefe, tudo bom?” Em seguida, Marcondes logo lhe cobra: “Juarez, aquele projeto de incentivo à hotelaria, já tá na Câmara?” Juarez tranqüiliza: “Já tá na Câmara, vai pra comissão segunda-feira, já vou fazer um parecer em conjunto.
(...)

Juarez fala um pouco mais do quadro e, em seguida relata: “Agora, estávamos lá discutindo com o Dário até agora sobre a Casan, sobre o esgoto!” (Caso Vilas do Santinho Residence). Marcondes: “É?” Juarez: “É! Entendesse? Isso o Dário quer assumir essa dianteira aí. Vamos ver.” Marcondes complementa: “A Casan está quebrada.” Conversam sobre política e Marcondes pressagia a ida de Marcílio para a Santur.

Em 07-12-2006, às 20: 10: 59, Juarez incentiva Marcílio a sentar com Gilmar Knaesel para acertar sua ida para a Santur. Marcílio demonstra temor, pois ainda não foi convidado. Juarez persuade dizendo: “Porra, o Gilmar e o Marcondes vão bater o martelo, caralho.”

Emenda: “O Marcondes está querendo aquela lei lá, hein? Precisa daquela lei. Ficou pra esse ano!” Marcílio pergunta: “Qual?” Juarez: “A lei da hotelaria, que não fizesse pedido de urgência ainda.” Marcílio finaliza o assunto dizendo: “Querido, tá na comissão de justiça na segunda-feira.”
LEI MUITO TUMULTUADA
Em 12-12-2066, às 11:03:01, Michel Curi liga do telefone de Juarez Silveira para Dário Berger, o prefeito de Florianópolis.

MICHEL: Eu tô aqui com o Doutor Marcondes e o Juarez aqui na, na, nessa bela estrutura, discutindo essa lei.
DÁRIO: Certo!
MICHEL: Na minha visão essa lei não ajuda a hotelaria de praia.
DARIO: Tá!
MICHEL: Em nada!
DÁRIO: Então... então faz a alteração que tem que fazer!
MICHEL: Eu vou tent... Nós tamos tentando chegar num denominador comum porque nós também tamo apurado pelo prazo, né?
DÁRIO: Certo!
MICHEL: Apurado pelo prazo!
DÁRIO: Certo!
MICHEL: Então, nós temos que ver! Você concordando já é uma grande coisa, né?
DÁRIO: Não, é... Olha, o que vocês fizerem aí... Inclusive eu disse pro Juarez: eu mandei isso assim no afogadilho, porque não foi fácil, Michel, chegar nesse ponto aí também. Tás entendendo?
MICHEL: Eu imagino, eu imagino, eu imagino! Eu imagino, porque é uma lei muito tumultuada!
DÁRIO: É, é. E aí eu pressionei muito pra eles fazerem rapidamente pra cumprir; pra cumprir... esse compromisso que eu tenho com a hotelaria.
MICHEL: E o exercício fiscal, né?!
DÁRIO: É. Agora é o seguinte: ele tá aberto, inclusive, disse pro Juarez, é... pra gente fazer alteração que seja necessário pra atender, dentro de um certo equilíbrio, né?
MICHEL: Cla... Ló, ló, lógico! Da minha parte tu não vais receber nada que não possa ser defensável, né?!
(...)

DÁRIO: Mas eu tenho muita vontade aí... de... atender o Doutor Marcondes!
MICHEL: Então, tá ótimo!
DÁRIO: Tá?
MICHEL: Vamos tentar achar um denominador comum!
DÁRIO: Esse é o melhor Resort de praia do Brasil, pô!
(...)

