sábado, 3 de fevereiro de 2007

Sábado, domingo e segunda


VIDA E MORTE VIRTUAL
Quem lê esta coluna com alguma assiduidade deve lembrar que, há algumas semanas, lamentei aqui a morte de uma blogueira, uma culta e talentosa amiga que conhecia por causa de sua página na internet (o tal blog), o Sub Rosa.

Pois ela não morreu. E a história é bem ilustrativa dessa vida paralela que se estabelece na internet. Tem romance, drama e comédia.

A Meg, a tal blogueira, por algum motivo ainda não completamente esclarecido, resolveu sumir das vistas de um admirador, um namorado, com quem se relacionava pela internet. E deu um jeito de fazer o sujeito acreditar que ela tinha câncer, que piorou repentinamente e em poucos dias faleceu.

A história deveria terminar aí. O namorado ficaria inconsolável, talvez, mas largaria do pé da moça e ela iria tocar a sua vida. Claro que teria que fechar o blog Sub Rosa, mas isto não seria, ao que tudo indica, um grande problema.

O problema começou a crescer fora de controle foi quando o namorado, dizendo-se viúvo, começou a enviar e-mails para os amigos da Meg, contando que ela tinha morrido. A notícia se espalhou rapidamente. E assim como eu lamentei aqui na coluna, em centenas de blogs ao redor do mundo, a morte da Meg foi pranteada.

Como todas as pessoas que morrem viram santas, a esta altura todo mundo elogiava a Meg, lembrava suas qualidades, só falava bem. Até que começou a circular a suspeita que a Meg não tivesse morrido. Afinal, ninguém tinha ido ao enterro, essas coisas...

À medida que a suspeita foi crescendo e ganhando consistência, começaram a falar mal da Meg. De uma hora para outra, todo mundo começou a descer o cacete na ex-defunta. Brabos com ela por ter inventado sua morte. Chegaram a dizer que ela fizera isso apenas para ter o privilégio de assistir, em vida, o próprio velório.

É o tipo da coisa que tinha tudo pra dar errado e, de fato, deu completamente errado. Agora o “namorado” sabe que foi enganado, os amigos estão de mal e ela deve estar morta... de vergonha.

O CASO TRIRRADIAL
Foi só abrir uma portinha pro leitor falar, que já querem uma janela. E, seguindo orientação do seu Dalmo, saio da frente e dou passagem, para que o leitor dirija os passos da coluna. No caso, o leitor tá marcando de perto o Dr. Moreira. Depois de levantar a questão do papagaio no BESC, mandou mais algumas informações para aprofundar o assunto.

O Eduardo Moreira foi sócio de uma revenda de veículos, a Trirradial, que quebrou e deixou algumas pendências, que originaram processos judiciais.

Só que, pra não fazer aquela coisa marota que a Folha faz sempre (“procurado pela nossa reportagem o fulano não foi encontrado ou não respondeu às ligações”) vou deixar pra mexer de novo no caso na próxima coluna (terça), porque quero dar, ao presidente da Celesc e ex-governador, oportunidade de dar a sua versão para o caso, para que a informação fique mais completa.

“SOU MAIS A ÂNGELA”
Coloquei ontem a foto da Manuela, a deputada do PCdoB do RS que está fazendo furor na Câmara e um leitor escreveu já de manhã cedo: “ô istepô, PCdoB por PCdoB sou muito mais a Ângela Albino”. A Ângela é vereadora em Florianópolis e igualmente bonitona.

APROVEITA!
O pessoal de marketing da Brasil Telecom (juro que eu achava que eles não tinham esse departamento) está reunido hoje e amanhã em Jurerê, no norte da Ilha. Boa oportunidade pra que a gente, que odeia a Brasil Telecom, fosse até lá demonstrar nossa insatisfação, com algumas faixas e vaias.

Se não adiantar nada para melhorar o desempenho do paquiderme, pelo menos a gente diz à turma do marketing que eles são uns incompetentes. Se fossem competentes a imagem da empresa não estaria abaixo do cu do cachorro ou quiçá ainda pior.

PRISÃO ILEGAL
Desde a prisão ilegal do Dalmo Vieira que todo mundo sabe que prisão preventiva por delito de imprensa é ilegal e imoral. Mas de tempos em tempos tem que repetir, porque sempre tem engraçadinhos que adoram mandar prender jornalista quando não gostam do ele diz ou escreve. Ou porque não gostam dele e pronto.

