sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Sexta

Ontem começou a reunião de cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro. Lula mudou-se para a antiga capital brasileira. Estava procurando no site do governo pra saber como estava sendo o encontro, quando vi esta foto. Bem que se diz que uma imagem pode valer por mais de mil palavras. O governo federal tem feito tantos agrados ao governo do Rio de Janeiro, que parecem estar muito próximos. E ao posar de mãos dadas diante deste belo vitral, pareciam estar oficializando as núpcias. Na igreja.

PALHOÇA SEM CASAN
Quando li a informação que a prefeitura de Palhoça não vai renovar o contrato com a Casan, lembrei-me de uma nota, que publiquei aqui em outubro de 2005, contando sobre uma viagem à Europa do primeiro casal palhocense.

O prefeito Ronério e sua esposa (que é secretária municipal) fizeram um giro pela Europa (na foto acima eles estão em Roma) a convite de uma das maiores multinacionais de saneamento, que já atua em alguns municípios brasileiros e está de olho na concessão.

O prefeito de Santo Amaro também foi no mesmo passeio. A Proactiva Meio Ambiente Brasil levou a comitiva para visitar, na França, as instalações da matriz. E fazer um certo lobby para ficar com o lugar da Casan.

Nesta foto de 2005 aparecem, da direita para a esquerda, o Salum, a Samara (diretora do Diarinho) e eu, no Palácio da Agronômica, em Florianópolis.

A BRONCA DO SALUM
O Roberto Salum ficou muito injuriado com o que escrevi ontem a respeito da conversa dele com o governador e usou um bom espaço do programa dele, na TVBV, pra me xingar. E até que, em parte, ele tem razão.

Conforme ele explicou ontem, quando foi pedir ajuda, em 2003, o governador colocou a mão no bolso e deu – “do bolso dele” – uns R$ 4 mil (“que eu já paguei!”). Eu tinha entendido errado: achei que o patrocínio do programa dele pelo governo é que tinha sido a ajuda do LHS.

O Salum me chamou de mentiroso várias vezes. Naturalmente, não posso concordar com ele. Embora respeite o direito que ele tem de ter uma opinião diferente da minha. Acho que não menti porque, por exemplo, o programa dele teve, de fato, durante bastante tempo, como um dos patrocinadores, o governo do estado. Só fiz uma confusão ao achar que esse patrocínio se devesse ao pedido que ele fez.

Outro ponto que o Salum esclareceu: lá em 2003, ele se queixou de dificuldades numa conversa com o secretário Derly, de quem é amigo. O governador ficou sabendo e tomou a iniciativa de ajudar. O pedido não foi feito direto ao LHS. Ao dizer que ele tinha falado sobre o assunto com o LHS não menti, apenas dei uma informação incompleta, que trato agora de corrigir.

No meio da bronca ele entendeu que eu tinha dito que ele ou o programa dele não tinha audiência. Ô Salum, jamais diria isso, pela simples razão que sei da repercussão do teu programa e, ainda mais, teus votos comprovaram cabalmente que tens muitos admiradores.

Aí ele me chamou de “chapa branca” e disse que eu estava “mamando nas tetas do governo federal”. Pronto, foi a vez dele, no calor da discussão, se enganar. A informação é incompleta: fui funcionário público, mas não sou mais.

Uma vez, na década de 70, fiz concurso público para ser professor no Curso de Jornalismo da UFSC. Exerci a função durante alguns anos. Só que, na década de 80, para voltar ao mercado de trabalho, pedi demissão. Acho que sou um dos poucos brasileiros que pediu demissão das “tetas do governo federal”.

Larguei um emprego federal estável, para cair na vida instável do mercado de trabalho. E, como o Salum, tenho momentos em que as dívidas se acumulam e momentos em que a coisa alivia. Nada é fácil nem cai do céu. Mas nunca trabalhei em jornal, revista, rádio ou TV ao mesmo tempo em que exercia alguma função em órgão público. Por isso não dá pra me chamar de “chapa branca”.

Naturalmente, nada do que o Salum disse ou deixou de dizer me ofende ou fará com que ele caia no meu conceito. Porque tem um pequeno grupo de apresentadores, radialistas e jornalistas florianopolitanos que sempre merecerão respeito, no mínimo, pelo pioneirismo e pela coragem de manter abertas portas que cada vez mais insistem em fechar para quem é da nossa terra.

É o caso do Roberto Alves, do Vânio Bossle, do Miguel Livramento, do Salum, do Fenelon, do Moacir, do Walter Souza, do Aldírio Simões (cuja morte faz aniversário na próxima semana) e de tantos outros, manezinhos como eu, com quem tive o prazer e a alegria de conviver e aprender. Com vários desses já discuti, de outros discordei em algumas ocasiões ou discordo sempre, com um ou outro cheguei a bater-boca, mas jamais deixarei de dar-lhes o devido crédito.

8 comentários:

Anônimo disse...

Cesar,

Impecavel o final do teu post. Parabens!

Abs.

Pedro de Souza

André disse...

Cézar muito bom... mesmo vc com estas sábias palavras mais uma vez detonou com a mala do LHSalunnnn

Anônimo disse...

Este é o famoso "sabonete", escorega para os dois lados.
Na verdade, não quer briga com ninguém e aproveita para alfinetar todo mundo.
Tá na hora de toamr um lado.

Anônimo disse...

Salum é um fenômeno de comunicação. Deve ser estudado, não repudiado. Esqueceste de mencionar, Cesar, o bravo Hélio Costa, que é na verdade o líder de audiência do horário de almoço na Grande Florianópolis. Faz muito tempo que o Hélio derrubou o tradicional - e comportadíssimo - Jornal do Almoço. Mais do que o Salum, o Hélio é hoje a cara local na TV (e nada contra o Salum, nem contra o Gilberto Luz, o nosso Picapau).

Anônimo disse...

Desculpe, Cesar, esqueci de assinar o comentário. O meu é aquele que começa com "Salum é um fenômeno de comunicação..."

Anônimo disse...

Pô, bicho, esqueci de assinar a emenda... É o Damião quem escreveu o "Salum é um fenômeno" e o "Desculpe, Cesar"...
Abraço, CD.

Anônimo disse...

Explica mais não justifica.

Anônimo disse...

Os funcionários da Secretaria do Desenvolvimento Social pedem socorro. A chefe da pasta, Dalva de Louca, tá passando a mão nas mesas e gavetas deles para ver se estão limpas, pode?