sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

SEXTA

HO-HO-HO CATAPÁF!
Até poderia ter comentado isto ontem, mas quis primeiro ver com meus próprios olhos. E é claro que não acreditei no que vi. Maldosamente, as emissoras de TV alteraram o som da reunião conjunta das Comissões de Finanças e Constituição e Justiça e o que era apenas uma apresentação do coral dos deputados, ficou parecendo uma briga de rua.

Tá certo que Suas Excelências, sem ensaio, acabaram cantando cada um uma música diferente e deu uma certa idéia de confusão. Mas não teve nada de briga. Teve até gestos de grande camaradagem, como o do deputado Paulo Eccel, que ao ver o contralto Jorginho Melo suando, refrescou-lhe providencialmente a cuca jogando um copo dágua gelada. Tal e qual nas maratonas.

Um tenor convidado (foto abaixo) levou a platéia ao delírio e os fãs tentaram levantá-lo nos ombros. Mas, como todo tenor, ele estava um pouco acima do peso e acabou sendo apenas abraçado calorosamente.


$C BINGO$
Leitor escreve, indignado, para reclamar que o título da nota de ontem sobre o ridículo papel do governo estadual na defesa desesperada que faz dos bingos e da jogatina em geral estava errado. Coloquei “SC Bingos” e diz ele que os esses deveriam ser cifrões. Como a norma do jornal é ouvir com atenção tudo que o leitor diz, faço esta errata, com o título usando os cifrões.

Claro que isto não significa nenhum tipo de suposição ou insinuação, muito menos suspeita, de que o empenho defensivo se dê por outro motivo que não a manutenção de um pujante mercado de trabalho para os catarinenses. Os bingos e as empresas de jogatina em geral, até onde sei, estão surpresas e sensibilizadas com o esforço governamental. E, naturalmente, muito, mas muito gratas.

PRO KART TEM GRANA
O evento do final de semana passada em Florianópolis, que teve a participação de pilotos internacionais, alguns da Fórmula 1 (como o Felipe Massa), no kartódromo do norte da Ilha de Santa Catarina, contou com patrocinadores privados e também com o nosso rico dinheirinho. De mais um daqueles Fundos miraculosos, o governo do estado sacou R$ 500 mil (repassados à Fundação de Esporte do município de Florianópolis) para dar uma mãozinha. É cerca de um terço do total investido. Claro que os aficcionados, que se divertiram com o espetáculo, devem achar pouco. Mas aposto que os coitados dos policiais civis e militares e dos bombeiros, que começam a Operação Veraneio sem gasolina, sem equipamento e sem gente, não devem achar a menor graça. E por falar em esporte, R$ 500 mil seria, por exemplo, suficiente para construir um ginásio de esportes em algum bairro desprovido desse equipamento.

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LIVRO AINDA É O MELHOR PRESENTE
Como todo mundo, deixei para a última hora a compra dos presentes de Natal. Preocupado com a dificuldade que tantos podem ter para a difícil escolha fui buscar, na coluna da minha amiga Cora Rónai, de O Globo, algumas sugestões de livros que ela leu recentemente e garante que são o máximo. Como eu acredito nela e confio no seu gosto, tomo a liberdade de reproduzir aqui só a listinha, sem os comentários (que poderão ser lidos em cora.blogspot.com):

O exército de cavalaria, de Isaac Bábel, edição da CosacNaify;
O quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell, quatro volumes agrupados pela Ediouro num estojinho caprichado;.
A distância entre nós, de Thrity Umrigar, Nova Fronteira;
Paixão Índia, de Javier Moro, em edição recheada de fotos da Planeta.
D. Leopoldina – Cartas de uma imperatriz, da Estação Liberdade, um livro primorosamente editado, indispensável para quem se interessa pela História do Brasil.
Cinqüenta dias a bordo de um navio negreiro, de Pascoe Grenfell Hill, pequeno livro da série Baú de Histórias, da José Olympio;
– Os botões de Napoleão, de Penny Le Couteur e Jay Burreeson, da Jorge Zahar;
Por que sou gorda, mamãe?, de Cíntia Moscovich, publicado pela Recordmente micos e inseguranças;
De veludo cotelê e jeans, de David Sedaris, Companhia das Letras;
Organize-se, de Donna Smallin, da Editora Gente;

3 comentários:

rafa stripes disse...

Tem um bingo funcionando nas camufla lá no estreito. A porta fica fechada, luzes apagadas, mas no estacionamento sempre tem carros. Achava isso esquisito, estariam alugando o estacionamento? Até que um dia vi que os clientes entram escondidos por uma porta dos fundos, auxiliados por um segurança de terno, óculos escuros e rádio de comunicação.

Carlito Costa disse...

César, o nome do piloto é Felipe Massa.

Cesar disse...

Obrigado pelo aviso, Carlito. Já corrigi. O Carlos Massa é o Ratinho, aquele apresentador de TV que é dono de parte de Itapema. Perdão, leitores.