MICHEL: Agora o que você não sabe é que o melhor Resort de praia do Brasil só está funcionando por uma lei do Michel Curi. Eu levei dois anos pra aprovar essa lei porque teu amigo Edson Andrino não queria.
DÁRIO: Porra, parabéns! Ô Michel, gosto muito de ti, Michel!
MICHEL: Eu sei disso! A recíproca é verdadeira!
DÁRIO: Apesar de não te ajudar em nada!
MICHEL: Não,não, não, você me ajuda! Você me ajuda! Então tá bom!
DÁRIO: O que vocês fizerem aí tá bom pra mim, tá?
MICHEL: Tá, tá. Um grande abraço! heim?
FALTOU DICIONÁRIO
Em 14-12-2006, às 10:14:16, Juarez liga para Paru (assessor do gabinete de Juarez) e este diz que Moura mandou o texto do projeto pra ele, a pedido de Michel. Juarez diz que quer aprovar o original, pois essas modificações podem não atender aos interesses. Juarez quer aprovar conforme projeto original de Dário, pois não quer ajudar os irmãos Daux. Juarez diz que quer ajudar Fernando Marcondes de Mattos, que é quem vende a cidade. Juarez quer que consertem apenas os erros de português, pois não há um dicionário no Gabinete do Prefeito.

ESSE AMASTHA...
O presidente da Santur, Marcílio Ávila, chegou ontem a Florianópolis, de volta de uma viagem internacional, em grande estilo. Foi protegido por uma espécie de guarda-costas, assessor de imprensa e porta-voz, que agitou o ambiente, proibiu o presidente de dar entrevistas, afastou jornalistas e explicou que Marcílio estava passando por um momento difícil.

Seria mais ou menos normal (afinal todas as celebridades têm guarda-costas), se o tal assessor de múltiplas funções não fosse o próprio Carlos Amastha, ex-dono do Floripa Shopping. E se Marcílio não estivesse sendo acusado de ter ajudado irregularmente o empreendimento.

15 comentários:

Ilton disse...

Não tem nenhuma face da moeda verde que seja vermelha? Quero dizer, de vergonha? Um abraço.

Carlos Damião disse...

Que coisa, não? Belo trabalho, Cesar. Parabéns pelo furo.
Damião

Anônimo disse...

Muito se fala em aumento da criminalidade.
Isso sim é criminalidade, uma verdadeira quadrilha. Os quadrilheiros de São José tomaram a Capital de assalto.

Anônimo disse...

Gostaria de saber quem é o tal do empresário ético, um homem honesto, um grande empreendedor, possuidor de uma grande ficha de serviço prestado à nossa cidade, que foi homenageado com um jantar por LHS, foi publicamente defendido por JKB, possuido de uma biografia de 50 anos de vida pública ilibada e que foi injustamente preso pela PF.

Certamente não é esse que aparece nas gravações da PF, porque pelas conversas e pelas negociatas, esse marcondes das gravações parece um quadrilheiro, daqueles de dar inveja ao crime organizado, daqueles que deixam "Al Capone" no chinelo.

Anônimo disse...

A menina de "Primeira Linha" agora é poderosa lá no gabinete do Vice-Governador Leonel Pavan....

Anônimo disse...

Caro Cesar, parabéns pelo jornalismo isento e ético.
Sobre as transcrições das escutas telefônicas, não há necessidade de comentários. O governo LHS e toda sua trupe, mostrando a cara...(não por vontade).
Mas que nada, o jeito e construir marinas, shoppings, arenas multiuso, e outras pirotecnias mais.
Abraço.

Anônimo disse...

Que figura triste,deprimente e nojenta esse Amasta. Florianópolis nao merecia uma figura dessas.....

Ilton disse...

Parabéns pelo "furo" jornalístico. Só hoje, através do Blog do Damião, soube que as transcrições publicadas são exclusividade de sua coluna e de O Diarinho. Aqui de Porto Alegre a gente não tem como identificar esse tipo de coisa. Grande abraço.

Anônimo disse...

Chaplin. Não é o Carlitos, mas é estrela de um longa interessantíssimo. A garagem da casa do organizador de um importante evento esportivo na Ilha, se tivesse boca, contaria 200 mil motivos para investigá-lo a fundo.

Anônimo disse...

Nunca havia entendido direito porque um Deputado Estadual se liceinciaria do cargo para ocupar o cargo de Secretário Obras do Município. Agora as coisas começam a ficar mais claras. É pena que as gravações não alcançam aquele período.

Outro disse...

Caro anônimo

Em termos de quadrilha, São José não tem nada a ensinar a Florianópolis!

