terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Da série: “Recordar é viver”

Repito a nota publicada aqui no dia 6 de janeiro de 2006.

A FALTA QUE O ALDÍRIO FAZ
O jornalista Aldírio Simões teria feito ontem 64 anos. Morreu de amor, em 22 de janeiro de 2004 e desde então os florianopolitanos têm se sentido um pouco órfãos. Ele dava aos “nativos” uma face pública, em seus programas de TV e em sua coluna de jornal. Com o troféu Manezinho da Ilha, que ele criou junto com outros manezinhos, conseguiu melhorar a auto-estima de uma grande parcela da população que, com o crescimento da cidade e a chegada de forasteiros, estava se sentindo por baixo, menosprezada e sem espaço.

Francisco Amante, escritor, doutor em manezices, autor de livros que reúnem informações sobre todos os que ganharam o troféu, diz que “o Aldírio faz muita falta, não temos mais, na imprensa, quem nos defenda”. O aniversário do Aldírio foi marcado ontem (em 2006) por um culto ecumênico e um show especial no vão do Mercado Público (que agora é Mercado Público Aldírio Simões, mas quase ninguém o chama assim).

Na foto acima, Aldírio comanda o programa especial de entrega dos troféus Manezinho da Ilha de 2003, que foi o último realizado com a presença dele.

EM TEMPO – Para saber mais sobre o Aldírio, ou apenas para avivar a memória, clique aqui e vá a um post com uma série de artigos sobre ele, de vários autores, reunidos pelo Chico Amante, que publiquei em 21 de janeiro de 2007, véspera do aniversário de sua morte.

6 comentários:

Anônimo disse...

Cesar,

viu a foto do LHS no DC de hoje, na coluna de política?
piada pronta

jânio disse...

Exibido!

epaminondas disse...

Quanta cabeça branca...digo, quantas pessoas experientes!

E aquele barbudo ao teu lado, seria "poracauso" um revolucionário que aqui aportou,ou o Belegarde, vindo diretamente da literatura do Aldírio?

LesPaul disse...

Era, como outros ilustres manés, lá das Areias, pronunciada com nosso 'x' bem arrastado, nas bandas da hoje chamada Cachoeira do Bom Jesus. Ali, bem na bifurcação que outrora levava por sinuosa morranca às águas de mar aberto dos Ingleses, um paraíso restrito aos poucos que pra tão longe se aventuravam e que nem faz tanto tempo que morreu. Brincava que nascera sob a lua cheia nas barrancas do Rio do Brás, limpo pelas águas que em fio d'água desciam da nascente do rio da Palha. A réplica, com os demais testemunhos selenitas do povo da lua sobre o que acontecia às margens do riacho fica restrita à memória de privilegiados amigos que bem cultivou e a quem ria quando provocado. Salvas ao irmão que prematuro se aligeirou nas coisas do amor eterno.

Frank Maia disse...

Pois, pois...eu ilustrava a coluna Fala Mané (AN Capital) e adorava o tal de Belegarde. Um q usava uma 'capa de gabardine ensebada'. Até hj não sei se existiu ou se era personagem de ficção do Simão. Saboreei montes de histórias da cidade antiga através da coluna do Aldírio. Aquilo q eu fazia nem dá pra chamar de trabalho pq eu me divertia muito com os 'causos'.

epaminondas disse...

O Belegarde seria um morador da Costa de Dentro, mas de dentro da cabeça do Aldírio!!