quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Quarta

[Problemas com a conexão impediram de atualizar a página mais cedo.
Espero que os leitores madrugadores me desculpem]

Molecagem sobre foto do Ricardo Stuckert/PR. Tirada ontem durante a inauguração da Central de Operações de Tecnologia do Pan2007, no Rio.
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CASO TRIRRADIAL
“Não pago porque acho que não devo”
O presidente da Celesc e ex-governador Eduardo Pinho Moreira (foto ao lado) conversou comigo, ontem, sobre as ações judiciais de cobrança que envolvem seu nome e a empresa Trirradial, da qual foi sócio.

Ele diz que saiu da sociedade no dia 31 de julho de 1997. Vendeu, por R$ 620 mil, sua participação para Gervásio Silva (deputado federal pelo PFL). E as ações e os fatos que originaram as ações são depois dessa data, em anos seguintes: “enquanto eu estive na sociedade não tivemos esse tipo de problema”.

O Dr. Moreira contesta a afirmação que fiz aqui, ontem que vários bancos o estivessem executando: “Não são todos aqueles”. Mas são vários bancos, “o que mostra que não se trata de uma coisa em cima do BESC, como às vezes falam”, afirma.

“Eu era um sócio sem qualquer atuação na administração. A empresa começou vendendo pneus, depois peças, foi crescendo e terminou como concessionária Chevrolet”, afirma o Dr. Moreira.

Ele diz que é natural que os credores procurem se ressarcir indo atrás de todos os envolvidos. No caso dele, apesar de já estar fora da empresa na época das ações, diz que ainda é o dono do terreno que foi dado em garantia, o que o coloca, de novo, na história.

Por que então não pagar a dívida e livrar-se do problema? “Não pago porque não me considero devedor e é isto que está sendo contestado e discutido judicialmente. Quem ficou com a minha parte é que deveria saldar a dívida. Se a Justiça decidir que sou eu quem deve pagar, farei isso. Mas por enquanto ainda estamos discutindo juridicamente o caso”, diz o Dr Moreira.

O ex-governador conta que tomou a decisão de entrar para a sociedade numa época em que, por ser parlamentar e depois prefeito de Criciúma, não podia se dedicar à medicina, que foi de onde sempre tirou o sustento dele e da família. Para diversificar os investimentos, participou da Trirradial, de onde saiu em 1997.

A decisão mostrou-se, depois, desastrosa. Porque, a cada campanha política, as ações de execução reaparecem, como fantasmas, para assombrar a carreira do Dr. Moreira. Agora, com a posse na presidência da Celesc e a conclusão do mandato-tampão de governador, o assunto voltou às rodas de conversa que gostam de falar mal do governo: “será que agora, com o salário da Celesc mais a aposentadoria como governador ele não vai conseguir pagar o papagaio da Trirradial no BESC?”

O Dr. Moreira diz que, enquanto estiver à frente da Celesc, não receberá a aposentadoria que a Lei garante a todos os ex-governadores. Mas é claro que isso não fará com que os adversários deixem de lembrar, de tempos em tempos, do cadáver milionário da Trirradial. Que continua insepulto, quase dez anos depois.

PINGOS NOS IS
Sobre esse caso das ações de execução que envolvem o presidente da Celesc e ex-governador, recebi ontem uns puxões de orelha de advogados amigos, sobre imprecisões que cometi ao me meter, leigo e distraído que sou, a usar o palavrório jurídico.

Aproveito-me, então, para esclarecer essa parte técnica da pendenga e deixar mais claros alguns conceitos, dos comentários enviados pelo Dr. Pedro de Souza, que aproveita, no final, para também dar sua opinião a respeito:

“Em processo de dívidas, quando o crédito a receber é líquido e certo, como nesse caso (o Banco emprestou o dinheiro e espera receber com os juros contratados), não se espera condenação. Não há condenação. Se espera que o devedor pague o débito ou que o seu patrimônio honre esse crédito. Este é o caso.

Em casos assim, o Dr. Eduardo Pinho Moreira – que tem outros processos, inclusive de compra de imóveis – responde pela totalidade da dívida. Após o pagamento ao BESC, se ele tivesse feito, entraria com uma ação contra os outros avalistas, para que honrassem com seus patrimônios o que ele havia pago ao Banco. Isso se chama direito de regresso.

Me perdoe meu caro Jornalista Cesar Valente, não há decisão final em processos como esse. O Dr. Moreira assinou o Contrato com a sua esposa e deu aval na Nota Promissória. Se quisesse discutir valor e outras questões, deveria de pronto ter depositado judicialmente o valor do contrato e os juros que são devidos e reconhecidos por ele, Dr. Moreira.

Na verdade, ele não pagou, como outros também não pagaram ao longo da vida do Banco, esperando no futuro uma melhor oportunidade para saldar a dívida. Assim sempre foi feito e, também por isso, o Banco quebrou e teve que ser federalizado”.

PFL FAZ PLÁSTICA
O Partido da Frente Liberal cansou do nome, cansou daquelas ruguinhas de preocupação, cansou de ser chamado de neo-liberal, não consegue mais se olhar no espelho sem entrar em depressão por causa daquelas olheiras e de uma certa flacidez geral e resolveu tomar uma atitude. Vai fazer um “extreme make-over” (uma recauchutagem geral).

Na sexta, em Rio do Sul, será a primeira reunião estadual depois do encontro nacional, em Brasília, amanhã, para discutir detalhes da plástica. Até as convenções serão transferidas, por causa da recauchutagem.

Até o nome será mudado (de PFL para PD, sigla que permite muito mais trocadilhos infames e bricadeiras escatológicas: “peidei?”). Mudar de nome assusta muita gente, que imagina que a mudança inclua até troca de sexo. Que nada, a coisa mais próxima a sexo será a fusão com um pequeno partido.

CHUPA-QUADRAS
No site Congresso em Foco está a informação que a Controladoria Geral da União investiga a existência de má- fias regionais que atuam na construção de quadras e ginásios esportivos, mais ou menos como as máfias das ambulâncias.

Usam as emendas parlamentares para construir quadras e alguém levaria altas granas no meio do processo. Vale a pena ler, no mínimo pra gente abrir o olho e não passar por otário.

5 comentários:

Anônimo disse...

Cesar,

Quer dizer então, que se eu tiver uma empresa e fizer dívidas em nome da empresa (pessoa jurídica), depois vender a empresa para qualquer outra pessoa, então eu me livro da dívida. Assim é legal.
Depois se vierem me cobrar a dívida, eu digo: “Não pago porque acho que não devo”.
O pior é saber que é assim que eles administram o nosso Estado.

Anônimo disse...

Cesar,


Faltou o Dr Eduardo responder se ele assinou ou nao o Contrato e a nota promissoria resultante do papagaio. Faz essa pergunta para ele.


Abs


Pedro de Souza.

Anônimo disse...

Cesar,

Refletindo! Entao o inadimpelnte ou velhaco para outros, eh o Deputado Gervasio Silva?

Pedro de Souza

Ruy disse...

Cesar, o presidente lula para ser repórter fotógrafico, primeiro teria que aprender a respeitar os profissionais que fazem a cobertura diária no Planalto.
Ruy Baron

Anônimo disse...

idiota isso é uma porra vão se fuder seus filhos da puta eu vou te comer com vibrador vai vai tesão vem come eu tambem