Anônimo disse...

Cesar,

Sabe pq nao tem ninguem preso? Pq as leis sao feitas pelos Legislativos a quem nao interessa botar ninguem na cadeia. Puro coorporativismo. Num pais serio ja estavam todos vendo o sol nascer quadrado. Inclusive empresários. Até mesmo aqueles que se julgam os arutos da probidade.

Abraces

Pedro de Souza.

Anônimo disse...

Ôrra...que SAGA desse VISIONÁRIO!!!

Anônimo disse...

Mulheres organizadas cobram do estado tentativa de cooptação

Reunião somente seria agendada se moção contra governador fosse retirada

A aprovação de uma moção de repúdio ao Governo do Estado, por não receber o Movimento das Mulheres Camponesas e Urbanas, foi o estopim de uma nova denúncia de cooptação, contra integrantes do primeiro escalão do Executivo. O fato ocorreu durante a II Conferência Estadual de Políticas Públicas para Mulheres, em Florianópolis, nos dias 12 e 13 de julho.
Conforme denúncias de mulheres trabalhadoras, pouco antes da votação da moção de repúdio, as mulheres que elaboraram o documento foram retiradas da plenária para uma conversa “em particular” com a secretária de Desenvolvimento Social, Dalva de Lucca Dias e com a coordenadora de Políticas para as Mulheres, Vera Teixeira. Elas estavam em uma sala, acompanhadas de alguns seguranças. “Elas nos disseram que se não retirássemos a moção nunca mais seriamos atendidas e que sequer receberiam algum projeto”, afirmam militantes do Movimento das Mulheres Camponesas.
A moção, conforme o movimento, era um documento de repúdio exatamente contra a ausência de uma perspectiva de encontro com representantes do Governo do Estado. Mesmo depois da pressão, o documento foi aprovado pela ampla maioria das participantes.
Seis meses sem resposta
O Movimento de Mulheres Camponesas e Urbanas busca uma audiência com o governador Luiz Henrique da Silveira desde o inicio de 2007. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o grupo entregou ao secretário de Articulação, Ivo Carminatti, uma pauta de reivindicações. Depois de mais três meses de espera, o Governo do Estado não deu qualquer retorno às propostas apresentadas.
Novas solicitações de audiências foram encaminhadas ao governo, contudo, o que realmente surtiu efeito foi o encaminhamento de notas de repúdio ao governador, pela ausência de respostas e pela falta de respeito com os movimentos de mulheres. “Depois das notas, a secretária Vera Teixeira entrou em contato com o Movimento de Mulheres Camponesas em Chapecó sugerindo diversas datas para a audiência. Nenhuma foi respeitada”, explica militante do Movimento de Mulheres Camponesas.
Depois das ausências em diversas reuniões, a nova promessa era uma audiência com os secretários de Educação, Saúde e Agricultura, no dia 29 de junho, às 14h. “Chegamos lá e haviam mudado o local do encontro sem qualquer aviso. Encontramos com a coordenadora Vera e um grupo técnico que estavam lá sem saber o que estava acontecendo”, afirma Militante do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Urbanas.
Além das ameaças, Vera teria tentado a todo instante retirar a moção de votação com a promessa de que até a Chapecó o governador iria caso o pedido fosse atendido. Mesmo assim, tanto a moção de repúdio ao governador e a atitude da Secretaria Dalva de Lucca Dias e da Coordenadora Vera Teixeira que tentaram cooptar as mulheres foram aprovadas. Por outro lado, uma moção de aplauso ao governador foi rejeitada. Desde 2004, quando foi realizada a primeira Conferência, nenhuma reivindicação das mulheres foi atendida e sequer o plano estadual foi publicado.
Assinam:
Movimento Social de Mulheres de Santa Catarina.

Anônimo disse...

Chaplin, Juarez, Knaesel, Marcílio, Marcondes... todos coadjuvantes de uma ópera-bufa de cinema mudo (escancarado pelas corajosas investigações da PF)da qual o diretor parece ser o Prefeito Dário Berger, chefe do cofre e supremo mandatário do Município.