A frase do deputado Manoel Mota, dita em plenário, merece ser inscrita em placa de bronze e colocada em alguma das paredes escuras, do lado mais sombrio da Assembléia Legislativa:
“Se quisermos, não passa nada”.
Embora seja o sonho de todo partido ou grupo hegemônico no parlamento, o poder da maioria sempre é tratado com algum cuidado, nas democracias. Afinal, não é à toa que aquela casa também é conhecida como “parlamento”. Ali deveria ocorrer o debate, a discussão, não o esmagamento puro e simples do adversário.
Na prática, todos sabíamos que, se o governo quiser, passa qualquer coisa. Mas ninguém tinha chegado ao ponto de, além de bloquear iniciativas da oposição, tripudiar sobre o ato, expressando verbalmente seu poderio acachapante.
E olha que só estava em jogo um pedido de informação. Uma das poucas armas que restou à oposição, numa legislatura em que o Legislativo tem funcionado como poder auxiliar do Executivo.
Apesar da euforia do deputado Mota com o poder da bancada governista, as coisas não parecem tão tranqüilas. Tanto que o pedido que motivou a manifestação (solicitava à Secretaria de Desenvolvimento Regional de Tubarão informações sobre construção da Escola Célia Coelho Cruz, de Tubarão) foi negado em uma votação muito apertada: 13 a 12. Com duas abstenções de parlamentares da base do governo.
AGORA PODE PASSAR
Depois dessa demonstração explícita de soberba, o governo resolveu parar de bloquear os pedidos de informação. E entre os perigosíssimos pedidos de informação que a oposição raivinha inventa pra atazanar um governo que só trabalha pelo bem do povo, foram aprovados os seguintes:
– Qual o resultado da sindicância que apura as fraudes na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri), com seus servidores fantasmas?
– Como estão as obras de duplicação da SC-401 (de Florianópolis)?
– Como é essa operação triangulada SC Parcerias e Casan com a Celesc?
– Qual o meio de transporte do governador em deslocamento a Criciúma, onde participou de evento partidário?
E Sánchez ri dos Estados Unidos...
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Reírse del presidente de Estados Unidos no es solo una broma. Es un error
de cálculo en un país donde el poder también se mide en identidad
colectiva. Jo...
Há uma hora
5 comentários:
“Se quisermos, não passa nada”.
Que desrespeito ao Parlamento Catarinense que embora os capachos tem muita gente boa. É um desrespeito com o próprio presidente. Aqui "nois" "fizemo", do jeito que queremo. Era uma vez um parlamente que se respeitava. O povo catarinense sabe que quem manda no parlamento é o executivo. Tai a prova incontestável. DECEPCIONANTE.
Gostaria de perguntar onde estão aqueles R$ 1.800,00 encontrados na mansão do Aldo Hey Neto em Jurerê Internacional ? Dá prá fazer um baile e tanto. Quem será o fiel depositário da grana que pelo jeito não tem dono.
O Legislativo é fiscalizador e se não fiscaliza comete prevaricação. Os R$ 500 mil para Vera Fischer, as transposições, os gastos em publicidade, a decoração natalina e tantas outras dúvidas devem ser esclarecidas ou justificadas. Se o Legislativo não consegue fiscalizar, o Judiciário pode ser acionado através do Ministério Público. Ou vivemos o absolutismo?
Quanto a grana que estava com o Aldo Hey Neto, gostaríamos de saber de onde veio e para onde iria?
Posso sugerir algumas perguntas? Pq na página da Santur (www.sol.sc.gov.br/santur) existe um link para a operadora de turismo Ceretur? Será que as outras operadoras do Estado também não gostariam de estar na página de abertura do órgão estadual de turismo? Quanto a Ceretur paga para ter direito a esta propaganda? Se paga, quem recebe? Diga-me, ò Valente...
Cesar,
Sobre o Legislativo Estadual vou sugerir uma Pauta.
Quanto é que a Secretáaria da Fazenda transfere todo mês para o Palacio Barriga Verde?
Quanto custa a folha de pagamento da Assembleia? Verificar a relação Folha de Pagamento (maior despesa da Assembleia) e Transferencia do Governo do Estado, nos últimos dez anos.
Isso irá dar uma ideia que a despesa com a Folha em muito se distanciou do recebimento.
A TURMA FALAM que a diferença é uma "BABA" enorme.
Abs
Pedro de Souza
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