Durante o julgamento do habeas corpus de mais um jornalista preso, o subprocurador-geral da República, Francisco Teixeira Dias afirmou, de novo, que a prisão de jornalista por prática de crime de imprensa é ilegal antes da sentença transitada em julgado.

Mais uma fotinha gentilmente clicada e cedida pela Marta Moritz.
Se clicar nela (na foto!), abre-se uma ampliação.

13 comentários:

Anônimo disse...

Cesar,
O que a Meg fez com todos, inclusive com você, foi o mesmo que você fez conosco em relação a sua viagem de férias que não houve. Nós a acompanhamos como se fosse verdadeira e, no final, era mentirinha.

Cesar disse...

A viagem houve e tudo o que estava lá aconteceu. Só não disse quando tinha sido. Aí ficou parecendo que estava acontecendo em tempo real. Não sei não, mas eu ainda acho que há alguma diferença.

Anônimo disse...

DISCORDO! Me perdoe, Cesar, mas eu me senti enganada quando vc disse que "era tudo mentirinha". Pra mim, mentira é mentira, Cesar, seja grande ou pequenininha...

Anônimo disse...

A viagem foi muito legal. Acreditei na história embora achando esquisito a volta pelo Canadá eheheh. Mas como vc falou, a viagem era sua e voltava por onde queria. Pena que foi curta. Valeu Cesar! Temos que manter o espírito ilhéu. Nada a ver com o caso da Meg, nada a ver mesmo!

Cesar disse...

Em nenhum momento eu disse que estava viajando ou que aquelas histórias se referiam a estas férias. Disse que eram histórias de viagem e de férias, para distraí-los enquanto a a coluna estava fora do ar. Não vou discutir além deste ponto. Mas não menti. E nem disse que fui onde não fui. Ficção, ou "mentira", como preferirem, foi quando (2202 ou 2003?) contei que ganhei na mega-sena e saí viajando pelo mundo. Naquela ocasião, sim, era tudo inventado (ficção, mentira, engodo, farsa). Eu dizia onde estava a cada dia e afirmava que estava em tal lugar naquele dia. Agora não, agora fui até excessivamente correto.

As coisas nem sempre são como parecem. Mas às vezes são.

Cesar disse...

2202? Não, acho que não. Talvez 2002.

Anônimo disse...

Tá , vc não falou em nenhum momento que a viagem era dessa ultimas férias. Mas nós imaginávamos que fosse, de tão bem escrita que foi.
Curtimos sua viagem e valeu mesmo. Com a sua página de viagem, também viajamos um pouco pela Provence e pelo Canadá e ainda demos umas umas boas risadas no final da história!

Anônimo disse...

Cesar, hoje não é seu dia...olha só: Não consigo me lembrar de alguma coisa que possa ser "quiçá ainda pior" para um jornalista do teu porte usar uma expressão chula como a que usou no comentário sobre o pessoal do marketing da Brasil Telecom...Sorry.

Anônimo disse...

...e antes que eu me esqueça...também adorei a "viagem pela Provence"...só ficou mesmo o "gostinho amargo" de ter sido feita de boba com a notícia de que vc não estava em tempo real passando aquela emoção pra gente, que era REAL...

Cris Carriconde disse...

Como assim, Bial? :D
Acho que perdi a conexão dessa viagem.
E o anonimo que nem sabe daquela vez da gripe ;-)
Confesso já tive medo do poder do blog. Uma vez publiquei um texto triste e recebi sei lá quantas mensagens salvadoras.
Haja...



Beijo

Cesar disse...

A expressão chula pode soar deslocada aqui, que é um lugar que as leitores e leitores imaginam (ou esperam) que seja bem comportado (da mesma forma que imaginam, ou esperam que eu seja um sujeito sério que não se divirta com a reação de vocês). Mas no jornal onde a coluna é publicada, soa naturalmente. Afinal, o DIARINHO não tem papas na língua (expressão antiga que significa não ter frescura vocabular).

Thiago Duwe disse...

"frescura vocabular"?!?!?! hahahahahhah realmente tu merece um troféu César!! :)
e eu nem sabia que a viagem foi em 2002/03!! mas de qualquer jeito, foi fantástica!!
uma perguntinha: sabes de algum blog político da região do Vale do Itajaí?? Principalmente, Blumenau??
abraços!!

Cesar disse...

Thuago: de Blumenau leio sempre o Horácio (coisasdohoracio.com.br) que não é exatamente um blog sobre política, embora seja, à sua maneira, político. Mas não conheço outros. Até gostaria de saber se tem.