sábado, 10 de março de 2007

Sábado, domingo e segunda

MAJOR NEWTON:
“Se eu estivesse lá, isso não teria acontecido!”

O comandande do 4º batalhão da PM, que faz o policiamento da capital, major Newton Ramlow, disse ontem que ficou muito chateado com o ocorrido. E vai começar, na semana que vem, um treinamento específico sobre como os policiais devem relacionar-se com a imprensa.

O major se orgulha de ser considerado um “amigo da imprensa”, respeitado e reconhecido pelos jornalistas que cobrem a segurança pública e afirma que, sempre que pode, tenta informar os policiais sobre as atitudes a tomar. Mas ele admite que está faltando um treinamento mais intensivo, que prepare os policiais para relacionarem-se com os jornalistas que estiverem trabalhando.

O major acha que foi apenas coincidência o fato do soldado ter se atritado com fotógrafos de manhã (e ele próprio ter tirado fotos do acidente) e ser o responsável pela apreensão da câmera e prisão de um fotógrafo profissional à tarde. Credita o fato à pouca experiência do PM, que está na ativa há cerca de três anos. “Infelizmente não posso estar em todos os lugares, mas te garanto que se eu estivesse lá, isso não teria acontecido”, disse o major.

FORA BUSH?
Não entendi direito por que gritar “fora Bush”. Fora de onde? do Brasil? ele já saiu, era uma visitinha com data marcada para ir embora. Fora dos isteites? Isto é problema dos eleitores de lá, que o reelegeram. E se a grita é contra o capitalismo e o que o Bush representa, então não será gritando “fora Bush” que iremos a algum lugar.

Agora, cá entre nós, que paizinho furreca este em que estamos nos transformando. A melhor definição foi dada por uma anônima paulistana: “credo, parece que fomos invadidos pelos americanos”. De fato, sentimos todo o peso da preconceituosa arrogância imperial.

CAGÕES
As colunas de política nacional mostraram a relação dos 59 deputados que tinham assinado o pedido de criação da cpi do apagão aéreo e depois, no plenário, se acagaçaram, digo, cederam às pressões do Planalto e votaram contra a CPI.

Um catarinense aparece na lista dos que “mudaram de idéia”: Valdir Colatto, do PMDB.

PRIVILÉGIO SÓ AQUI
Os procuradores que estão há anos tentando pegar os Maluf e sempre esbarram em algum problema como o foro privilegiado que protege deputados e outras autoridades, estão comemorando festivamente o indiciamento da família Maluf pela Justiça norte-americana.

Não que vá acontecer alguma coisa, afinal, eles só serão presos se derem a bobeira de ir lá. Mas pelo menos serve de consolo ver que, em alguns lugares, se o sujeito roubou, tem que pagar.

A LETRA MORTA DA LEI
Está sendo levantada uma questão, relativa ao último concurso para procurador substituto do Ministério Público de Santa Catarina: dos 20 aprovados, quase a metade não teria os três anos de atividade jurídica que os requisitos para inscrição previam para que os candidatos pudessem participar.

Aqueles que enxergam traços de irregularidade no procedimento do MPSC, acreditam que a data da posse tem sido adiada (o concurso terminou há mais de três meses) para permitir que os candidatos aprovados alcancem o tempo de exercício profissional que, segundo interpretam os acusadores, deveriam ter antes do concurso e não na data da posse.

Citam uma decisão recente do STF onde fica claro que os três anos devem ser comprovados no momento da inscrição no concurso. Temem que os jovens bacharéis sejam empossados como promotores substitutos mesmo sem terem cumprido um dos requisitos básicos, o tempo de exercício jurídico.

Houve tempo em que, ao ouvir ou ler suspeitas deste tipo, diria sem muita hesitação que o Ministério Público não se prestaria a um papel desses. Agora, depois de ver tantas demonstrações de que o sol nasce para todos, e a sombra para os melhor apadrinhados, prefiro esperar para ver.

5 comentários:

Anônimo disse...

São, certamente, filhos ou outros parentes de juízes, desembargadores, promotores, procuradores, o escambau! Nefffepaiff não se respeita lei, não. Salve-se quem puder... sair do país.

Anônimo disse...

Cesar: Não adianta disfarçar, queremos conhecer a famosa lista VIP. Dizem que tem mais gente do legislativo do que se supunha. Será?!

Ilton disse...

Putz! Meu filho, que é filho de juiz, só pôde dirigir veículo após os 18 anos, deu um duro danado na Faculdade de Música, obteve nota máxima na prova de ingresso no Mestrado da Universidade de Música de Karlsruhe, Alemanha, sem influência outra que não a do seu esforço, e vem um anônimo jogando-o na vala comum dos filhinhos de papai. Melhor pensar antes de escrever. Desculpe, Cesar.

Ilton disse...

Cesar: complementando comentário de alguns dias atrás: saiu agora a notícia de que também o jornal Correio do Povo, a exemplo da TV Guaíba, foi vendido ao grupo do bispo Macedo, aquele. Anúncio oficial desta tarde. Um abaço.

Cesar disse...

Ilton:
Fizestes bem em dar um cascudo no anônimo. Generalizar dessa maneira simplista está se transformando numa espécie de modinha que não ajuda em nada a denunciar os desvios e desviados. Ao contrário. Faz-lhes mais bem que mal. E aos que se portam adequadamente, faz mais mal que bem.